Conforme eu havia previsto no episódio antecessor, Lucas não gostou nenhum pouco em descobrir o sumiço da sua droga, tendo ele culpado até mesmo a sua mãe, Marybeth, coitada. E esse foi apenas um dos conflitos sofridos pelos nossos sobreviventes de La Brea, os quais estão tendo que enfrentar vários mistérios de uma Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos da América (EUA), há 10.000 anos a.C., ou seja, uma loucura sem término.
Pois bem… Por lá, à noite, eles ouviram um barulho estrondoso vindo da espécie de fenda no buraco, parecida com a Aurora Boreal, e por ela atravessou o avião de Levi, que havia partido da Base da Força Aérea Estadunidense. Achei esquisito o momento não ter sido mostrado no final do episódio passado, pois, nos segundos finais de The Hunt, por exemplo, já tínhamos visto Levi pendurando na árvore, ou seja, sobrevivido à queda, apesar da turbulação. De fato, é uma nova visão do acidente, mas, ao meu ver, deveria ter sido elucida antes para nós, telespectadores, embora isso não atrapalhasse de jeito nenhum a narrativa.
Portanto, ao avistarem o ocorrido e, literalmente, o sinal de fumaça, parte dos sobreviventes, em um pequeno grupo formado por Lucas, Riley, Scott, Josh e, claro, Eve, a protagonista, eles foram para uma missão à procura do indivíduo que chegou ao local. No meio do caminho, Eve, ao ter avistado Levi, ficou aliviada, não só pelo fato de ser uma pessoa do “mundo real”, como, também, alguém de confiança, um amigo, ou quem sabe, um amante. Acho engraçado que todo mundo que cai lá dentro, não importa o tamanho da queda, tampouco o caminho percorrido pelo indivíduo: ele vai sobreviver. Deve ser uma energia vital, um passaporte para a liberdade, uma magia inexplicável… Vai entender, risos. Outra graça foi eles acharem que a missão de resgate – por parte de Levi – vai dar certo, isto é, somente com eles encontrando o avião, e pronto: vamos decolar. Eu conto ou vocês contam, pessoal?! Se bobear, os roteiristas vão fazer igual os criadores da Caverna do Dragão (1983-1985): deixar todo mundo preso, sem saída, sem retorno para casa e para sempre. Aliás, eles já começaram: parte do motor não funciona, igualmente o rádio de comunicação com o mundo exterior, da aeronave, estão danificados. Adoro! Quanto mais tempo presos, mais tretas acontecem para nos divertir. Sem contar, é claro, nos outros três sumidouros que já se abriram, anteriormente. O pessoal conseguiu sair de lá? Provavelmente, não.
Enquanto isso, na Los Angeles atual, Gavin vai à procura da Dra. Nathan para saber o que houve de errado com a missão de Levi, juntamente à continuação das suas visões ininterruptas. Confesso para vocês, leitores, que eu sinto uma certa preguiça pelos pensamentos dele, afinal de contas, além da inexistência de uma explicação plausível, não consigo sentir qualquer empatia pelo ex-piloto de avião. Não está soando natural, e sim forçado demais, na tentativa de subestimar a nossa inteligência, talvez. Posso estar enganado, quem sabe, porém, quem não está com esse sentimento é o governo, porque ele interrompeu as missões de resgate, não querendo contar à sociedade a real situação caótica. Pra piorar, eles notaram uma atividade sísmica no sumidouro após a queda e a explosão do avião do Levi. Pasmem: a Dra. Nathan, então, resolveu fazer uma missão clandestina em uma fazenda distante, sendo Gavin o piloto do avião “gêmeo” de Levi. Agora eu quero ver: não é possível que ele não consiga entrar na “boca do inferno” sem se desvencilhar dos percalços do caminho, ainda mais com os pensamentos corriqueiros que Gavin tem sobre o local mesmo antes do evento que abalou Los Angeles, não é mesmo?! Tomem cuidado com isso, roteiristas! Por favor, não nos decepcionem, hein?!
