“Eve,

Eu achei a sua carta. Sei que o portal entre os dois mundos está se fechando e eu sei que vocês estão consertando o avião de Levi para retornar. No entanto, isso não funcionará. Encontramos destroços do avião de Levi. Não sei o que deu errado. Só sei que vocês não vão conseguir. Eu preciso que você me prometa, custe o que custar: não decole naquele avião. Sei que tem muitas perguntas e sei que parece ser o único jeito de voltar, mas não é. Você me pediu ajuda. Eu tenho um plano! E estou indo por você, pelo Josh, por todos. Não a desapontarei. Só preciso que confie em mim.” – Mensagem em vídeo dita por Gavin à sua esposa, Eve. 

O meu desejo de que tudo desse errado no salvamento dos sobreviventes de La Brea continua sendo um sucesso, obrigado. Teria alguma graça se eles fossem para casa sãos e salvos, de forma rápida? De jeito nenhum, leitores! A graça é eles ficarem presos, passando dificuldades e o mistério, assim, se desenvolvendo aos poucos. E, pelo visto, a situação para Eve não está nada boa, pois ela foi quem ocasionou a permanência de todos dentro do universo do buraco. Entretanto, era uma corrida contra o tempo. Logo, a pergunta que não quer calar tem que ser dita: Em quem acreditar? No pessoal lá de dentro ou no pessoal lá de fora? Eis a questão!

O sexto episódio iniciou com a protagonista Eve enterrando a carta que ela havia escrito para o marido na semana passada, na esperança de que ele encontrasse os seus escritos. Confesso que eu não entendi onde fica aquela área de escavação do governo. Muito provavelmente deva ser em torno do grande buraco, eu imagino. Ademais, a Dr.ª Rebecca disse que se tratava de uma área privada, isto é, de natureza particular. Uai, como as autoridades estadunidenses não têm acesso pleno ao espaço, hein?! Realmente, eu não entendi essa parte. Se eu “comi mosca”, por favor, me avisem nos comentários, logo abaixo. Antes de falarmos das revelações que as escavações revelaram, voltemos às cenas iniciais, as quais mostraram uma discussão entre Eve e Gavin, por meio de um flashback. Nele, três meses atrás, estando em San Bernardino, na Califórnia (EUA), ela estava colando os seus pertences no porta-mala do carro com o objetivo de ir em direção à Los Angeles, no verão, juntamente aos seus filhos. O motivo? Não aguentar mais a desgastada relação com Gavin, homem no qual não cessa as suas visões sobre o buraco e os seus desdobramentos. Enquanto ela queria o marido de volta, aquele que ela conheceu, no passado, e, de certa forma, lhe dava segurança, Gavin desejava – e ainda deseja, obviamente – entender as suas visões, um tanto “sem pé, nem cabeça”. Perder a confiança em alguém que a gente ama é decepcionante e, na maioria das vezes, sem volta. Perdão, sim. Confiança, talvez.

Já no universo paralelo, os sobreviventes têm que correr contra o tempo, pois a passagem da “Aurora Boreal” está se fechando e, em menos de 24 horas, o acesso à “realidade” será totalmente interrompido. Socorro! Foi desesperador, angustiante vê-los nessa jornada – em vão, diga-se de passagem! – em tentar sair daquele local por intermédio de uma aeronave. No entanto, estranhei o fato de o governo achar os destroços da aeronave de Levi enterrados e, na mesma hora, afirmarem que é da decolagem dele, lá dentro. Uai, peraí: quem garantiu isso a eles? Não teve nenhuma visão de Gavin, ou seja, poderia ser muito bem um destroço da chegada de Levi ao local, ocorrida no final do terceiro episódio, estão lembrados?! Ao menos, foi revelado como Eve conseguiu entregar a carta à Gavin: ela enterrou e, a partir disso, fez a suposição de que, dessa maneira, ele poderia ter acesso ao que estava acontecendo lá dentro.

