Calma, gente, pode pedir para Ana Paula Padrão parar a contagem que a review do MasterChef já saiu!

Desculpem o atraso e a review dupla, mas foram semanas bem ocupadas para mim, pois estava me formando (aleluia!). Ocupadas, aliás, da mesma forma que esta temporada do MasterChef, que já está em seu quinto episódio e ainda com 19 participantes, dos quais destacamos algumas pessoas carismáticas e outras sem a menor noção do que estão fazendo, o que é uma receita perfeita para bom reality show.

Então, sem mais delongas, coloca seu arroz negro com pupunha para cozinhar e vem conferir o que teve nestas duas semanas de MasterChef Brasil:

A prova da batata (e do polvo, e da carne moída, e da linguiça toscana…)

Me ajudem a completar o ditado: quando a vida te dá limões, você faz limonada, certo? E quando o MasterChef te dá batatas, você faz… polvo?

Não é possível que esse pessoal não assista ao próprio programa que está participando! Todo ano é a mesma coisa: é drag chegando em RPDR sem saber costurar, é participante formando casal no BBB e achando que está com o prêmio na mão… e cozinheiro no MasterChef que mal usa o ingrediente da caixa misteriosa! Sério, gente, até quando?

E o pior é que a produção nem foi sutil ao passar a tarefa. Olha o tanto de batata e afins que tinha nessas caixas!

Mas vamos dar o braço a torcer, já que não só teve desastre nesta prova. Leonardo foi o típico melhor aluno da classe: aquele que faz exatamente o que os professores mandam e que mata o restante da turma de inveja. Enquanto o resto dos competidores se matava com mil e um ingredientes do mercado, o rapaz preparou batata doce assada numa crosta de sal e gengibre com molho e foi eleito o melhor. Simples e correto.

Outra que se deu bem foi Yuko, mas por motivos totalmente diferentes. A tailandesa é fofa, vive dando risada e espalhando memes a cada segundo, mas observem essa mulher que ela não está ali brincando! Depois de surpreender com uma salada tropical no episódio anterior, nossa Jiang 2.0 ousa novamente ao fazer doce numa prova de batata. Não parecia a coisa mais apetitosa do mundo, devo dizer, mas o destaque foi merecido só pela ousadia.

Mas surpresa, surpresa mesmo, veio de Victor Jeitinho Cafajeste (não lembro o sobrenome dele, e aparentemente tem dois Victors nesta temporada). Quem diria que aquele purê com carne moída que ele chamou de Madalena seria destaque? Estava feio, mas certamente gostoso, já que os jurados amaram.

E por outro lado não tão positivo, temos Caroline, que parecia uma competidora fortíssima nas primeiras fases, mas que neste episódio enfiou os pés pelas mãos ao fazer uma tortilla que era tudo menos tortilla. Taíse e Nayane (mais detalhes desta última a seguir, já que ela deu o que falar) foram outras que estavam terrivelmente perdidas: uma fez linguiça, a outra “fez” polvo, numa prova de batata.

“Faz atum ou cupim?”

E como prova eliminatória, os participantes teriam que reproduzir pratos do nosso querido Fogaça. Eu particularmente acho essas provas meio “meh”, já que elas só testam a capacidade técnica dos competidores, não a criatividade, mas certamente são mais fáceis de avaliar. Quer dizer, seriam, se não tivéssemos o disparate de ter competidor fazendo um prato mais difícil que o do outro. Assim como disse na review anterior: prova injusta, mas que sim, gera bons momentos.

E como decidiram quem faria o atum (mais difícil) ou o cupim? Ficou a critério de Leonardo, ganhador da prova passada, o que foi vendido como uma grande vantagem, mas que a meu ver não acrescenta em nada na participação dele no programa, além de inimizade que pode dificultar sua vida numa prova em grupo. Engraçadas foram as caras e bocas que Ana Paula fazia toda vez que o rapaz falava “atum”.

Assim, Fogaça ensina os participantes a recriar os pratos, enquanto você come cream cracker com manteiga só para enganar a vontade de comer essas maravilhas. O atum parece muito, mas muito mais difícil que o cupim, e todos os “inimigos” de Leonardo se veem em maus lençóis para cozinhar o arroz negro e chegar na consistência do molho teriyaki. O que só deixa a eliminação ainda mais chocante.

Quando a pior não vai para casa

Este definitivamente não foi o dia de Nayane.

A moça, recém-chegada da repescagem, teve a terrível ideia de pegar um polvo já cozido por Fabrizio para compor seu prato na primeira prova, e é claro que os jurados não iam deixar isso passar em branco. Como não passou pela cabeça dela que usar um ingrediente já manipulado por outro competidor não era de bom tom? E para piorar, seu prato não agradou nem um pouco o paladar dos três, o que lhe custou uma bela sacudida de Paola.

Depois de choro e piadinhas infames nos depoimentos, Nayane vai para prova de eliminação com desvantagem e… Caga tudo de novo. Seu atum estava, nas palavras dos jurados, desequilibrado e sem sal. Jacquin e Paola deram um sermão na garota, e Paola chegou a dizer a já clássica frase “Coração, você sabe cozinhar?”.

