E entramos oficialmente em velocidade de cruzeiro: procedural com leves twists. Esse é o resumo deste segundo episódio de Minority Report. Enquanto no episódio original nós estamos sendo apresentados a este universo, seus elementos e personagens, a Fox já resolveu escancarar os rumos da série logo na segunda semana: vai ser um procedural absolutamente ordinário, com leves twists justamente pelos poderes do Pre-cog. Claro que ninguém esperava que a série fosse fugir muito disso, mas achei que fosse demorar um pouco mais antes que os episódios se tornassem tão genéricos quanto foi esse.

Em “Mr Nice Guy”, Dash tem a visão de uma mulher assassinada por uma cara com uma tatuagem característica no braço e ele e Vega tentam descobrizzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz…

Acho que a melhor parte do episódio foi descobrir que no futuro todos os textos são como no mundo dos bruxos de Harry Potter, e se mexem. Será que as fotos saem dos retratos? Aliás, parece que os produtores não estão nem um pouco interessados em desenvolver o roteiro, só querem uma desculpa para colocar em prática ideias legais, como o tinder de pulso ou aquelas lentes de contato super avançadas.

De fato, eles conseguiram já nesse segundo episódio, trazer todos os clichês possíveis envolvendo policiais. O “fique no carro, não quero que você se machuque”, seguido do “hey, não é que prever o futuro é uma boa ideia, quando estamos em campo?”; ou mesmo a dinâmica do “é esse cara! Não, pera, é o outro! NÃO, é um terceiro!”. Isso sem contar no “vilão” do episódio. Usei aspas porque esse deve ter sido um dos vilões mais rasos e unidimensionais que eu já vi em um procedural, em muito tempo! Perto dele o Jason parece ter um oceano de profundidade!

E atenção se você ficou confuso com a aparição natural do Arthur no episódio: você NÃO está louco! Aparentemente vazaram dois pilotos, um em que a trama principal gira ao redor de uma entidade que está “caçando” os pre-cogs e possivelmente sequestrou Arthur, uma ideia muito mais interessante, na minha opinião; e uma outra versão em que o Arthur é rico e a trama principal seria que Agatha e Arthur sabem que a polícia quer voltar com os pre-cogs e vão deixar o Dash ajudar a detetive só pra ver qualé. Eu também fiquei bem confuso no início, descobri que haviam duas versões e voltei pra ver. Honestamente eu acho que a primeira tinha muito mais potencial para não cair tanto no lugar comum.

Enfim, a química entre Dash e Vega é pavorosa; as tentativas de humor da série são realmente muito fracas; e a desenvoltura que a atriz Meagan Good tem com cenas de ação é tão ruim que em determinado momento eu achei estar vendo um filme do Austin Powers, quando ela contava de 1 até 5, matando inimigos e andando, quando ela parecia estar dançando e marcando os tempos dos passos. Horroroso.

PS Referências-futurísticas-referentes-ao-passado-que-é-o-nosso-presente: Beyoncé, essa cantora Old School!

PS Referências-futurísticas-referentes-ao-passado-que-é-o-nosso-presente 2: Lembra quando as pessoas conversavam e trocavam mensagem de texto? Pra que isso, gente! Hoje a gente tem pulseiras! E aulas de pick up artists para…hummmmmm…

PS Referências-futurísticas-referentes-ao-passado-que-é-o-nosso-presente 3: Você não tem uma cafeteira de tubos de ensaio e bicos de bunsen?

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