O ser humano Beverly Goldberg.

The Goldbergs continua investindo na exploração do lado mais humano de Beverly Goldberg, que temos visto sofrer em busca de um pouco de amor familiar nos últimos episódios. Se o desnaturado de outrora foi Murray, Erica foi a desalmada da vez, preferindo andar com Louise Rubin, a cool mom, em vez de passear no shopping com sua, er, jegue mom. Interessante como de 100 mães que eu conheço, só umas 3 podem ser consideradas “legais”. Acho que é uma coisa que tá no sangue e faz parte da alma de ser mãe: ela não deve ser tão legal e moderninha e liberal. Perdoem-me os haters, mas acho que mãe não pode ser só amiga; tem que ser MÃE, e como tal, é impossível manter um nível de cool razoável. Vejamos minha mãe, por exemplo: o senso de humor dela é implacável, mas ela ainda diz que minha camiseta do Linkin Park tem “desenhos do diabo”. Bem, não se pode ser perfeita, não é mesmo? E toda essa montanha-russa emocional resultou em Bevy enchendo a cara com Pops e ativando o sensor maternal de Erica, que cuidou da mamãe e expulsou o faminto Barry ávido por waffles. Foram cenas bem bonitinhas que demonstraram uma coisa que, às vezes, é difícil de admitir: nossas mães também são seres humanos. Elas sentem, sofrem e choram como qualquer pessoa comum, e é nosso dever e nossa alegria cuidar delas quando as coisas não vão tão bem. Pode ser excruciante na hora, mas ver o sorriso após a tempestade compensa um pouco a dor desses momentos. E depois ainda pode rolar um fondue!

Barry e Adam também continuam na luta para ser cool, sendo que Barry agora tem um grupo de amigos igualmente lunáticos para acompanhá-lo nisso: o JTP. Impossível não lembrar de Axl and the Axmen de The Middle e não torcer para que esses garotos super maduros continuem fazendo aparições maravilhosas na série. Desta vez, Adam e seus conhecimentos de hacker dos anos 80 foram as armas utilizadas pela quadrilha de provas do colégio, o que resultou em boas notas vindas diretamente… da cabeça deles! Como é possível que tenha entrado algo nesses cérebros compostos por vácuo? Mistérios do mundo das séries, caros leitores.

Dentro desse plot, queria fazer um pequeno comentário no que diz respeito ao humor politicamente incorreto de The Goldbergs. Interessante como em outras séries poderíamos ver discursos como “ser cool não é tudo”, “roubar as provas da escola é errado”, “ter conversas de cunho sexual com crianças de 11 anos é inapropriado” e coisas do gênero, mas em The Goldbergs… tudo é aceito e permitido. Barry arranja um RG falso e tá tudo certo. Pops pega todas as senhorinhas da vizinhança e ninguém liga. Murray é um pai omisso e ninguém se importa. E Barry e Adam roubam o mascote do time, não sofrem nenhuma consequência negativa e ainda viram ídolos na escola. Oi, gente? Não que momentos assim não tenham um teor cômico, mas certas coisas nem deveriam ser praticadas, quanto mais incentivadas.

Outra coisa que notei neste episódio foi que o ritmo estava… estranho. Não sei, a coisa simplesmente não estava tão dinâmica e rápida e divertida. Wendi McLendon, pela primeira vez na carreira dela, não pareceu tão inspirada, e como sua companheira de plot foi Hayley Orrantia, que possui o pior timing cômico da série (se é que possui algum), a coisa toda foi um pouco estranha de se assistir, e não foi o primeiro episódio em que notei algo de diferente no ritmo. Deve ter algum diretor no time da série que tá meio perdido, pois uma série, para ser bem sucedida em tempos pós-modernos, precisa ser ágil e entregar algo de qualidade o mais rápido possível. Não basta ser fofa: tem que ser esperta.

Em tempo de título: As rápidas cenas do tal Wargames me deixaram com vontade de assistir a esse filme. Ele é de 1983 e conta com Matthew Broderick (sim, o Ferris Bueller!) como protagonista.

Em tempo de real life: Eu AMO quando as cenas das fitas originais do Adam F. Goldberg mostram algo igual ao que a gente viu na série. É tão… mágico rs.

Em tempo de Satine: Quem mais se lembrou de Moulin Rouge quando tocou Rhythm of The Night?

Em tempo de eighties 1: “Porque família é assim: eles podem não ser os mais legais do planeta, mas eles sempre estão lá para tomar cuidado de você quando você mais precisa deles.”

Em tempo de eighties 2: “Os amigos vêm e vão, mas quando se trata de família, eles sempre estarão lá, cuidando de você.”

Artigo anteriorPromos USA 26/10/2014: Domingo
Próximo artigoThe Voice 7×10: Final Battles e Previsões dos Knockouts