The Future, o episódio que Castiel precisava.
Após um breve hiato de uma semana, Supernatural voltou com um intrigante episódio sobre Castiel. Com diversas cenas elucidantes sobre várias questões envolvendo o personagem, ainda houve um avanço na trama de Kelly Kline, Dagon e o filho de Lúcifer, mostrando um pouco de seus poderes e sua influência.
Todo o arco de Castiel tem sido debatido há alguns anos. O personagem tem carregado diversas tramas secundárias de baixa qualidade e passado por diversos transtornos. Escolhas erradas definem o anjo, na verdade, principalmente da 6ª temporada em diante, mas como relembrado por Dean, seu amigo não tem passado por um ano bom. O modo como tudo foi conduzido até aqui foi bem confuso, porém, esse episódio serviu pra ajustar algumas arestas e colocar todo mundo falando a mesma língua. Cass está lidando com algo muito misterioso, tanto para nós quanto para os personagens, que não fazemos ideia do alcance do poder da vindoura criança. Sabermos o que se passa na cabeça dele é essencial para podermos torcer contra ou a favor de suas ações.
O filho de Lúcifer, cujo nascimento está previsto para 18 de maio, data de exibição dos dois episódios finais da série (sim, está programado para termos dois episódios no mesmo dia!), cada vez mais consolida seu lugar como próximo antagonista. O episódio brincou um pouco com essa percepção ao colocá-lo como salvador de Kelly Kline, sua mãe. Confesso que seria interessante e até mesmo engraçado que, após tantos episódios o temendo, esse ser nascesse e se tornasse um aliado futuramente, graças a um treinamento e influência de Castiel. Entretanto, o mais provável é que se trate de uma influência do poder dessa criança em Kelly e Cass. O nefilim só estaria tentando sobreviver.

Ao ter recebido uma carga extra do nefilim, Castiel conseguiu matar Dagon, um dos Príncipes do Inferno, e isso iluminou suas esperanças. Ao afirmar ter visto o futuro, assim como Kelly afirmara ter visto antes e se comprovou correto, Castiel assume novamente o grande risco de ir contra seus amigos e acreditar em um milagre. É possível ele estar certo e, no primeiro episódio da vindoura 13ª temporada, conhecermos um personagem bondoso e do lado dos mocinhos. Porém, acho bem pouco provável. A série precisa dar uma chacoalhada em seu time de protagonistas e Crowley ou Castiel deveriam morrer. Se ambos fossem por esse caminho, seria melhor ainda, mas com essa forte possibilidade do anjo se tornar esse mentor, Crowley dispara como um forte candidato a partir dessa e Lúcifer está babando em suas costas pra tomar o controle do Inferno novamente. Porém, eu não duvido que o próprio Lúcifer seja adicionado ao Hall de personagens que não retornarão para uma próxima caçada.
Sam e Dean tiveram um papel mais passivo na trama dessa semana. Era de extrema relevância olharmos com mais atenção para Cass, por isso eles foram deixados um pouquinho de lado. Devo primeiramente reconhecer a grande sacada de Sam de extrair a graça divina da criança e torná-la um humano comum. Quem diria que uma trama já há muito superada fosse ser útil para algo novamente? Em segundo lugar, a relação Dean/Cass já não é a mesma há MUITO tempo. É uma pena, pois era algo bastante presente e importante nos primeiros anos do anjo na série, mas que perdeu importância e relevância na trama ao longo dos anos. Dean não trata Cass como seu melhor amigo há bastante tempo e cada vez mais eu o vejo se distanciar dele. Ter o arco de Castiel encerrado esse ano seria bom por esse lado: veríamos um Dean fragilizado, por ter perdido um amigo e por ter passado os últimos tempos tão distante dele, e também Castiel encerraria sua participação como um ciclo, em que ele começou como um crente, se rebelou, andou por caminhos tortuosos e, graças à falta de um propósito de vida, ele volta a depositar sua fé em algo que uniria e salvaria a todos.
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Em um episódio eficiente e reflexivo, Supernatural aponta para o caminho da reta final. Castiel se vira contra seus amigos e aposta no que ele está sentindo. É uma decisão muito difícil de analisar, pois ao mesmo tempo em que Sam e Dean conseguiram achar uma forma de tentarem salvar ambos Kelly e seu filho, todo o plano poderia dar errado e ambos morrerem. Castiel, ao ter uma premonição, pode estar certo ao escolher proteger a criança, mas também pode estar cometendo mais um dos seus intermináveis erros.
Comentários de um caçador aposentado em atividade:
– A direção de The Future ficou a cargo de Amanda Tapping, cuja participação em Supernatural já havia ocorrido lá na 8ª temporada, ao interpretar Naomi, uma das antagonistas da temporada.
– Como está sendo a vida de vocês sabendo que a Colt foi destruída? A minha está terrível.
– Com Azazel, Ramiel e Dagon mortos, Asmodeus é o único Príncipe do Inferno restante e que ainda não apareceu na série. As chances de isso acontecer nessa temporada são mínimas.