La BreaE nas tentativas de comunicação com alguém para ajudá-los, Levi acaba descobrindo que Diana Hoskins (Vanessa Buckley de Doctor Doctor) é a engenheira que estava na tripulação do sumidouro do deserto, na missão Mojave. E adivinhem só? Lá foi ele, juntamente à Eve, para mais uma missão em busca de respostas, de amparo para consertar o avião quebrado. Pois bem… Em Santa Monica, descobrimos que a Diana é a noiva da Dr.ª Nathan, a qual, pelo fato de ter ficado em torno de 1123 dias naquele local – mais ou menos – desconfia de que tudo e todos a sua volta são uma ameaça. Não dá para julgá-la, porque a luta pela sobrevivência ali é algo importante, ainda mais com a presença de uma civilização perigosa: o Acampamento Virgine. Ah, por falar na equipe comandado por Silas, o “Mestre dos Magos” da região, cadê eles, hein?! Achei estranhíssimos eles não terem aparecido, tampouco mencionados, ainda mais sendo considerados – até o momento presente – os vilões da história. Engraçado que nem Diana falou algo a respeito deles, tendo dito apenas que o portal em Mojave fechou e, por conta disso, teve que procurar outra saída. Contudo, uma forte tempestade pegou a sua equipe e, assim, eles acabaram caindo na praia e, posteriormente, se instalaram em Los Angeles.

Além disso, as coisas começaram a esquentar do lado de fora, uma vez que, se depender do agente Adam, ele fará com que o avião não decole de jeito nenhum. Sempre tem que ter aquele para atrapalhar a “festa”, não é mesmo?! Pra piorar, ele ainda prendeu Gavin, em função da fofoqueira da Dr.ª Nathan, mas pudemos entender o lado dela em querer ajudar, de certa forma. Por outro lado, Adam está se tornando um dos personagens mais chatos de La Brea. Só não vence a Veronica, uma vez que ela consegue ser imbatível nesse quesito. E olha que eu cheguei a ficar com pena da coitada, porque a Lilly disse que a sua “irmã” mais velha também foi sequestrada, no passado. Gente do céu! É uma seita satânica? É um grupo que gosta de fazer mal às crianças? Tráfico de órgãos? Prostituição? Pasmem: a mulher é tão louca que bateu na cabeça de Ty um pau grosso de madeira. Agora, fica a pergunta: por qual motivo? Simplesmente pelo fato de terem descoberto o seu segredo? Eu te garanto que, no tempo em que vocês estiverem presos dentro nesse universo, nem a Marybeth, a policial, irá prendê-la, minha filha. É claro que uma hora você vai ter que parar de fugir e eu vou amar te ver sofrendo, sua dissimulada, agressora de crianças!

Enquanto isso não acontece, tivemos, então, a aparição da chegada de um novo conteúdo no território de 10.000 anos a.C.: um drone militar, o qual foi enviado pela Dr.ª Nathan. Ele trouxe uma mensagem em vídeo de Gavin à Eve, aquela lá em cima, que abriu os trabalhos desta minha review, aqui, no Série Maníacos. Nossa, depois de ouvi-la, eu pensei na hora no ditado que diz que “desgraça pouca é bobagem”. Coitados, se ficarem “o bicho pega”, mas, se correrem, “o bicho come”, porque, a partir do momento que a primeira tripulação embarcar, o avião iria cair e todos morreriam, caso não desistissem da missão de salvamento. O que fazer, então? Esperar que Gavin entre pelo portal com um novo avião para resgatá-los ou arriscar a própria vida no avião de Levi? Se iniciou, portanto, uma disputa entre os dois mundos: confiar na palavra de quem? Quem seria “o salvador da pátria”, será? Não adianta prometer algo que você não possa cumprir, Gavin, ainda mais que todos os sobreviventes estão afoitos em voltar para casa! E é óbvio que ninguém ali vai medir esforços para retornar à “realidade” de suas vidas habituais. Contudo, Eve acabou se tornando apática, não querendo apenas que o seu filho, Josh, não entrasse na aeronave, como, também, todas as pessoas – do primeiro grupo – selecionadas a embarcar, por meio do sorteio prévio. Amadah, deixa eu te falar uma coisinha: tem 30 cidadãos ao seu lado querendo sobreviver e voltar para o que era antes de La Brea sofrer o desastre do buraco, ou seja, qualquer tentativa de salvamento é mais do que bem-vinda: essencial, irrefutável. Era tudo ou nada! “Quem não arrisca, não petisca!”

