Assassinos homossexuais (e bonitões!).

Depois do ótimo 200º, Supernatural apresenta mais um episódio mediano. Sei que teve bastante gente que odiou o episódio tanto quanto “Paper Moon”, mas eu faço parte dos que conseguiram se divertir um pouco com a série nessa semana, mesmo o episódio não sendo lá grandes coisas.

Entretanto, é claro, também fiquei abismado com o nível de aleatoriedade da trama desse episódio. Vamos só analisar como tudo começou: Dean e Sam estavam numa boa porque não aparecia caso em lugar nenhum, então Dean resolve, POR PURA COINCIDÊNCIA, escutar as mensagens de um dos muitos celulares de Bobby que estavam por aí e descobre que Bobby é herdeiro de Bunny, uma velha rica que acabou de morrer. Isso foi algo que veio… da onde mesmo? Ah, sim: DO NADA. Mas talvez, o mais surpreendente de tudo é que Dean e Sam simplesmente chegam lá na mansão, dizem que Bobby era seu pai postiço e todo mundo acredita, sem eles precisarem ter a menor preocupação de apresentar documento algum para ficar com a herança de Bobby.

Não vou negar que no começo estranhei um pouco a dinâmica da família Lacroix, mas logo me acostumei com a proposta do episódio e por isso acabei me divertindo. Todos os personagens dessa família, mesmo que inseridos no contexto, agiam de forma extremamente avulsa, mas afinal, estavam ali só para criar comédia e nos fazer rir. Alguns podem ter achado o humor um tanto idiota (em alguns momentos foi mesmo), mas funcionou. Dou destaque às duas loiras que ficaram flertando com Dean e Sam, independente da situação. As cenas com elas, cheias de caras e bocas dos atores, foram absolutamente constrangedoras e por isso, hilárias.

Por mais que eu já esteja cansado de casos de metamorfos, admito que dessa vez, funcionou. É claro que não traz novidade alguma e também somos obrigados a ver repetição de coisas que já vimos tantas vezes antes, como Dean e Sam tendo que passar prata em todo mundo, mas ok. O caso teve um desenvolvimento bacana de se acompanhar devido ao mistério inicial de todo mundo achar que era um fantasma e também devido a todas as mortes. Foi ridiculamente hilário a forma como as pessoas foram morrendo, pois como quase tudo nesse episódio, as mortes foram feitas de formas muito avulsas.

Algo que eu gostei bastante é que a vilã foi bem desenvolvida. As motivações que deram para a vilã ter matado aquela povo foi bem coerente com a história que ela contou, e nisso, o envolvimento de Bobby na história também fez sentido. E não sei vocês, mas eu demorei bastante pra adivinhar que a empregada era o metamorfo.

Também fiquei satisfeito com o cenário. A mansão cheia de objetos e quadros dava a sensação de que poderia ser qualquer tipo de monstro ligado a algum dos objetos. Entretanto, ainda em comentários mais técnicos, me incomodei com a trilha sonora, que foi exagerada demais nos momentos de investigação e suspense. Virei fã da campainha com música de Beethoven, contudo.

Quanto à cena de Dean matando o metamorfo, é bem óbvio que o tiroteio desnecessário é devido à Marca de Caim. E quanto a isso, não sei o que esperar, realmente. A primeiro momento, só vejo esse plot sendo a mesma coisa da temporada passada, com Dean tendo que alimentar a Marca e perdendo o controle. Espero que desenvolvam isso de algum jeito interessante e me surpreendam, porque honestamente, eu não poderia me importar menos com essa repetição de plot.

PS: Acho que o pessoal de SPN ainda está no espírito de comemoração de 200 episódios, pra ter feito um previously tão nostálgico.

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