Já lá nas terras do passado, o grupo continuou na missão de achar o avião de Levi, mas, de acordo com o que eu falei no primeiro parágrafo deste meu texto, Lucas acabou descobrindo sobre o sumiço de sua heroína. E adivinhem quem foi a dedo duro e contou que a droga ajudou a salvar o pai querido? Sim, a chata da Riley. Sem bem que o tonto do Scott deveria ter alertado a jovem antes, também, né?! Quero ver como o usuário de maconha conseguirá se livrar de Lucas, pois o traficante, o qual porta uma arma – a partir de agora – ficará no seu pé, Scott, até encontrar o entorpecente. E é aí que mora o perigo, afinal de contas sabe-se lá Deus onde o jovem enterrou a heroína e no escuro, ainda por cima, pois ele estava chapado no momento em que realizou a ação. Além disso, tivemos a temática de Lilly, juntamente à sua irmã Veronica, a qual, além de não deixar a menina, por exemplo, falar de jeito nenhum com as outras pessoas, deu um tapão na cara da menina. Mais clichê que isso, impossível. Longe de mim aqui ser um intolerante religioso, mas que fé é essa que, em suas regras, proíbe uma criança de soltar a língua, gente? Eu entendo que a Veronica deseja protegê-la do perigo, mas ela terá que confiar nos outros coleguinhas para a sobrevivência das duas, ainda mais depois de a pequena ter presenciado a morte chocante de Eddie, com ele eletrocutado: me perdoem o trocadilho, juro que não foi intencional, risos. Ela, a morte, foi provocada pelo aparentemente líder da tribo que tem uma mão como símbolo principal. Por qual motivo ele matou? Ele sabe sobre o futuro, ou seja, da Los Angeles do século XXI? Qual segredo ele guarda, será? Espero que, ao longo da temporada, esse turbilhão de questionamentos sejam devidamente esclarecidos.
Voltando ao contexto do grupo à procura do avião, Eve disse que eles poderiam atravessar o rio – finalmente encontraram água! -, porque ele estava raso. Oras… É claro que estava raso, minha filha, você fincou o pau de madeira perto da margem, uai. Ela ainda teve a “brilhante” ideia de jogar o utensílio fora antes depois do início da travessia, confiando, desse modo, no escuro de que o restante também seria raso. E detalhe: se estava tão raso assim, o que provocou o atravessamento deles, por qual motivo, então, a cobra gigante conseguiu agarrar a Riley e puxá-la para baixo? Liberdade poética tem limite! Olhem o tamanho daquele bicho: no mínimo, ela iria ficar encalhada, já que é muito raso. E me veio outra dúvida: arma funciona debaixo d’água, por um acaso? Nunca vi ninguém dar um tiro submerso e, provavelmente, o líquido conseguiu abafar o som do disparo que matou a cobra, mas eu nem vi bolhas de ar borbulhando para cima, muito estranho. Outro erro na narrativa foi eles não terem mostrado Levi tendo saltado de paraquedas antes do avião cair no campo. Eu entendi a longa distância entre os dois pontos, mas para um telespectador que não preste tanta atenção, ele corre o risco de se perder nesses mínimos detalhes, justamente pelo fato de a produção não ter mostrado completamente a queda.
No final, o grupo andarilho partiu para mais uma missão, uma vez que o avião detectou um sinal na região e, assim, acabaram encontrando uma espécie de uma aldeia/tribo indígena e primitiva. Sabemos, é claro, que não foi uma decisão muito esperta da parte deles em entrar, pois eu imagino que eles vão ficar de reféns lá dentro, correndo o risco de perderem as suas vidas. Querem apostar quanto? Enquanto isso, do outro lado da floresta, a pequena Lilly tomou coragem e abriu o bico, contando tudo o que viu após tropeçar no corpo de Eddie. Foi um senhor mais velho que o atacou, o qual continha uma marca em suas costas: uma mão. Isso mesmo, garota: enfrenta a chata da sua irmã mais velha, uma insuportável descabida! Veronica que não fica esperta, não, para ela ver, viu?! O velho assassino estava de butuca olhando e ouvindo a conversa, diga-se de passagem. Porém, se ela for a próxima vítima, já vai tarde, não vai fazer falta alguma, amém. Minto: Lilly ficará sozinha, tadinha. Ah, mas só o livramento de não precisar mais seguir as regras no sense da irmã já é lucro, eu imagino. Fiquei com medo do velho. E vocês, leitores? Me contem nos comentários, por favor!
