E a quarta temporada do MasterChef Brasil finalmente está engrenando!

Em primeiro lugar, amigos, queria me desculpar pela review tripla desta vez (a vida de recém-formado não está fácil). Prometo seguir com textos individuais daqui por diante, afinal tem é coisa para falar sobre esta temporada do MasterChef, e uma review por episódio é mais que necessária, ainda mais agora.

Com o fim daquela bagunça do BBB e com um número de participantes dentro do razoável, o programa está crescendo em audiência. O desta semana, inclusive, foi o mais assistido da temporada até agora. Verdade que desde a semana passada existe outro concorrente na Record, mas duvido que a segunda temporada do Power Couple vá render alguma coisa sem a Gretchen.
Mas enfim, vamos falar de MasterChef. Foram três semanas divertidas, mas sem grandes acontecimentos. Provas dentro da média, uns participantes brilhando, outros peidando na tanga, como de costume, e muita (mas muita) bronca dos jurados. As eliminações não foram nada que não pudéssemos prever, mas três pessoas dentro deste reality estão dando o que falar nas redes sociais (isto é, além de pupunha e limão siciliano que são figuras carimbadas em todo episódio). Vejamos então por quê:

O menino prodígio

Leonardo despontou como frontrunner desta competição desde o começo, e o que o fez chegar a esse status tão depressa é muito fácil de enxergar: o foco. Ele mesmo já admitiu que anota todas as críticas dos jurados e as usa como base para provas futuras. Ora, ali é uma competição em que três pessoas decidem quem fica e quem sai, nada mais lógico do que concentrar suas energias para entregar exatamente aquilo que elas querem.
Mas o que está dando o que falar não é o sucesso do rapaz, mas sua atitude. Muitos o estão vendo como a nova Bruna: prepotente, competitivo e líder do bondinho que montou. Eu na verdade acho que a internet está exagerando um pouco, já que Leonardo não tem um terço da falta de noção da vilã da terceira temporada (infelizmente para nós).
Não vou mentir que adoraria que ele fosse assim. Não seria de todo ruim ter mais um Bruna vs. Raquel no MasterChef, já que o resultado deste embate deixou um gostinho amargo quando foi antecipado para a semifinal. Se é para ter mais uma Regina George, receba este manto, Leonardo.

“Cortem a cabeça dela!”

Já se passaram quatro programas desde o famoso papelón, mas o povo ainda parece querer a cabeça de Nayane por algum motivo. Pois pasmem, amigos: desde que foi parar no bottom contra o Bruno, a moça não fez nenhuma prova eliminatória.

Talvez essa rejeição seja porque ela é chata nos depoimentos, ou até por sua insegurança durante as provas, mas não há como negar que Nayane está merecendo a narrativa de redenção que estão construindo para ela, principalmente depois da vitória na última prova em grupo. Vai que é tua, Naná.

As pauladas de Paola

Ai ai, segura que essa parte sim é polêmica. Muitos (mas muitos mesmo) estão reclamando daquela que já foi a jurada mais amável do MasterChef Brasil, mas que hoje parece não saber dosar muito bem a língua ao passar suas críticas nada construtivas pros participantes.

O que eu acho é que Paola está sofrendo do fator Simon Cowell: alguém precisa ser o jurado malvado. Quando ela diz para Yuko que o fato de ela ser simpática não ajuda nada na competição, ela não está querendo soar mesquinha ou azeda, mas sim pressionar psicologicamente os competidores para extrair deles comportamentos que rendam boa TV.

E sim, amigos, acredito que a Paola está exagerando nas críticas, principalmente porque o próprio Jacquin deu um puxão de orelha nela durante o programa. Neste que Abel saiu (pós bronca de Jacquin, vale ressaltar), ela parecia mais controlada. Mesmo assim, por mais cruel que a jurada possa parecer, a fase shady de Paola Carosella rendeu vários bons momentos (#CoraçãoVcSabeCozinhar).

As provas

Mas chega de falar do povo, vamos falar do programa! O MasterChef vai bem das pernas, obrigado, já que é consistente nas provas que cria, e as desta temporada vêm exigindo muita versatilidade dos participantes, o que é ótimo.

A prova da geladeira foi mais ou menos uma reciclagem da prova de repescagem da segunda temporada, mas nem por isso deixou de ser boa. O engraçado foi ver Fabrizio p* da vida com Abel, como se ele fosse o responsável por sua má sorte em pegar ingredientes que não queria (o famoso mimimi). Já a prova da sobremesa sem açúcar, achei fantástica quando vi, mas depois de um tempo concluí que a falta do ingrediente não é lá um obstáculo tão grande como eles estavam querendo vender.

