
Agora eu posso dizer sem receio: A quarta temporada de Supernatural é a melhor da série até o momento.
Foi tão bom ouvir ‘Carry on Wayward Son’ no início do season finale. Eu sei que eu venho citando a música em, praticamente, todos os últimos reviews da série, mas é que depois de uma temporada quase silenciosa após o AC DC de ‘Lazarus Rising’ foi tão bom ter por alguns instantes a boa e velha trilha sonora de Supernatural de volta. E a música do Kansas foi ainda mais apropriada ao contexto que nas temporadas anteriores. Nunca a missão a ser cumprida foi tão difícil. Nunca o merecido momento de paz e descanso pareceu tão distante.
O episódio não tinha nem 10 minutos e eu já o considerava um dos melhores da série. Antes que pudesse recuperar o fôlego perdido na abertura, veio a primeira cena mostrando os olhos amarelos do Azazel e os primórdios do seu grande plano que é o ponto de origem para todas as tramas da série. E o dialogo entre Dean e Bobby, para mim é sem dúvida umas das melhores cenas de Supernatural. Texto impecável. E eu concordo, Dean é um homem melhor do John jamais conseguiu ser.
Aliás, se eu precisasse escolher um aspecto favorito de ‘Lucifer Rising’, eu escolheria o roteiro, nem precisaria pensar. O texto soube ser pesado nos momentos dramáticos e dosar momentos mais descontraídos, sem perder a seriedade da situação. Eu perdi a conta de quantos quotes geniais eu ouvi durante o episódio. Eu adorei Dean respondendo para o Cas: “‘Cause I’ll take the pain and the guilt. I even take Sam as he is. It’s a lot better than being some Stepford Bitch in paradise” (TRADUÇÃO: Porque eu prefiro ficar com a dor e com a culpa. Eu até ficarei com Sam como ele está. É bem melhor do que ser um ‘vadia’ de Stepford no paraíso)
Depois de semanas bolando teorias e possibilidades, finalmente obtivemos respostas, algumas que eu até não esperava ouvir tão cedo. O plano de Azazel é um bom exemplo disso. Confesso que tinha quase esquecido daqueles olhos amarelos e do plano dele envolvendo ‘crianças’ como Sam. Gostei bastante das explicações, não foram inimagináveis, mas foram surpreendentes e mantiveram-se coerentes a trama.
Interessante que no review do episódio anterior eu falava na dificuldade de decidir em quem confiar. No fim quem estava certo era o Mulder: “Trust no one” (Não confie em ninguém) – perdoem a referencia a X-Files, mas eu não resisti. Os únicos tentando impedir o apocalipse eram Sam e Dean. Irônico que foi essa busca por um meio de impedir Lúcifer de se levantar, que foi, em parte, o que permitiu que a passagem fosse aberta.
Castiel foi o personagem mais interessante da temporada. Sua luta interna para decidir que lado tomar. O modo como ele começa a perceber que as ordens que ele sempre seguiu sem questionar não são tão corretas assim. Cas não entende a humanidade, não vê o que existe na terra para salvar, mas por alguma razão ele simpatiza com Dean. E na hora de decidir ao lado de quem ele quer lutar, o anjo acaba indo contra tudo que ele sempre acreditou.
Trágico o destino de Sam. Ele sacrificou tudo para impedir o apocalipse. Ignorou sua consciência e os apelos do irmão e continuou fazendo o que ele julgava ser necessário. Mesmo com a certeza de que para ele, não existiria salvação. No fim foi ele e todos os seus sacrifícios quem permitiram que Lúcifer andasse sobre a Terra. E só mesmo o Dean para aceitar um pedido de desculpas por ter libertado Lúcifer e iniciado o fim do mundo.
O season finale e o cliffhanger foram perfeitos. Resta saber como a série vai lidar com a presença de Lúcifer na próxima e (eu espero que) derradeira temporada.
– Eu realmente espero que a 5ª temporada seja a última. Eu vou morrer de saudades da série, mas se Kripke diz só ter história para mais uma temporada, porque estender e correr o risco de perder a qualidade. E eu não quero nem pensar no que acontecerá se a série continuar sem ele no comando.
– Explicando melhor algo que eu escrevi no review do episódio anterior, sobre a evolução das personagens. O que eu quis dizer não foi que Sam e Dean mudaram sua personalidade, na essência é claro que eles continuam os mesmos. Não a como negar, entretanto, o amadurecimento das personagens, tudo que aconteceu nessas quatro temporadas pode ser visto refletido na postura e no comportamento dos irmãos. Além disso, ao longo desses anos nós fomos conhecendo os Winchester melhor, vendo outros lados das personalidades de ambos que não estavam tão claros no principio da série.
– A Lilith estava certa. Era impossível ela sobreviver ao apocalipse.
– A cena do Lúcifer se comunicando com o Azazel através da freira mutilada, foi genial. Um dos momentos mais medonhos da série, no bom sentido. Perdoem o comentário macabro.
– Foi tanta coisa que eu quase esqueci que a Rubby morreu. Ou melhor que Sam e Dean a mataram. É estranho porque até o episódio anterior eu consideraria a morte dela uma perda na galeria de personagens de Supernatural, mas depois que eu descobri a verdade foi até um alivio vê-la com a própria faca cravada no peito.













