
“Nos Estados Unidos, os corpos de 40 mil pessoas não foram identificados. Quando as investigações policiais não obtêm respostas, grupos de voluntários civis trabalham para nomear os esquecidos”. Essa frase apresentada no início do episódio é a simples premissa da série. E por mais que não apresente, de início, nada mais chamativo que essa premissa, The Forgotten conseguiu apresentar um ótimo episódio piloto, tornando-se uma das melhores estréias dessa Fall Season.
Spoilers Abaixo:
Simplicidade. Essa foi o conceito máximo usado por Jerry Bruckheimer para nos apresentar sua nova série. E era isso que eu buscava de uma série, nessa época onde todas tentam mostrar sua grandiosidade em apenas 40 minutos, fazendo do episódio piloto uma experiência confusa para o público… Exatamente o contrário do que tal episódio deveria fazer.
Foi uma história simples, desde o caso da semana, que não se mostrou nada muito extraordinário e nem cheio de reviravoltas, até a apresentação dos personagens, que ocorreu de maneira tão sutil que antes do término do episódio parecia que já acompanhávamos suas histórias há várias e várias temporadas.
Basicamente, The Forgotten mostra a história de um grupo de civis que ajuda a polícia a descobrir a identidade de fulanos e fulanas, ou seja, indigentes que morreram e que, no curso da investigação policial não foi possível identificá-los. O trabalho dessas pessoas é garantir que essas pessoas não sejam enterradas com suas histórias, sem que saibam qual importância tiveram no mundo.
Os personagens são incrivelmente carismáticos, a ponto de você se identificar com eles logo de cara, na primeira reunião do grupo na casa a Lindsay. E o melhor quanto aos personagens é o gostinho de quero mais que tivemos de cada um. Exatamente pela simplicidade do episódio, ficamos sabendo muito pouco sobre eles, e isso me deixou com vontade de ver os próximos episódios para descobrir coisas como: O que aconteceu com a filha de Alex? Porque ele foi expulso da polícia? O que tem o marido de Lindsay? Que segredos esconde o artista Tyler? E, sobretudo, o que levou cada um deles a esse “serviço”?
A trilha é boa, a fotografia também, a direção ótima, o roteiro é leve e com um bom nível de qualidade e o elenco muito bom. Até mesmo Christian Slater, ator que eu não gosto, por achá-lo canastrão, fez um excelente trabalho nesse piloto. Quanto aos outros atores, prefiro uma margem de mais dois episódios para dar mais opiniões.
Um recurso que eu achei sensacional na série foi o da utilização do(a) fulano(a) como parta da história. As recorrentes aparições da Tracy e, principalmente, a sua narrativa dos fatos de sua vida, sua história e seus objetivos trouxeram um diferencial para a série. Tanto é que na primeira cena, onde começamos com a sua narrativa sobre seus objetivos de vida e descobrimos que ela tinha morrido, acabou qualquer preconceito que eu tinha antes de ver a série. Tudo o que eu queria saber era a sua história, e não é esse o objetivo da série?
Isso quer dizer que The Forgotten não tem defeitos? Não teve clichês? De maneira nenhuma. O episódio teve sim sua boa dose dos dois, mas o resultado final foi tão bom que não vale a pena citá-los, pois tornaram irrelevantes.