A prova da quadra de vôlei (aí sim!) foi boa para acirrar ainda mais a rivalidade entre esse povo, que parece estar numa panela de pressão prestes a explodir (e estaremos bem aqui para ver os barracos, se Deus quiser). Taíse parece ter problemas com Mirian e vice-versa, Fabrizio eleva o mimi à quarta potência, Abel encontra um cantinho para sentar e chorar, é uma loucura. Mas claro, o pior (ou melhor) de tudo é o tabu da equipe azul, que conseguiu a proeza de perder para um time que deixou de entregar quinze pratos!

Mais uma vez a edição focou na organização do time azul, em como todos trabalhavam atentos ao tempo e à quantidade de porções. E mais uma vez assistimos a tudo aquilo achando já existir um vencedor declarado, enquanto a equipe vermelha foi quem riu por último. E eu ri junto com eles, porque peguei uma antipatia por esse time azul que nem sei da onde vem (o fato de eles terem pegado todos os ingredientes na outra prova definitivamente não ajudou).

Já a prova do avião e a do lámen foram legais, porém renderam um episódio não tão memorável. Diante disso tudo, as três eliminações dessas semanas não foram uma total surpresa, já que Roger, Natália e Abel já vinham patinando no bottom há um tempo. As circunstâncias da de Abel que foram meio controversas, mas concordei com a posição dos jurados, afinal o rapaz não entregou o mesmo que os outros competidores.

O curioso foi que TODOS os eliminados até agora, sem exceção, urraram quando viram o que viria na prova eliminatória. Quer ganhar o MatserChef? Aqui vai uma dica do tio: não comemore antes da prova de eliminação, senão o pé na bunda é certo!

Chefs se despedem de Abel
Ranking

E com isso temos nosso querido ranking, ainda dividido em zonas. Mas a partir da semana que vem, acho que já estaremos com um número de participantes bom para ranquear individualmente.

Iniciando a zona verde, por ordem alfabética, temos Deborah. Sim, aquela mesma Deborah que quase sai na prova da arancini cresceu muito e hoje é uma forte candidata à final. A moça já ganhou duas provas e foi muito elogiada na forma como liderou sua equipe no desafio em grupo. Por isso, espero muito que crie um antagonismo com o Sr. Querdinho dos Jurados, pois essa seria a narrativa que esta temporada está precisando. E por falar nele, Leonardo deu umas belas derrapadas, mas Paola e Cia. ainda parecem respeitá-lo muito como cozinheiro.

Michele está fazendo tudo certo nessa competição e só precisa mesmo ganhar uma prova para se firmar nessa zona verde e não sair mais. Válter é outro que está mandando bem, mas a sua falta de tempo de tela me preocupa. O cara já ganhou duas provas e foi destaque positivo em outras duas, mas se aparece cinco segundos no episódio é muito. De duas, uma: ou ele vai fazer uma cagada grande e sair logo, ou vai fazer o Guilherme e desistir do programa por algum motivo pessoal.

Na zona amarela dos medianos, Aderlize aparece como uma competidora que cresceu bastante, mas que precisa de uma vitória para apagar o histórico de deslizes. Ana Luiza tem feito tudo certinho com seu jeitinho de falar tudo com inho, mas praticamente entra muda e sai calada, coitada. Talvez a vitória com Victor e Nayane signifique mais destaque para ela, mas vamos ver. Douglas era visto como o melhor doceiro da temporada, mas nem nas sobremesas tem se saído acima da média. Mirian estava confortável na zona verde, mas parece meio distante agora. Talvez a tensão com os outros competidores ou a parceria com Leonardo esteja interferindo em seu desempenho, quem sabe.

Nayane sai da zona vermelha com louvor. O Outro Victor teve bastante destaque no episódio do lámen, o que pode denunciar sua saída na semana que vem (se for isso mesmo, a edição vacilou muito), mas não merece estar na zona verde nem na vermelha, por isso está aqui. Vítor Jeitinho Cafajeste é outro que tem crescido bastante, mas não está à altura dos competidores mais fortes ainda. Por fim, Yuko deixa a zona verde por persistir em não ouvir o conselho de Paola e continuar empurrando suas raízes tailandesas em tudo quanto é receita.

Na famigerada zona vermelha, está Caroline. E é isso. Ou ainda preciso explicar mais? Resolvi também colocar o Fabrizio, não por seu desempenho, mas porque a atitude do cara é totalmente derrotista. Reality show não é para todo mundo, e Fabrizio não parece o tipo de pessoa que consegue se manter bem quando a competição começa a apertar, o que é uma pena. Já Fernando continua mais perdido que cego em tiroteio. Por fim, Taíse… nem tinha que estar mais aqui! Alguém por favor dá um jeito de mandar essa mulher embora porque não aguento mais vê-la entre os piores! Até quando a equipe inteira é elogiada, o prato dela recebe críticas negativas. Assim não tem como defender mesmo!

E é isso, queridos, concordam com as avaliações? Será que na semana que vem teremos uma revanche entre equipe azul e vermelha? Quem será que vai dar adeus no próximo programa? Não saiam sem antes deixar aquele comentário!

REVISÃO GERAL
Nota:
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