
Eles arriscam a vida, para salvar as nossas.
Nem todos sabem, mas esse ano foi aprovado uma lei que obriga as programadoras de canais no Brasil a inserir pelo menos 3h30min de produções brasileiras no primetime. No início tive medo por achar que elas (as programadoras) não conseguiriam acompanhar o nível de qualidade das produções estrangeiras. Ledo engano.
Ao assistir o piloto de Águias da Cidade, o telespectador fica maravilhado com o tamanho e qualidade dessa superprodução do Discovery. A série mostra como é o dia-a-dia de médicos, enfermeiros e pilotos do Grupamento de Radiopatrulha Aérea da Polícia Militar do Estado de SP. Em uma metrópole com mais de 20 milhões de pessoas, às vezes fica difícil locomover-se por vias terrestres. Por isso a necessidade de se criar um Grupamento Aéreo.
Logo no início somos apresentados ao Tenente/Piloto Calos Falcone e sua esposa Cristina, médica, que ele conhecera dentro do Grupamento. O maior medo de Falcone é voar com sua esposa, pois pare ele, caso aconteça algum acidente no percurso, os filhos não ficariam órfãos de pai e mãe. Com razão. Mas antes que possamos nos aprofundar na história do casal, a sirene toca e por ironia do destino, o casal Falcone terá que voar juntos para atender uma ocorrência.
Uma das coisas que mais me chamou atenção na série foi o formato adotado para que as gravações não interferissem no trabalho dos profissionais. Foram utilizadas 8 câmeras instaladas em pontos estratégicos dentro e fora dos helicópteros. Isso possibilitou uma aproximação ainda maior com o telespectador.
Nessa semana, quatro foram os casos mostrados. No primeiro, um motoqueiro foi atropelado e quase perdeu o braço esquerdo, literalmente ficou por um fio (de pele). A equipe teve que pousar dentro de um cemitério para poder fazer o resgate. No final tudo deu certo. Depois mostraram o árduo caminho para se tornar um piloto do Grupamento. Gostei bastante dessa parte, pois tira um pouco o foco dos salvamentos e mostra as pressões e recompensas pelos quais os novatos passam até se tornarem pilotos.
No segundo caso, temos Cristina voando em direção a outro atropelamento em uma rodovia. Dessa vez, por mais habilidosa e rápida que fosse a equipe, a vítima não teria chances de sobrevivência. O mais interessante, é que para nós, mesmo sabendo que se trata de uma série real, sempre ficamos na torcida de que aquela pessoa saia bem. É nessa hora que Cristina mostra seu lado humano, pois por mais que ela não queira se envolver com as vítimas, é impossível não se emocionar. Mas ela precisa continuar, pois assim como ela disse, tem dias que ela consegue salvar algumas vidas e outros dias não.
Os outros dois casos foram o de um adolescente que caiu de uma altura de 15 metros e teve múltiplas fraturas pelo corpo. Nessa ocorrência a equipe teve bastante dificuldade para pousar, pois como SP é uma cidade bastante vertical, fica difícil encontrar uma área aberta onde eles possam descer. No outro caso uma rebelião na Santa Casa, mostrou aquilo que já estamos acostumados a ver no Brasil Urgente, helicópteros da polícia fazendo a patrulha e enviando imagens em tempo real para central da PM.
Para quem gosta de aeronaves e dramas médico/policiais, Águias da Cidade é um prato cheio. Confesso que sou suspeito para falar, pois adorei cada segundo da série. Nessa primeira temporada foram encomendados apenas 8 episódios. Só nos resta rezar para que a Discovery Network renove a série.
PS: Quem quer se tornar piloto da PM após assistir esse episódio, levanta a mão o/
#Curiosidades
*A equipe gravou mais de 1000 horas de missões.
*Em algumas missões houve a participação do Comandante Hamilton, sim, aquele do Datena.