OBSERVAÇÕES LA BREA MÍSTICAS:
p.s.01: Podemos considerar Scott como o alívio cômico do seriado, né?! Além de ser super inteligente com a história do passado daquele lugar, ele faz comentários nas horas mais impróprias e é extremamente medroso. Maravilhoso!;
p.s.02: Nossa, impactante o estado em que ficou o corpo de Eddie após ter sofrido uma descarga elétrica do idoso primitivo, com todas as suas veias expostas na iminência de estourar, juntamente às marcas de queimadura;
p.s.03: Como a Dra. Nathan tem um segundo avião completamente dotado de modificações para evitar o que deu errado na primeira missão? O governo não foi o financiador, provavelmente. E pasmem: isso tudo em menos de 24 horas depois que Levi caiu. Queremos explicações mais palpáveis, querida!;
p.s.04: Drª. Nathan deixou convenientemente o arquivo de Gavin em cima de sua mesa e, com isso, o moço conseguiu achá-la na fazenda. Aliás, junto ao fato de Izzy ter achado o endereço da outra doutora com tanta facilidade, vou fingir que foi uma coincidência, viu, roteiristas?!;
p.s.05: Levi devolveu o colar para a Eve e eu senti uma tensão entre os dois pombinhos, o que foi intensificado com ele contando que Gavin sabia do caso entre os dois, ao passo da comprovação de que as visões do ex-piloto são verdadeiras. Essa novela chamada traição está cada dia mais interessante!
p.s.06: Dra. Nathan e sua amiga Rebecca, juntas. Foi só a minha pessoa ou vocês também sentiram um certo envolvimento amoroso entre as duas? Credo, que delícia! Já shippo, com certeza!;
p.s.07: Eu sei que Scott estava apenas tentando se livrar da heroína como uma medida de proteção. No entanto, já que ela veio a ser útil como analgésico, por que ele não a guardou no caso de outra pessoa se machucar e precisar de uma intervenção cirúrgica? E olha que o personagem tem uma inteligência ímpar, hein?! Se bem que ele estava chapado, também;
p.s.08: Por qual motivo Lucas está mais preocupado com a sua droga perdida do que pela sua sobrevivência, hein?! Por um acaso ele acha que conseguirá vender o entorpecente entre os sobreviventes? Ou será que ele tem uma dívida para pagar “lá em cima” e, por isso, ele tem medo de ser resgatado sem ter a grava para pagar? Acompanhemos;
p.s.09: Por falar em casal, não duvido nada de Eve se envolver com Sam, afinal Josh e Riley – ao que tudo indica – também serão um casal. Fica tudo em família, uai, risos;
p.s.10: O fato de o seriado ser gravado na Austrália faz com que os bastidores tenham cenários naturais admiráveis, né?! São imagens de encher os olhos de qualquer pessoa. Bem que eles poderiam rodar as cenas na Tasmânia, estado e ilha pertencente ao país mencionado;
p.s.11: Por falar nas filmagens, elas já finalizaram nas terras do canguru, segundo informações do portal americano TVLine, sendo a 1ª temporada composta de 10 episódios. Eu jurava que seriam pelo menos uns 15 episódios, pois os canais mais tradicionais são caracterizados por terem – em suas séries – quantidades enormes de episódios;
p.s.12: Seguindo a linha de raciocínio da rodagem das cenas, elas foram feitas durante meses, inclusive, no meio da pandemia do novo Coronavírus. Logo, todos os protocolos sanitários foram implantados, caracterizando, assim, limitações internas durante o inverno australiano. Vamos torcer para que a 2ª temporada seja concretizada, amém!;
p.s.13: Ainda de acordo com a imprensa norte-americana, o sétimo episódio da primeira temporada – programado para ir ao ar no dia 09 de novembro de 2021, terça-feira, de acordo com o IMDb – será um dos mais loucos do primeiro ano de La Brea. “O episódio sete é uma loucura. Foi muito louco filmá-lo, e espero que isso se traduza [na prática]”, disse Natalie Zea (The Following), a intérprete de Eve. Ah, sua danadinha: deixou a gente aqui na curiosidade, né?!;
p.s.14: La Brea é uma série claramente semelhante à Lost e, desde o piloto, não temos nenhuma dúvida em relação a essa característica. Resta saber, portanto, se a série conseguirá criar a sua própria autenticidade apesar das semelhanças um tanto gritantes.