E depois de tudo isso, quando já dávamos a eliminação de Nayane como certa, Bruno é mandado para casa. O cupim do rapaz de fato tinha recebido muitas críticas dos jurados, mas ninguém imaginou que Nayane fosse escapar dessa. Nas redes sociais, até chegaram a falar em proteção à garota, mas não vejo que vantagem o programa teria em mantê-la injustamente. Resta então acreditar na avaliação dos três jurados.

E na semana seguinte: a primeira prova em grupo

Adoro provas em grupo no MasterChef porque são nelas que acontecem os barracos, e a gente assiste reality show para isso, né? A divisão de equipes já gerou certa tensão quando Fabrizio escolheu Douglas por engano (a cara de Paola neste momento foi impagável) e na rejeição de Yuko pelas duas equipes (quem não quer trabalhar com a Yuko, gente?!).

Assim, tivemos a equipe azul, chefiada por Leonardo, e a vermelha, liderada por Fabrizio. A prova era para criar um cardápio que combinasse com diferentes tipos de vinho, e todo mundo estava com o sorriso de orelha a orelha, principalmente os gaúchos. Isto é, até a prova começar de verdade. A equipe azul já começa causando ao pegar a maioria dos ingredientes do mercado, deixando a equipe vermelha com um arsenal bem mais limitado, o que acho de extrema falta de cumplicidade. Desnecessário esse tipo de comportamento, ainda mais quando o produto disputado é comida.

E foi na simplicidade que a equipe vermelha surpreendentemente venceu, e com folga! Jacquin foi muito feliz ao destacar que o cardápio da azul era inapropriado para um dia quente de verão. Assim, o feitiço virou contra o feiticeiro, e a equipe forçada a improvisar com menos ingredientes deu um banho na rival. Não vou mentir que adorei ver esse tombo.

Bolinho de arroz

Quando Jacquin fez a demonstração de como o queijo devia derreter dentro da arancini (que eu nunca tinha ouvido falar), sabia que todos estavam numa enrascada. Só não sabia o papelão, como diria Paola, que a maioria iria apresentar.

Engraçado foi ver Luciana, que eu só conhecia como “a menina que usa faixa na cabeça”, dar mil pulinhos de alegria ao ver esses bolinhos de arroz, mas de alguma forma terminar entregando o pior prato. Deborah, por sua vez, inventa de mudar a ordem da receita e não tem tempo de resfriar o risoto, o que quase lhe custa a participação no programa.

E assim, numa prova sem muitos acontecimentos e com uma eliminação menos controversa que a anterior, Luciana dá adeus ao programa, o que nos deixa o seguinte ranking.

Ranking

É o seguinte, gente, ainda temos quase duas dezenas de participantes e não dá para traçar uma ordem exata de quem está na frente de quem. Então vamos dividir por zonas até esse número baixar um pouquinho:

Na zona verde, temos os que se saíram melhor até agora. Douglas já se sagrou como o melhor doceiro da temporada, o que é uma vantagem enorme. Fabrizio liderou a equipe vencedora. Leonardo, apesar de ter perdido como capitão e ter ido mal na prova eliminatória, está relativamente seguro em seu status de queridinho dos jurados. Mirian tem um desempenho consistente. Já Válter só está aqui porque ganhou a prova da arancini (fora isso, nem lembrava dele). Por fim, Yuko é uma competidora que arrisca e anda totalmente fora da caixinha.

Na zona amarela, temos os medianos. No caso da maioria que está nesta zona, aposto que você nem lembra o nome.

E por fim, na zona vermelha, a galera que está em perigo de eliminação. Aderlize não teve nenhum destaque e foi mal na prova do Fogaça. Caroline é a nova Paula da 3ª temporada: solta piadinhas infames nos depoimentos a cada segundo e agora está sendo arrastada por um competidor mais talentoso, Leonardo, que a mandou para o mezanino na última prova de eliminação. Deborah quase sai na prova da arancini. Fernando foi mal na prova do Fogaça e ainda parece meio perdido. Por fim, Nayane passou por tudo aquilo, e Taíse foi bastante criticada na prova da batata.

Então é isso, meus queridos, a competição está começando a engrenar! E vocês, concordam com o ranking? O que esperam da semana que vem? Mandem ver nos comentários, mas não vão embora ainda! Primeiro apreciem esta linda lista de quotes ditos por ninguém menos que ela mesma, Paola Carosella:

“Eu tenho 44 anos, 25 de cozinha.”

“Se isso é tortilla, yo soy Carmen Miranda.”

“Eu queria ser do bem, mas não consigo.”

“Eu não vou te estrangular… ainda.”

“Válter, você me falou três vezes que é picante e eu consigo enxergar que isso aqui é pimenta.”

REVISÃO GERAL
Nota:
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masterchef-brasil-4x0405-top-21top-20Engraçado foi ver Luciana, que eu só conhecia como “a menina que usa faixa na cabeça”, dar mil pulinhos de alegria ao ver esses bolinhos de arroz, mas de alguma forma terminar entregando o pior prato.