E já dizia o filósofo Mick Jagger:

Spoilers Abaixo:

You can’t always get what you want. Esta frase e esta música, repetidas no fim deste episódio, já foram utilizadas diversas outras vezes na série (em episódios de início e fim de temporada, inclusive) e mesmo assim ainda pernamenecem repletas de relevância. Sua utilização sempre vem acompanhada de um episódio poderoso (ou, no mínimo, relevante) e desta vez não foi diferente, com o encerramento de um ciclo que foi a presença de um antagonista moral dentro da própria equipe de House. E, felizmente, este ciclo foi fechado de forma satisfatória.

A impressão que fica ao fim do episódio é de que a percepção da Masters, frente ao circo de horrores que se passa naquele hospital, seja talvez comparável ao nosso primeiro episódio de House. Explico: a não ser que você já fosse preparado para assistir uma série desvirtuada, seria um verdadeiro choque encarar todas as práticas médicas e pessoais que House aplica em seu dia-a-dia. É assim que interpreto a passagem de Masters por este período, como alguém que chegou com uma percepção pronta – talvez ingênua – sobre o mundo e foi introduzida ao caos moral em que todos nós vivemos.

Se você está aqui, assistindo House até hoje, presume-se que concorde com seu ponto de vista. Ou tolere. Ou ao menos ache interessante. Qualquer um destes, fato é que, para nós que acompanhamos a história geralmente por seu ponto de vista, fica fácil concordar com House e sua visão de mundo. É só em episódios com focos alternativos (como já aconteceu com Cuddy e Wilson anteriormente) é que temos a chance de parar e analisar como essa visão de mundo pode ser distorcida. Desta vez, ainda que não completamente, pudemos ter a chance de acompanhar a rotina – e a perspectiva – da Masters. Ainda que esta ainda possa nos parecer ligeiramente estranha.

Seu quarto tendente ao infantil e sua disciplina assustadora (ela acorda mais cedo que eu, que estudo a duas cidades de distância!) chocam o espectador e alertam que aquela menina tem mais por dentro do que só a inocência que apresenta ocasionalmente. O atraso em fazer certos trabalhos (quem estagia sabe bem como é isso) só foi um plus para mostrar o comprometimento que dedicava ao trabalho, ainda que este fosse temporário. E, por fim, todo o conhecimento adquirido lhe vai ser útil, tanto profissional quanto pessoalmente.

Sendo certa ou não, a decisão de sair é compreensível. Só é uma pena que agora as mesmas figuras carimbadas estarão incumbidas de frear o ego do mais arrogante médico da televisão. Sem Cuddy ou Masters, alguém arrisca algum diferencial para ser o fim desta temporada? Já estamos perto hein. Mais um punhado de episódios só.

Outras considerações:

1) Este episódio foi repleto de frases de impacto. Em geral relatadas por House, Wilson e até mesmo pela paciente, todas pareciam concordar que o descumprimento de algumas regras seria aceitável e/ou desejável para aqueles que alcançassem a excelência. Tudo levava a entender que a Masters aceitaria ficar mais um pouco.
2) A ação final dela, mentindo e mesmo assim não se sentindo realizada por ter salvo a paciente, mostra que o seu caráter é ainda mais denso do que imaginávamos. Mas fico feliz por perceber que, no final das contas, o sorriso largo com que sai do hospital é sinal da maturidade adquirida neste período. Masters com certeza se tornou uma outra pessoa após este período, e seria legal vê-la novamente.
3) Para quem ficou curioso e talvez não saiba, o caso citado por Wilson onde House é o paciente está em Three Stories, um dos episódios finais da primeira temporada. Vale a pena.
4) Finalmente, tenho que perguntar: o que diabos foram aquelas galinhas ali? hahaha
Foi fútil? Sim. Inútil? Também. Mas só sei que ri demais com a situação toda.

E vocês, o que acharam? Acham que a Masters devia ficar por perto, ou já não aguentavam ver a cara dela nem mais uma semana? Foi um bom encerramento? E o que esperam da Thirteen daqui pra frente?

Abraços, e até a próxima!

Artigo anteriorGlee – 2×17: A Night of Neglect
Próximo artigoHellcats – 1×18: Woke Up Dead