
Três episódios típicos de meio de temporada, sem grandes acontecimentos e sem serem tão brilhantes. Em três episódios Private Practice deu continuidade ao grande arco dos últimos episódios, provavelmente o encerrou e começou a apontar para novas-velhas direções.
Spoilers Abaixo:
Com meio de temporada, para algumas séries, é época de encher muita lingüiça e enrolar o telespectador, Private Practice fez isso, mas com muita graça. Criou o arco da gravidez e casamento da Maya e também esbanjou criatividade nos casos médicos, que beiraram do bizarro ao emocionante.
Em Shotgun tivemos mais uma vez uma grande escolha a ser feita, coisa típica da série, uma mãe e um pai tendo de escolher qual das filhas teria de receber a medula do irmão recém nascido e que só havia sido concebido para isso. E quando os fatos indicavam para uma filha, a outra piorava. A mãe ignorava o recém nascido e o pai lutava pela vida das filhas. Mais mexicano impossível. Já em Love Bites, os roteiristas se inspiram em Twilight e porque não dizer, Vampire Diaries e criticam a sociedade e seu exagerado atual amor pela mitologia dos vampiros. O caso não foi bom, mas a crítica e a situação foram ótimas. Amei a Charlotte fazendo a entendida no público adolescente. Já no último episódio, esse sim, mais emocionante impossível. Possivelmente este foi um dos melhores casos da série. Bebê de 25 semanas, órgãos em falência, pais esperando um milagre e dilema médico. Tão bom. Tão emocionante. Tão Private Practice.
Enquanto tudo isso acontecia, Addison e Sam lutavam contra o inevitável e Addison, com seu jeito ímpar de resolver seus problemas, vai para cama com Pete, novamente. Os dois viram amigos de sexo, coisa que Private Practice adora já que esta não é a primeira vez que apelam para os coleguinhas de sexo. Contudo, Sam descobre e passa um brilhante esporro em Addison, já que ela não estava com ele por Naomi, sua melhor amiga, mas ela estava com Pete, melhor amigo dele. Agora é a vez de Addison correr atrás. E alguém duvida que isso irá acontecer?
Em três episódios praticamente nada aconteceu com Dell, Violet, Charlotte, Pete e Cooper. Pete transou com Addison, o ator é pago para pegar a Kate Walsh, bom para ele. Já Violet, Cooper e Charlotte neste episódio dividiram uma trama e finalmente, Cooper e Charlotte voltaram a se relacionar, sexualmente pelo menos. Mas, eu sinto falta dos dois, assim como sinto falta da Violet fodona da temporada passada e do Dell, quando pegava a Naomi.
Os grandes arcos dos episódios, como já dito, foram à gravidez e casamento de Maya, filha de Sam e Naomi. Cada um dos pais lidou com a situação de uma forma, Sam apoiou mesmo sem apoiar, afinal, pai que é pai só quer a felicidade dos filhos, mas se a felicidade não for o planejado por esse filho? É o que Naomi pensava, ela se afastou, se arrependeu, mas no final ninguém pode dizer que ela estava errada. O casamento de dois jovens com 15/16 anos, quão promissor ele pode ser?
Essa trama foi interessante, serviu um pouco mais para conhecermos de perto o Sam, personagem meio subestimado nas temporadas passadas e pudemos ver que Taye Diggs é um ótimo ator, já que chances de demonstrar isso, até a pouco ele havia tido poucas. Aliás, Sam faz um lindo discurso no para a filha, bem emocionante.
Agora que Private Practice encheu muita lingüiça é hora de voltar ao trabalho, os episódios foram bons, a temporada continua ótima, mas Shonda Rhimes, ninguém quer brincar de assistir série, então não brinque de escrever.



















