
E chega de chororô…Pelo menos por enquanto. Depois de uma sequência de episódios dramáticos (e bota dramáticos nisso), One Tree Hill decide dar uma folga às lágrimas. O resultado: um episódio bastante agradável.
Spoilers Abaixo:
Vou começar esta review quitando uma dívida antiga. Eu praticamente esqueço o Julian em todos os textos. Mas não é culpa minha. O coitado é esquecido até pelo roteiro da série. E isso não pode acontecer, ele é noivo de nada mais, nada menos que Brooke Davis. Mark Schawn percebeu que o pobre rapaz andava meio apagado e decidiu criar um mega conflito pra ele: ‘quem será meu padrinho de casamento?
Na real, Julian deveria agradecer. Porque ele não ficou doente, nem levou uma bala de alguma psicopata e também não teve nenhum parente morto. Muito pelo contrário, sua mãe ressuscitou. Sim… Você se lembra, quando Alex cogitava se suicidar? Julian havia dito que a mãe dele tinha se matado e por isso ele dedicava tanta atenção à rebelde atriz de seu filme, para que o mesmo não acontecesse à ela. E como assim, a mãe dele aparece vivinha da Silva agora? Veja bem, numa série em que todos os personagens sofreram com doenças graves (Nathan na cadeira de roda, Lucas com problema no coração, Brooke que não pode ter filhos, a mãe da Peyton que teve câncer), Julian precisa louvar a Deus já que sua mãe ressuscitou. Aleluia, aleluia! Na verdade ele é sortudo…
E eu adorei a mãe do Julian. Pensei que ela seria uma vilã, mas na verdade ela veio trazer um pouco de humor à história, tapando um buraco deixado pela mãe do Nathan…se bem que a mãe do Nathan era bem mais gostosa…Mas, essa não é a questão. A questão é que eu curti. A atriz manda muito bem e rende umas boas risadas. Fora que ela é uma mãe muito fofinha e serviu também para trazer o Julian mais próximo do público. Descobrimos que ele foi um jovem nerd, inseguro, sem nenhum amigo, exceto a mãe.
Deste modo, Julian conseguiu despertar algum carisma e ganhar um destaque. A cena dele ligando para os ‘caras’, todo nervoso e inseguro, na tentativa de criar vínculos e fazer amigos, foi hilária. Este carisma é muito importante, ele vai se casar com a protagonista da série. E a cena do casamento precisa vir cheia de impacto, sendo assim, conhecer mais sobre o cara que vai estar do lado de Brooke na hora, é mais do que necessário. Principalmente porque Lucas vai estar lá, como padrinho. (Vocês viram? A confirmação foi feita durante o episódio). E convenhamos que muita gente (e eu me incluo nessa lista) ainda gostaria que no final, Brooke ficasse com Lucas. Então, já que Mark não pretende uní-los no fim, ele precisa nos convencer de que Julian merece Brooke. Portanto, Julian precisa ganhar mais espaço e mais história. É necessário que nós saibamos mais sobre ele. E isto foi feito com êxito neste episódio.
Enquanto isso, Haley já aparece com alguma barriga e esta com a sensibilidade à flor da pele. Já estou até vendo o series (ou season?) finale: Brooke se casando, Haley tendo filho, Lucas e Peyton voltando. Wowwww. Promete. Agora, resta saber como será este casamento, já que a mãe do Julian esta se metendo em tudo.
Mas veja bem como a série é repetitiva, ás vezes. Tá, assumo…quase sempre. De novo, Haley encontra uma nova cantora problemática. Assim… eu já nao suporto a Mia. Por mim, ela poderia desaparecer que não faria a menor falta. Pra que trazer outra cantora dramática??? Por que meu Deus??? Que gravadora é essa, que lança um hit a cada cinco anos e não entra em falência? Aliás, sei que é uma marca registrada da série, mas as músicas em BG o tempo inteiro, também já estão dando nos nervos. Uma cena ou outra, Ok. Mas o episódio inteiro? Mark, sabemos da sua paixão por música, mas amigo, manere. Elas perdem força. A trilha entra pra marcar uma cena de impacto, não todas.
Já que citei Mia, vamos logo falar sobre o ‘trio-who-cares?’. Mas, espera ai, falar o que sobre eles? Não tem o que comentar, exceto: o que vocês ainda estão fazendo ai? Por outro lado, Fergie, Junk e Skills…que nostalgia. E o mais engraçado é que se você rever o primeiro episódio, eles continuam a mesma cara. Incrível. Ate o Lucas em boneco serviu…parecia que os amigos estavam todos juntos de novo.
Pra completar: Clay e Nathan, definitivamente, fazem uma boa parceria. O que dizer daquela cena do Clay sendo flagrado por Nathan, enquanto ele dançava sozinho na sala? Eu rachei. Só acho que foi um pouco forçada a raiva de Nathan sobre o lance da ‘escada rolante’. Não tinha razão pra tanta fúria. Mas no fim, deu tudo certo e ele será o agente do tal garoto. Gosto do rumo que essa história pode seguir.
De novo, não tivemos a presença do Jamie. E aqui vai uma observação: O amigo dele, o Chuck, precisa ser integrado no elenco de maneira definitiva. Aquele molequinho é hilário. Jamie, Chuck e a mãe de Julian formam um belo trio. ‘Quinn who?’ foi muito boa. Quer dizer, a melhor parte foi a Brooke dizendo que para o look ficar bom faltava ‘style’ e a simpática senhora corrigiu dizendo ‘yes, smile’.
Como eu havia dito, em One Tree Hill ou são lágrimas ou são ‘sorrisos bobos de canto de boca’. E este episódio me propiciou vários sorrisos bobos. Enfim, tivemos uma pausa em tanto drama e fomos presenteados com um episódio leve e bastante agradável. Ponto para o Mark. Antes de encerrar, uma última pergunta: a polícia não vai mesmo investigar a louca que atirou no Clay? Ninguém fez um B.O.? Olha o furo no roteiro meu povo…
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