O adeus de Munch.

Não posso começar a falar deste episódio sem falar da homenagem que fizeram à Munch. Levando em conta que no episódio anterior a sua saída foi anunciada apenas como uma informação jogada ao público, achei ótimo que neste episódio foi feita uma homenagem ao personagem. Apesar de a cena inicial ter sido um pouco corrida, com um ritmo extremamente acelerado que deu a sensação de que queriam acabar logo com aquilo, ainda assim foi um momento divertido e com boas falas dos personagens. Juntamente com a cena final, que temos um pequeno flash back dos primeiros dias de Munch na SVU, podemos processar melhor a saída do personagem.

Fazer com que os detetives recebessem um chamado para investigar um caso naquele momento foi bastante óbvio, uma cena totalmente esperada, mas que nem por isso deixa de funcionar. Ainda mais quando temos Munch chamando Olivia de Madre Teresa da SVU momentos antes do caso ter início. Fazer com que uma antiga vítima dos detetives fosse estuprada novamente foi uma decisão inteligente, porém, achei que poderiam ter deixado mais claro que o antigo caso de Sarah Walsh foi exibido ao espectador anteriormente.  A vítima foi o caso principal da 13ª temporada de SVU, no episódio seis True Believers.

Confesso que desde o início achei o rosto da personagem principal muito familiar, mas fiquei em dúvida se a havia visto em Law and Order mesmo ou em outro lugar. E só tive essa certeza quando pesquisei mais sobre o episódio. Por isso que eu acredito que pelo menos um curto flashback com imagens deste primeiro episódio em que a vimos devia ter siso exibido porque somente o fato dela já ter realmente aparecido antes, torna o caso mais interessante.

E aqui afirmo que o grande problema de terem escolhido este caso e essa vítima para retomar o centro dos acontecimentos é a falta de carisma de Sasha, que não convence em momento nenhum, deixando uma trama bem bolada pelo roteiro rasa e fazendo com que atenção do espectador dispersasse.

No entanto, a ideia do roteiro é muito boa. Em primeiro lugar por trazer um caso passado que realmente foi investigado em um episódio anterior, depois por unir isso à um serial rapist que funciona drogando suas vítimas, se forçando sobre elas e mais tarde ainda agindo como seu salvador e amigo. O que faltou de carisma à Sarah foi compensado por Cameron Tyler, não tinha como não ter raiva do personagem, ainda mais quando descobrimos que uma de vítimas anterior é a atual noiva de seu melhor amigo. Uma personagem que pra mim teria funcionado muito melhor como o centro do episódio, já que seu carisma e boa atuação a tornaram muito mais interessante que Sarah.

Outro importante fator a se destacar é o fato de a história ter envolvido Olivia e os acontecimentos recentes em sua vida, quando a personagem sofre uma tentativa de estupro pela segunda vez. O que funciona muito bem com toda a trama mostrada nesse episódio, em que Olivia tenta o tempo todo convencer Sarah de que não era sua culpa, quando, ao mesmo tempo, parecia tentar convencer a si mesma. Acho que a decisão de SVU ainda dar atenção aos acontecimentos da season premiere foi esperta, porque não é exagerado e ao mesmo tempo funciona como uma forma de nos mostrar que Benson ainda não está 100%, o que seria muito a pedir da personagem depois do que ela passou. Por enquanto, acredito que esse tratamento seja muito válido, no entanto, é preciso saber quando esse tipo de informação, mesmo que ocupe pouco espaço no episódio, ainda seja válida.

15×06: October Surprise

A ziper problem.

ADA Barba vem ganhando cada vez mais espaço nas tramas desenvolvidas em SVU, que aos poucos vem reintroduzindo ao espectador seu lado jurídico. Um aspecto que já foi muito bem desenvolvido, mas há muito tempo perdeu força em função de não ter um personagem fixo e com apelo ao público como promotor. Este episódio veio para nos mostrar um pouco mais de Rafael Barba, não apenas o mostrando em cenas como advogado, mas indo mais a fundo em sua vida.

Após assistir ao episódio não sei muito bem o que achar sobre o desenvolvimento da trama pessoal do personagem. Talvez tenha sido muito cedo para mostrarem um pouco de sua vida, ou a sua história que eu não achei muito cativante, ou mesmo o fato de o episódio ter deixado elementos no ar para que podem ser devolvidos mais tarde, o que deu um sentido de incompletude e de curiosidade. O que já prova, em si, que apesar de não ter sido uma trama ótima, serviu com o seu papel de nos mostrar um pouco da vida do promotor de justiça e nos deixar querendo saber mais.

Antes de entrar no caso apurado pelos policiais, acho importante destacar um elemento que foi um ótimo acerto do roteiro. Sempre que vemos os personagens principais de SVU com um caso pessoal no centro da trama existe outro que funciona como advogado do diabo, mostrando ao espectador que nem tudo que o outro fielmente acredita e defende é a verdade absoluta. Um personagem que vem para criar dúvida, o que é muito necessário, mas muitas vezes mal feito. E, para mim, o roteiro acertou em cheio em colocar essa função nas mãos de Nick.

A quase inexistência de um carisma do personagem com o público e a falta de química entre ele e os outros detetives fez com que Barba saísse levando vantagem e fez com que o espectador conseguisse balancear as opiniões e ver em qual deles acredita. O que não teria acontecido se Benson tivesse recebido do roteiro esse papel. A personagem já conquistou há muito tempo o carinho do público e a ter como “inimiga” faria Barba desaparecer e a história não funcionaria. E acredito que o mesmo aconteceria se fossem os outros personagens a interferir no caso de Barba, mas que não acontece com Nick.

Mas vamos analisar um pouco mais dos acontecimentos do episódio. A trama principal do roteiro, que envolvia o político pervertido, seu segurança (só que capanga/amigo de infância) e as mulheres que ele “comprava” de diferentes maneiras, não foi muito interessante. O que pode ser afirmado a partir do momento que tudo só tomou forma por causa do envolvimento de Barba no passado dos personagens e não pela história em si. Achei que Alex Munoz foi trabalho de forma muito rasa, levando em conta que ele era o centro dos acontecimentos e as histórias que ficaram no ar me pareciam muito mais interessantes do que as peripécias amorosas do candidato a prefeito de Nova York. Que foi o caso tanto de seu segurança quanto do aparente envolvimento de Barba e Yelina, mulher do político.

O desfecho do episódio, que vem com a descoberta do envolvimento de Alex com uma adolescente, foi deixado em aberto. Após uma conversa entre Alex e Barba, que mostra um pouco mais de seu passado latino e da “raiva” de seu amigo por achar que Rafel agora tenta ser parte de um mundo que não é o dele, assistimos ao início do julgamento do político. No entanto, assim como as outras questões que foram deixadas no ar, o julgamento também é deixado em aberto. Espero que como um sinal de que esse é apenas o início do que veremos da vida de Barba, e que mais está por vir.

Apesar de Barba ser um bom personagem, que vem conquistando seu espaço no seriado e também a atenção do espectador, ele ainda não consegue segurar bem um episódio inteiro baseado em sua vida. Muito disso veio do ator, que não foi muito feliz em diversas de suas escolhas na hora de fazer as reações do personagem, que muitas vezes pareceram falsas ou duras demais. Mas ainda acredito no personagem e gostei muito que ele vem aparecendo cada vez mais, trazendo consigo uma parte de SVU que havia sido perdida após a saída de Cabot e Novak.

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