
Pecados capitais, disfarces, Desaad e o óculos. GRITA!
Spoilers Abaixo:
Confesso que gostei mais deste episódio do que o anterior, Beacon, mas também confesso que parte da minha aprovação vêm por causa da decisão, ainda que tardia, de Clark usar seu disfarce. Vamos lá.
Numa trama que misturou disfarces cafonas, vilões, pecados capitais e uma noite fora de série com Oliver moreno e Chloe fazendo praticamente nada, tivemos um episódio satisfatório.
Já que falei da relação Chloe e Oliver, começarei por eles, que se meteram numa encrenca sem igual, com direito a aventuras eletrizantes e surpresas para lá de divertidas (#SessãoDaTardeFeelings). Só eu achei a trama dos loirinhos parecida demais com a de ‘Date Night’, com Tina Fey e Steve Carell?
No fim das contas, a trama de dar o golpe da reserva de restaurante passando por outras pessoas nos levou à Desaad, servo de Darkseid que ainda não havia sido explorado na temporada. Junto disso, descobrimos que o FBI estava envolvido na investigação, mas talvez somente por causa da quantidade de desaparecimentos.
Desaad, que executou muito bem sua parte no plano malévolo do mestre Darkseid, era o responsável por “converter” humanos à Escuridão. Esse plot até dá para aceitar, mas quando os sete pecados capitais foram usados, ridiculamente, eu quase fiquei sem ar de tanto rir. Mais brega do que isso, só o novo single da Ximbica ou, quem sabe, a marca ‘ômega’ em Oliver, o novo obstáculo para a trama.
Para fugir do plot brega, os roteiristas finalmente exploraram o lado do Superman que sempre foi pouco explorado na série e nos filmes do herói. Mostrar Kal-el salvando pessoas e sendo manchete de jornais em diversas partes do mundo é o que sempre sonhei ver nas aventuras audiovisuais do herói. Até fica difícil de expressar a felicidade desse momento.
Outro motivo de felicidade, e até risos, foi todo o esforço de Lois para convencer Clark de que ele precisa de um disfarce, para assim continuar levando uma vida de jornalista. O bom moço não deu ouvidos à própria noiva até que um fulano qualquer, um tanto que neurótico, quase o reconheceu, colocando em cheque todo o cuidado com a identidade do ‘Blur’. No fim das contas, aconteceu o que os fãs esperavam e Clark Kent passou a usar o clássico óculos de armação grossa. Tom Welling merece os meus sinceros elogios por conseguir atuar como o verdadeiro Clark Kent, aquele que começou com Christopher Reeve, bobo, desajeitado e muito distante da confiança absurda que o Homem de Aço exalava. Inclusive, o plot que citei acima com o herói visitando diversas partes do mundo já demonstrou a mudança de comportamento do kryptoniano, com direito a discussão filosófica em relação à sua própria origem e sua ‘máscara’. Tudo isso foi maravilhoso de ver desenvolvido no episódio.
Ainda falando da confiança de Clark, a mudança também foi comprovada com a declaração de Desaad, até um tanto necessária, mas importante mesmo para nos dar a certeza de que não há mais espaço para a Escuridão domina-lo. Difícil é acreditar que o vídeos dos fãs no episódio passado tenham animado tanto nosso herói. Essa é a hora que engolirmos o roteiro corrido e cheio de falhas para disfarçarmos a vergonha em admitir esses furos.
Decepções com Clark à parte, a dúvida agora é até quando veremos o ‘draminha Oliver Queen’, se escondendo dos holofotes e querendo levar uma vida normal. Há muito tempo que o playboyzinho não vive uma vida normal, porque se incomodar agora? Talvez para viver mais ao lado de Chloe, mas acredito que logo a loirinha vai sumir de vez por causa do contrato da Alisson Mack, mesmo com o namoro, e anseio que Oliver fique longe dos sentimentos depressivos que o definem.
Outro ponto positivo do episódio, o qual quase esqueci de comentar, foi a cena do ‘novo’ poder do Clark, a tal da ‘microvisão’, muito bem explorado nos efeitos dos olhos contraindo e dilatando.
Por fim, com erros e acertos, tivemos mais um bom episódio da série que a cada semana se aproxima do fim e da tristeza eterna dos fãs que acompanharam dez longos anos dessa aventura repleta de altos e baixos.
Nota dentro do PQS (Padrão de Qualidade Smallville): 9.













