Um dos melhores episódios até agora.

A interação dos familiares sempre é melhor pedida para essa série. Aí, quando eles mudam de cenário e vão para locais que a gente conhece e pegam a melhor coisa de lá, fica um episódio como este: irretocável, engraçado, comovente (como sempre nos minutos finais) e ótimo. Talvez seja, mesmo, um dos melhores episódios até agora.

Kenny se envolve na peça da escola e a professora precisa de pais voluntários para auxiliá-la. Não inesperadamente, Eileen se candidata e torna a nova melhor amiga do filho. Mas, é claro que isso ai dar problema. A mãe faz tudo na preparação do teatro, mas quando vê que naquele instante pode realizar o sonho de ver seu filho casando com uma mulher vestida de noiva, ela pira e transforma a vida do filho num caos, sem que ele perceba.

E assim, ela muda os rumos do teatro com Romeu e Julieta, mesmo que zumbis, se casando de vestido de noiva real e smoking, e o banho de sangue previsto para o final, seria uma chuva de arroz (que pela bizarrice da série, não poderia deixar de manter o plano inicial de Shannon). Falando nela, a melhor cena do episódio e mais engraçada é aquela em que ela empunha uma faca e manda vê na sua mão falsa para aterrorizar os pais. Muito engraçado o choque inicial, e mesmo nas três vezes que revi a cena em sequência, continuou surtindo seu efeito.

Ela também pede fotos de crimes para o pai, que começa a mostrar seus flertes, agora prestes a separação. Não acho que esse casal irá separar tão cedo (isso é, se a série tiver um longo futuro), pois eles funcionam muito bem. E funcionam também nessa ação extraconjugal, que parece ao mesmo tempo errada ou incomoda, e vergonhosa para nós que assistimos. E é muito engraçado também o cara que roubou um banco com uma bicicleta rir dele, e ele responder que o outro não tem moral para isso.

E se o pai não consegue flertar, o fruto não cai longe do pé. E Jimmy que fica entre enxergar barba e bigode no rosto para encantar a menina da escola, não consegue nenhum sucesso. Mas, é engraçado. Acho que o personagem, junto com a tia Jodi, personagem de rápidas aparições, mas muito carismáticas, se apoiam nesse humor burro e inocente, e conseguem cativar.

Na trama da escola, trouxeram Mimi de volta, e aquele heterossexual afeminado, que sofre preconceito por ser heterossexual. É aquela velha história de usar o politicamente incorreto a favor da dramaturgia e da militância da série, que funciona muito bem aqui em TRO, por ser feita com humor e escrachado. Nada é subliminar a ponto de trazer interpretações ambíguas, e devemos lembrar também que é uma história contada por um menino de 16 anos, com as alegrias e aventuras de sua personalidade, recém-descoberta pelo mundo todo.

De resto, acho que só faltou o menino asmático para o núcleo da escola ficar completo. Mas, todas as referências à Glee se superaram, e foram pontuais. Mais um bom episódio para essa série que descontrai e soube achar seu tom: falar de um assunto sério, mas sem se levar a sério.

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