O episódio dessa semana não contribuiu muito para consertar os erros que assolam The Originals há algum tempo, mas ofereceu algo surpreendentemente feliz.
Desde o começo da série os personagens secundários são jogados de um lado para o outro em prol da trama dos vampiros Originais, mas desta vez a sensação foi do contrário. Sim, Rebekah estava presa no fundo da mente de Eva Sinclair e isso fez com que Klaus, Elijah e até Hayley mexessem os pauzinhos para libertá-la – mas no fim do dia, o dono da história foi Vincent.
Vincent, o bruxo mais sofrido do Treme (aberto para discussão), teve que ir contra a esposa para salvar as “crianças” que seriam sacrificadas em seu ritual – e, para isso, uniu-se à familia Original (e agregados). Sério, mexendo um pouco em um detalhe ou outro, a trama isolada do Vincent parece até uma série própria:
“Vincent Griffith, um bruxo do Treme, descobre que sua esposa está sacrificando ritualisticamente crianças para aumentar seus poderes e libertar os clãs de Nova Orleans da ditadura de uma gangue de vampiros. Preso entre sua consciência e o amor de sua vida, ele precisa decidir de que lado está. Mas as coisas se complicam quando alguns dos primeiros vampiros da história chegam na cidade, determinados em retomar o poder que um dia lhes pertencera.”
Meu ponto é que, depois de vários episódios com tramas arrastadas, eu realmente não esperava que o drama entre dois personagens secundários me empolgaria mais que todo o resto – incluindo os últimos episódios. É estranho dizer isso, mas depois dos últimos dois posts onde falamos sobre o que já gostamos e também o que gostaríamos de ver em The Originals, ficou bem claro que a série se beneficiaria de tirar um pouco dos Originais da luz dos holofotes e deixá-los fazer o que fazem de melhor: ser o elemento externo que torna tudo mais picante (assim como era em The Vampire Diaries).
Bizarro, não? The Originals sem Originais? Não faz o menor sentido. Mas ao mesmo tempo, quantos fãs já não deixaram a série porque simplesmente não se empolgam mais com eles?
Enfim… Honestamente, eu vou deixar para refletir mais sobre isso no futuro – provavelmente depois do Season Finale. Até lá… vamos focar no que ainda vale a pena na série. Começando por utra coisa bacana do episódio: Freya! (Sim, eu sou uma pessoa que ainda usa “bacana” no dia-a-dia).
Nossa, demorou, mas a garota finalmente está pegando embalo. Freya finalmente colocou o pezinho dentro da piscina e participou ativamente da ação em Nova Orleans. Teria sido bom se tivesse acontecido logo depois do episódio em que ela sai com Rebekah do hospício de bruxas, mas paciência – chegamos até aqui e as coisas estão melhorando, então bola pra frente. Além do mais, a garota encarou o irmão, encarou a mãe, se livrou de um e já está conspirando contra o outro. Isso se chama PROATIVIDADE, galera. Lembrem-se da Freya quando te perguntarem qual sua maior qualidade durante uma entrevista de emprego.
Mas o melhor de tudo em relação à Freya é que agora ela está amarrada à trama da facção dos bruxos (e Josephine, que a cada dia conquista mais meu coração. Tem que admirar alguém que peita o Elijah com a mesma classe que o cara.). E com Freya fazendo oficialmente parte do grupo, existe sempre a possibilidade de expandirem um pouco mais o mundinho de Nova Orleans, explorando o lado dos bruxos. Expansão no universo de TO é algo sempre bem-vindo.
Ah, e falando em Josephine, a visão da mais recente líder dos bruxos sobre Hayley não foi exatamente um cartão Hallmark e, caso você já tenha esquecido, aqui está a profecia novamente (arrepios toda vez que vejo essa cena): “Uma tempestade está vindo, cherrie, e seus piores demônios com ela. Eu não sei nomeá-la, mas quando vislumbro seu futuro há uma escuridão… e você deveria temê-la.”
Muito melhor que “Dahlia is coming” pela centésima quadragésima vez.
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E esse foi o episódio da semana, galera! Hayley e Gia trocaram olhares constrangedores, Celeste foi embora sem muita pompa e circunstância, e alguém avisa os bruxos que, quando suas “crianças” começam a criar pêlo debaixo do sovaco, não dá mais pra chamá-las desse jeito (Você viu o tamanho daqueles marmanjos??).
– Fiquei com dó do Vincent. Primeiro um desastre natural destrói sua cidade. Depois vem uma horda de vampiros e toma o poder. Daí sua esposa começa a sacrificar criancinhas. E, como se não bastasse, vem um espírito de vampiro e toma posse do corpo dele. Nem um mês de hotel fazenda com a Cami conserta isso.
– Freya ficou super de boa quando a mãe se transformou num monte de pássaros morrendo. Foi, tipo, intencional?? Porque se fosse eu já estaria “O QUE ESTÁ ACONTECENDO?? O QUE EU FIZ?? NÃO! EU SÓ QUERIA MATAR ELA! O QUE É ISSO?? SAI!! SAAAAI!! AAAAAAAAH!!!”. Mas o que eu entendo de bruxaria nórdica, né?
– O que você acha que o Mikael anda fazendo? Maratona de Netflix?
Galera, foi um retorno fraco para os protagonistas de The Originals, mas a série com certeza mostrou que ainda consegue criar histórias envolventes e personagens interessantes. E Freya finalmente está provando a que veio, o que vale MUITA coisa. Se você, como eu, estava esperando um embate entre ela e o Klaus, prepare-se! It’s ON, baby!
Obrigado e até a próxima semana com “Night Has a Thousand Eyes”!














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