Vestibular, vírus, quarentena e o conhecido recurso de bomba relógio no roteiro.
Nesta semana Teen Wolf apresentou ao seu público telespectador um episódio que agrada, mas não empolga.
Respostas. Elas talvez tenham sido o maior mérito de Weaponized. O episódio foi apresentando uma série de mistérios que foram resolvidos nele mesmo. Porém, cheguei à constatação de que, pelo menos nas últimas semanas, foi isso que Teen Wolf se transformou: uma série sobre “assassinos profissionais” da semana, que servem apenas para protelar a revelação de quem é, de fato, o Benfeitor.
Até entendo que isso se faz necessário, em termos de desenvolvimento da narrativa. Porém não pude deixar de observar isso e precisava, ao menos, comentar sobre o fato. Até o momento, não tem me incomodado, de forma severa quero dizer. Porém os roteiristas precisam ter o cuidado de saber o limite de entreter/segurar/enrolar o público e prender sua atenção. E não atingir objetivo oposto: o de irritar e frustrar a audiência da série.
O episódio também apresentou algumas falhas, como a dublê super jovem da personagem idosa, que ficou evidente em tela. Ou quando subestimou a inteligência do público ao inserir, novamente e de maneira pouco sutil, a imagem do professor tomando o chá que era o antídoto ao vírus. De novo, compreendo a necessidade de correlacionar as cenas, mas poderia ter sido feito de forma menos óbvia e didática.

E tudo começou como mais um dia comum (como se isso fosse possível na série!) para os estudantes do Beacon Hills High. Os alunos do colégio estavam tensos ao prestar o Pre-SATs, uma espécie de simulado de vestibular dos americanos. Nosso heroi, Scott, ainda nutria esperanças de uma vida comum de adolescente que ele jamais terá.
Falando em Scott, realmente não entendi a atitude dele em não devolver o dinheiro dos Hale por causa de Peter. Essa ambiguidade na atitude do “heroi” ficou bastante estranha. Não que eu o esteja condenando. Até prefiro que ele use a grana para ajudar a mãe. Porém, não entregar o dinheiro a Peter não fará com que o mesmo deixe de agir e manipular tudo e a todos em seu benefício próprio. Se bobear, ele devolverá apenas US$ 250 mil para Derek e aplicará a metade de Peter em um fundo até que o personagem fique totalmente do bem(!).

Já Stiles voltou a brilhar como a mente que decifra toda a investigação criminal. Gosto quando o personagem assume esse papel, o qual ele desempenha tão bem quanto o de alívio cômico e sidekick de Scott.
Em Weaponized Malia, seu par, finalmente descobre que é filha de Peter Hale, o que promete desdobramentos futuros interessantes para os dois e também para Stiles, que omitiu o fato para a garota. Ainda assim, continuo sentindo apatia total pela personagem. Simplesmente não consigo me importar com ela. Nem mesmo as tiradas antissociais despertam meu interesse na personagem.

Kira também esteve apagadinha aqui, talvez para que outra oriental pudesse brilhar: a líder de matilha Satomi Ito, que teve seu pack inteiro exterminado pelo vírus. A anciã mandou bem nas cenas de luta, com exceção, é claro, daquela em que sua dublê fica escancarada na tela. Se a trama dela continuará a ser desenvolvida? Duvido que ocorra.

Outros adultos tiveram destaque neste episódio: a mãe de Lydia (é exatamente assim que a personagem é chamada nas legendas das fotos no site da MTV americana(!)), que tomou as providências para isolar a escola infectada, o treinador inconsciente, Deaton e a melhor: Mama McCall, que dessa não conseguiu salvar o lobisomem-aleatório-fazendo-shirtless-gratuito-e-que-cuspia-aquela-gosma-preta-pela-boca da vez (NO-JO!).

A aparição do pai de Scott durante o clímax do episódio para salvar Stiles me pareceu convenientemente providencial demais para mim. Será que ele pode ser considerado um suspeito de ser o Benefactor? Ele colocaria a cabeça do próprio filho a prêmio? De qualquer maneira, ainda que tenha sido novamente mencionada, a trama dos “órfãos” da semana passada não teve continuidade e, sinceramente, duvido que seja desenvolvida.

Lydia continua penando por não saber como ativar e utilizar seus ditos poderes de banshee quando bem entende e necessita. Coitada dela e do público telespectador! Diante da promessa passada que a temporada seria centrada na personagem, ainda não consegui observar isso nitidamente em tela.

A tentativa de se criar um romance entre Derek e Braeden segue truncada e artificial em tela. Ainda assim, tenho esperanças de que o roteiro consiga desenvolver esse relacionamento de fora genuína na série, me fazendo torcer e acreditar no casal. Afinal de contas, Derek também merece ser feliz, não é mesmo (ainda que não comigo)?!

Weaponized foi mais um bom episódio de Teen Wolf. Seguiu mantendo a média dos anteriores, porém não chegou a entusiasmar – pelo menos a mim – com seu enredo. Teve até um clímax OK/satisfatório, utilizando o recurso de roteiro conhecido como “bomba relógio”, onde os personagens têm de correr contra o tempo para resolver uma demanda/missão (no caso em questão, o antídoto para o vírus). Pode ser que a série esteja começando a mostrar sinais de fadiga no roteiro, teoria que sinceramente espero e anseio que seja refutada já na próxima semana.
PS. 1: Neste episódio foi revelado que aquela espécie de areia que sai das costas de alguém na abertura da série é o antídoto ao vírus.
PS. 2: Quem mais aí se lembrou de Monstros S.A. ao ver as espalhafatosas roupas protetoras do CDC/CCD ?!
PS. 3: Gosto muito da decoração e do design dos itens que compõem o quarto do silêncio de Lydia. Remete bastante a alguns filmes de Kubrick.
PS. 4: Notei somente agora a ausência de Liam no episódio(!).
PS. 5: Estou testando um estilo diferente aqui nessa review. Digam-me o que acharam. Expressem seu feedback. Pois levar Teen Wolf a sério demais estraga grande parte da diversão.














