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“The Rupture” foi tão bom que eu nem sei por onde começo…

Spoilers Abaixo:

Nem parece que foi no início dessa temporada que nós vimos Castiel mostrar suas asas e se revelar um ‘anjo do senhor’. É impressionante como em tão pouco tempo os roteiristas da série conseguiram transformar a ideia de anjos como parte da mitologia de Supernatural, que antes parecia absurda, na coisa mais natural possível. Eu estava tão acostumada com o Castiel que tinha até esquecido que aquele corpo que Cas vinha desfilando por todos esses episódios era na verdade um ser humano que ele estava ‘vestindo’.

‘The Rapture’ deu a Misha Collins a chance de mostrar seu potencial como ator. E ele não decepcionou. Depois de uma temporada interpretando o anjo Castiel, nesse episódio Collins é apenas Jimmy, pai de família que tomado pela fé abandona tudo em nome do que ele acredita ser a vontade de Deus. Foi notável a diferença entre Cas e Jimmy.

A trama do episódio focou-se em Jimmy e na visível dependência de Sam em sangue de demônio.

Jimmy passa a ser perseguido por demônios interessados no quanto ele sabe sobre toda a coisa do apocalipse. Principalmente quanto ao que Cas pretendia dizer a Dean antes de ser ‘chamado’ de volta ao céu. Foi interessante como a história de Jimmy foi retratada no episódio. O momento em que ele se entregou totalmente a sua fé acabou sendo o momento que desencadeou a perda dessa sua fé. E o final trágico, obrigou-o a sacrificar-se para salvar sua família, algo que nós estamos acostumados a ver em Supernatural, mas que sempre me emociona.

Enquanto isso Sam vem demonstrando uma forte dependência no sangue da Ruby, e com ela desaparecida ele começa a ficar desesperado. A relação entre ele e seu irmão que já estava abalada desde o princípio dessa 4ª temporada sofreu mais um impacto depois que Dean descobriu e presenciou o que Sam estava fazendo para desenvolver seus poderes. A decepção estampada na expressão de Dean foi tocante e por alguns segundos eu realmente acreditei que ele não se importava mais. A cena final, porém, mostra que Dean ainda não perdeu seu instinto de cuidar do irmão mais novo, mesmo que isso exija medidas radicais.

Se o meio dessa 4ª temporada foi fraquinho em relação ao brilhante início dela, a reta final vem se mostrando espetacular. Mal posso esperar para ouvir Kansas dia 14 de maio.

Outras observações:

– Que tipo de lavagem cerebral fizeram com o Castiel enquanto ele esteve fora? E o que raios ele ia contar para o Dean?

– Mais uma vez tivemos uma demonstração de que a linha que separa anjos e demônios é bastante tênue. Se Cas manteve sua promessa e protegeu a família de Jimmy, ele não hesitou em tomar o corpo da filha dele (antes que Jimmy suplicasse para Cas leva-lo no lugar da filha).

– Adorei ver a Ana de volta, mesmo que só por alguns instantes.

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