Somado a isso, pudemos acompanhar a curiosa e esquisita dupla formada por Scott e por Lucas, com o segundo querendo, porque querendo, encontrar a sua droga enterrada pelo primeiro. A justificativa nós já sabemos desde o episódio anterior: ela vale uma boa quantia em dinheiro e, por isso, o filho da Marybeth deseja ter o material em suas mãos. Inclusive, ele revelou que possui uma parceria com o seu pai, um negócio em família. Todavia, em virtude dos embates com a sua matriarca, ela deve ter prendido ou matado o próprio marido por conta do comércio ilícito de heroína. Com certeza, será revelado ainda mais “podres” sobre essa família e estamos atentos a isso, obviamente. Nesse meio tempo, continuemos a acompanhar Lucas fazendo de Scott uma espécie digamos de “animal de estimação”: dando ordens daqui e dali. É divertidíssimo ver os dois, juntos, rendendo ótimos diálogos, diga-se de passagem. Continua o bullying, Lucas, eu te adoro! E a trama ficou mais interessante com eles tendo encontrado algo melhor e mais valioso – milhões, na verdade – do que a heroína: barras de ouro dentro de uma urna enterrada, datadas de 1863. De acordo com Scott, o conteúdo pertencia à Guerra Civil Americana (1861-1865). Uai, como assim?! Eles estão há muitos anos antes do ano zero, vale lembrar. Será que o povo que tem a mão como um símbolo sabe da existência do material? Quem enterrou? Por que fez isso? E os desdobramentos? Fiquei curioso, não nego.

La Brea

Eve e Marybeth fizeram as pazes em prol da proteção de seus filhos, já que ambas não queriam que Josh e Lucas adentrassem ao avião. Portanto, elas elaboraram um plano para despistar a todos, mas “o tiro saiu pela culatra”, com Diana sendo atingida por um tiro da policial. Perdão pelo trocadilho, mas eu juro que não foi intencional, risos. Poxa, não tinha necessidade disso, né?! É claro que, com uma boa conversa, todo mundo poderia se entender e uma personagem morrer no mesmo episódio em que ela aparece pela primeira vez, não faz sentido algum.  Ainda mais que não estamos falando de uma mera participação especial, e sim da futura esposa da Dr.ª Nathan, a qual poderia nos ajudar a entender todo aquele universo, pois ela ficou mais de mil dias presa dentro do buraco. Estou decepcionado com vocês, roteiristas! Além dos que já morreram em Mojave, ficamos sabendo o nome do rapaz encontrado morto no quinto episódio, Jonathan (Bryan Yap de Tekken Child of Destiny) e, agora, a Diana? Uai, não vai restar nenhuma testemunha para contar a história? É isso mesmo, produção?! #xatiado

Por fim, Eve conseguiu embargar o voo e, em virtude disso, só restou esperar a entrada de Gavin pela passagem luminosa. Entretanto, por conta também do embargo do lado de fora – feito por Adam – tudo deu errado. Era a última chance, a última esperança! Acredito que o agente esteja envolvido na permanência dos sobreviventes lá dentro, hein?! Nada me tira da cabeça que ele faz parte da equipe do mal, afinal de contas salvar as pessoas não está fazendo parte dos seus planos, tampouco do governo, órgão que fica de “braços cruzados” sem fazer absolutamente nada. Qual é a vantagem em não deixar Gary entrar? Eu não vejo nenhuma, pois o governo sabe que os sobreviventes estão vivos e, a partir do momento que a aeronave entrar, apesar da turbulência e dos abalos sísmicos, o ex-piloto da Força Aérea Americana, ao lado da Dr.ª Aldridge, não iriam morrer, em hipótese alguma. Por falar nela, antes de pular de paraquedas, Rebecca – sem dar maiores detalhes – contou ao Gavin que, o que está acontecendo com ele, é por uma razão. O que será isso? Para quem estava cheia de expectativa em esconder uma aeronave em um galpão no interior, eu estranhei ela dar “dois passos para trás”, confesso. Ficou com medinho, é?! Percebe-se que ela é uma pessoa intragável e nada confiável.

