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Spoilers Abaixo:

Um reality que está em sua vigésima sexta temporada precisa encontrar maneiras de se reinventar ao longo dos anos para que tudo não fique tão previsível e para que o púbico possa se surpreender de vez em quando. De todas as inovações já realizadas em Survivor, a que mais vingou, com certeza, foi a inclusão de hidden immunity idols, principalmente a partir de Fiji em que o participante deve usá-los antes da revelação dos votos, já que a maneira com que a twist foi utilizada em Exile Island e Cook Islands acabou quase garantindo o contemplado na finale, tornando estas temporadas mais óbvias e menos dinâmicas. De Samoa para cá, os idols vem sendo bastante banalizados, já que a cada temporada existe uma quantidade ainda maior deles e a dificuldade para encontrá-los é cada vez menor. Se antes os participantes precisavam buscar pistas e mais pistas para encontrar o raro item, agora eles estão por toda a parte e são encontrados com uma facilidade tremenda. Não sei se todos irão se recordar da dificuldade que Amanda teve para encontrar o idol em Micronesia e quanto o seu esforço tornou ainda mais legal o blindside que ela deu em Alexis em um dos muitos fantásticos Tribal Councils da primeira edição de Fans Vs. Favorites.

 Pela segunda semana seguida, Malcolm conseguiu agitar as coisas, mas, apesar de eu ter gostado muito de toda a situação, fiquei com a impressão de que ele ganhou de presente da produção todos estes idols para deixar a temporada mais interessante. Não posso afirmar categoricamente qualquer tipo de favorecimento para Malcolm (nem para Russel, que sempre achava idols de forma suspeita), mas acredito que a grande quantidade de idols possa desgastar ainda mais o formato além de levantar algumas suspeitas. Se antes as pessoas precisavam buscar rachaduras em alianças e mentir e manipular para dar um grande blindside, há algum tempo, eles só acontecem com a utilização de um idol. A longo prazo, isto pode acarretar em temporadas ainda mais fracas do que as que já estamos acompanhando. Na medida em que os idols forem perdendo a graça e o impacto, o reality se enfraquecerá ainda mais, principalmente se os participantes não conseguirem buscar outros tipos de estratégia.

Mesmo com todo este contexto, a situação criada por tantos idols foi ótima e fez com que todos os sete membros da aliança majoritária temessem pela sua permanência no jogo. Foi excelente ver as tentativas de Phillip e Brenda de combinarem um novo alvo em pleno Tribal Council. Ao que tudo indica, Andrea seria eliminada caso Malcolm não tivesse sugerido a eliminação de Phillip. Malcolm vem sendo o meu participante favorito nesta temporada e vem se provando um grande jogador a cada episódio, porém acredito que ele não tenha feito a melhor estratégia para levá-lo mais longe no jogo. O cara teve que tomar uma difícil decisão entre a auto preservação, se garantindo por pelo menos mais duas semanas no jogo, ou a manutenção de seus aliados, para tentar virar o jogo através de números. Uma vez que optou por tentar manter seus números e acabou usando dois idols num mesmo Tribal Council, Malcolm não deveria ter sugerido a eliminação de Phillip e sim feito com que os membros da Stealph R US tomassem eles mesmo a decisão, jogando um contra o outro e expondo as rachaduras na aliança. O medo da eliminação é o que faz as pessoas mudarem de lado e traírem seus aliados, mas Malcolm eliminou este fator ao indicar que Phillip seria eliminado, deixando os seus outros adversários numa posição não tão desconfortável assim. Se eliminar Phillip fosse assim tão crucial até concordaria com Malcolm, mas não acho que este seja o caso, uma vez que ele nunca teve controle nenhum do jogo. O mais interessante seria Malcolm sugerir que cada um de seus aliados (Eddie e Reynold) votaria em uma pessoa diferente, deixando a responsabilidade toda nas mãos daqueles que corriam risco. Assim, instaurando o caos no Tribal Council e possivelmente destruindo uma aliança tão forte. Se ele tivesse optado por este caminho, existiria até a opção de arriscar e manter em sua posse os dois idols, mas isto poderia ser um pouco demais. O importante abalar a aliança e expor as preferências de seus adversários.

 Em relação à eliminação de Phillip, acredito que a edição fez um péssimo trabalho indicando que ele rodaria logo no “Previously”, o que diminuiu um pouco o impacto da reviravolta. A saída de Phillip é um grande alívio para todos os haters, que não aguentavam mais a falta de noção do Especialista. Apesar de achá-lo um grande idiota, não me incomodo tanto com ele e até acredito que ele movimentou bastante a temporada com a formação da Stealph R US, tentando seguir os passos de Boston Rob e com a grande rivalidade que teve com Corinne. Outra consideração que tenho que fazer em relação a ele é dizer que, ao contrário de muita gente, não condeno sua atitude de não disputar o challenge devido a um trauma de infância. Diferente de toda aquela balela de ter entregado o challenge no passado, senti sinceridade em suas palavras e disputar o challenge só reviveria seu trauma, uma vez que ele não tinha chance nenhuma de sair vitorioso. Nesta fase de Survivor, em que quase sempre temos retornantes, é fácil prever que esta não deve ser a última participação de Phillip e aposto em seu retorno na trigésima edição num possível Heroes Vs. Villains 2.

Como já disse anteriormente, o episódio foi muito bom, mas o nível foi elevado realmente no Tribal Council, já que a vida no acampamento não está lá estas coisas e o Break Down de Dawn acabou sendo bem decepcionante. Fiquei sem acreditar que ela, que vem fazendo um jogo tão sólido, foi capaz de se abalar tanto por tão pouco. Foi interessante ver que Brenda tem um laço muito forte com Dawn, o que comprova mais uma vez que a edição não vem fazendo um bom trabalho de distribuição do airtime. Talvez Brenda esteja sim numa posição confortável na aliança e isto não vem sendo mostrado porque não importará para o resultado final.

Quem mais ganhou com a eliminação de Phillip foi Sherri e Brenda, que parecem estarem firmes num F5 com Cochran, Dawn e Andrea. Visto que seria muito arriscado levar Dawn para uma final, acredito que uma das duas irá cair de paraquedas no F3, possivelmente Sherri, já que a edição de Brenda não me parece de uma finalista. Continuo torcendo para uma reviravolta que possa recolocar Malcolm no jogo e que deixe o jogo mais interessante e menos previsível, porém não acredito que irá acontecer. Desta maneira, Cochran continua sendo o grande favorito ao prêmio e só Dawn ou Andrea parecem ter chances de surpreender. Para Malcolm restará a disputa do Spint, prêmio dado ao participante mais popular, onde Cochran também é um forte concorrente.

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