A série da Netflix ainda não engatou após a partida de Boca de Algodão, e mesmo tendo inserido um bom vilão que possui uma conexão com o protagonista, Luke Cage segue um caminho tortuoso em ritmo desmedido para os padrões do Universo Cinematográfico Marvel. Outro ponto forte da primeira metade da série também se perdeu, parece que a excelente trilha sonora e referências musicais do último século se foram com Cottonmouth.
O terror está de volta ao Harlem.
Pinky e Cérebro, ou melhor, Dr. Burstein e Claire conseguem retirar as balas de Luke, só achei esquisito não terem mostrado o que foi feito com os fragmentos da bala no ombro. Sempre fui péssimo em anatomia, mas entendo que esse ferimento causaria um maior estrago no poderoso, por estar próximo de órgãos vitais como pulmão e coração. De qualquer forma, o roteiro explica: Miss Temple passou uma pomadinha e a ferida foi curada.
Ao menos o roteiro simplista revela algo importante a respeito da origem de Luke e não estou me referindo a recordação na igrejinha em Savannah. Um dos pontos interessantes desse episódio foi a revelação de que Reva vaca usou Carl Lucas descaradamente e os vídeos mostrados provam que a moça estava por trás de algo maior.

Na verdade, a conexão de Reva Connors com a modificação feita em Kilgrave se torna ainda mais relevante a esta altura. Foi uma boa justificativa para a rápida ligação emocional entre a doutora e o prisioneiro, porém ainda espero que seja mostrado qual corporação está por trás de tudo isso. Prefiro me abster de comentar sobre o xilique de Luke no celeiro, só queria ver o protagonista dando porrada em malfeitores, não tendo ataques emocionais.
Entre as idas e idas na Georgia, em que Luke cai na real sobre a ligação fraterna com Kid Cascavel e o seu clima romanticuzinho com Claire, algo expressivo ocorre em Harlem. Willis Stryker revela a Mariah o seu arsenal e os seus objetivos a curto prazo, envolvendo a polícia local numa caçada a Luke Cage. Convenientemente, a polícia sai dos eixos e escreve o poema como Mariah desejava recitar. A oportunidade faz o ladrão a Black Mariah.
Uma criança harlemita ferida pela força policial opressiva era tudo o que a vereadora precisava para se reeguer politicamente. Adorei o discurso inflamado de Mariah, especialmente quando ela usa o que Jessica Jones fez a Kilgrave, fomentando o ódio da população local a Luke e aos heróis urbanos novos terroristas. Cuidado Srta. Dillard, o homem é senhor do que pensa e escravo do que fala.
O segundo ponto importante do episódio é a constatação de que Stryker também age sem pensar e acho isso extremamente positivo, uma vez que ele errou (mas acertou) os tiros em Misty. Quero muito ver essa heroína nascer, enquanto Luke enfrenta o novo terror do Harlem. Bang Bang!
