Perguntas e mais perguntas: qual é o outro jeito que Gavin tem para salvar a sua família? Voltar ao começo? Qual início é este, minha gente?! 16 de novembro de 1988? O que você quis dizer com isso, Rebecca? O que houve nessa data, especificamente? Ah, não! Já estamos caminhando para o final da temporada e não temos respostas a tantos questionamentos. Ficar nesse lenga-lenga de só “jogar as coisas no ventilador” e ficar por isso mesmo está deixando tudo muito enigmático e moroso. Vamos avançar na trama, roteiristas! No que diz respeito, então, ao contexto da história, agora, Eve ficou como a grande vilã, afinal uma série de ocorrências se materializaram na prática: Gavin não apareceu, o motor do avião de Levi pegou fogo – por conta do tiro disparado pela Diana, o que acarretou o esvaziamento do combustível – e, para acabar de vez com todas as esperanças, o buraco se fechou para sempre. Gavin já era um frouxo, mas, depois de ter desistido de entrar no buraco, a mando do choro de Izzy, sua filha, ele concretizou isso, infelizmente, apesar da ameaça de bombardeio de tiros por parte do governo. Lamentável. Ele ficou preso, os destroços sumiram e todos continuaram presos e com raiva de Eve, não resta a menor dúvida. Bem feito! Como eles vão confiar nela nos próximos episódios? Josh e companhia estão decepcionados. Aguardemos!

OBSERVAÇÕES LA BREA MÍSTICAS:

p.s.01: Obituário 01: Como assim roteiristas, não veremos o casamento da Dr.ª Nathan na praia ao lado de sua amada, a Diana? Inadmissível a morte da personagem! Poxa, ela acabou de chegar, uai. Deveriam ter matado a Veronica, isso sim;

p.s.02: Obituário 02: Diana passou dias e dias fugindo dos animais perigosos da pré-história, mas acabou sendo morta por arma de fogo, vinda de uma pessoa que ela estava tentando ajudar. Nossa, foi uma “belíssima” forma de agradecer a assistência, hein, Marybeth?!;

p.s.03: Obituário 03: Marybeth não teve nenhum problema em atirar na engenheira, então por que não a deixou voar na frente de todo mundo, junto ao Levi? Quem será a sua próxima vítima, querida?!;

p.s.04: Scott é muito inteligente, né?! Ele estava tentando calcular o tempo que a luz iria permanecer brilhando e, claro, a passagem aberta, somente utilizando o dedo;

p.s.05: A chata da Riley não teve quase fala nenhuma durante todo o episódio, mas ela fez uma referência à Jogos Vorazes (2012), sentindo-se estar no ambiente do filme. E tá errada?!;

p.s.06: Saudades do garotinho loiro da semana passada: um fofo, um amor de pessoa. Bem que a Eve poderia adotá-lo, não é mesmo?!;

p.s.07: Aliás, quem foi que nomeou Eve como a Chefe, hein?! Ela está se achando a bonita do pedaço e olha que nem o médico Sam não se sente na liderança. Menos, querida! Muito menos! Por mais que o amor pelo seu filho seja imenso, o seu egoísmo, juntamente ao de Marybeth, foi inenarravelmente superior e, desse modo, prejudicou o coletivo como um todo. Um tremendo absurdo, isso sim!;

p.s.08: Confesso que eu dei boas gargalhadas ao vê-los continuando presos, risos. Adoro! E que continue assim, porque gostamos é de barraco e de intrigas entre os sobreviventes;

p.s.09: Quem sabe agora, com Josh sabendo toda a verdade sobre as visões do seu pai, ele possa ajudar no salvamento? 

REVISÃO GERAL
Nota:
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la-brea-1x06-the-way-home‘La Brea’ continua deixando os sobreviventes presos no universo alternativo, mas continua deixando perguntas em aberto. Isso é perigoso, ainda mais restando poucos episódios para o término da primeira temporada.