Dramático. Nostálgico. Hilário. Brilhante.
Spoilers Abaixo:
O episódio do retorno – de uma vez só! – de House, Cameron e Chase ao departamento de diagnósticos já seria excelente só por causa disso. Não satisfeitos, os produtores resolveram nos presentear com uma trama que nada deve em relação aos melhores casos médicos já apresentados na série. House nos prova que, mesmo após seis anos, sua fórmula ainda pode dar excelentes resultados.
O caso da semana trouxe o excelente James Earl Jones (uma das vozes mais marcantes de Hollywood, diga-se de passagem) no papel de um ditador africano em visita aos EUA. A construção do personagem foi brilhante, gradativamente mostrando suas crenças e fazendo crescer o ódio no espectador. Nada disso poderia ser feito sem um bom ator, e o crédito a ele deve ser dado. Aliás, essa temporada de House está sendo muito feliz na seleção de seus coadjuvantes. Espero que continue assim.
Continuando a trama de onde Epic Fail deixou, tivemos a esperada volta do casal Chase-Cameron à equipe de diagnósticos. À princípio pensei que esse retorno aconteceria por pedido do Foreman, mas foi bom saber que a Cuddy estava envolvida. Com toda essa recuperação envolvendo o House, a tendência seria de que ela ficasse mais fora de foco na série, mas não é isso que está acontecendo. Aliás, não teve um único diálogo nesse episódio envolvendo a Cuddy sem uma frase impactante dela. Fala pouco, mas fala bonito.
Como House não pode ainda praticar medicina, foi colocado como subordinado de Foreman. Conforme o novo style do personagem, fez isso sem reclamar, claro. Mas não que o Foreman esteja feliz com essa situação. Era questão de tempo pro House começar a infernizar a vida dele. E quem lembra da cena de House ‘mudo’ imagina (e ri demais!).
![house.0603.hdtv.xvid-notv[(016525)11-20-51]](https://seriemaniacos.tv/wp-content/uploads/2009/10/house.0603.hdtv.xvid-notv01652511-20-51-300x166.jpg)
O episódio, em si, trouxe uma carga dramática tão forte quanto outros mitos da série, não devendo em nada para alguns clássicos como o maravilhoso One Day, One Room (3×12). Claro, com uma abordagem totalmente diferente. Aqui, o ditador Dibala já começa o episódio com o ódio declarado de Cameron, que se negava a cuidar do presidente para que ele voltasse e matasse milhares de pessoas em seu país. Com o decorrer do episódio, no entanto, ficou provado que ela não poderia deixar de tratá-lo. Porém, ao se envolver com o paciente, foi Chase quem percebeu o tamanho da ameça que seria o retorno de Dibala ao seu país. Muito abalado, o médico fez aquilo que julgou correto, e provavelmente estamos no início de um arco que, imagino, será bem poderoso. E arrisco mais: pode ser a causa daquele spoiler que saiu a algum tempo sobre uma baixa no elenco. Quem viver, verá.
Paralelamente a tudo isso, temos um House que, a cada momento, se mostra mais comprometido com sua mudança. Mas isso, nem de longe, trouxe algo negativo ao personagem: todas as novas atitudes dele, até então, estão sendo executadas de maneira interessante para a trama. Vamos ver até onde isso vai; será um grande desafio manter um personagem ‘bonzinho’ interessante por muito tempo. Ainda mais depois de tudo que a gente já viu House fazer.
Dessa vez, tivemos o primeiro confronto de House com alguém, digamos, da sua espécie. Pela primeira vez se viu de frente com alguém que também conseguia ser tão rude quanto ele, e que se aproveitava de uma mentira para conseguir o que queria (assim como ele mesmo já fez muitas vezes). Ao fim, em uma evidente menção à maravilhosa série Dexter, House domina o vizinho e, quando todos pensavam que o médico tinha sofrido uma recaída, House surpreende a audiência ajudando o canadense com seu problema. Algo simples, inesperado, e muito inteligente. O jeito House de ser.
![house.0603.hdtv.xvid-notv[(048644)11-47-28]](https://seriemaniacos.tv/wp-content/uploads/2009/10/house.0603.hdtv.xvid-notv04864411-47-28-300x169.jpg)
Junto a tudo isso, tivemos a queda vertiginosa de Foreman. Confuso com suas próprias ideias, atormentado pelo fantasma da genialidade de House, e agora com um ego tão grande que se recusa a descer um degrau para salvar um relacionamento. O orgulho ás vezes atrapalha demais. Não acredito que este seja o fim de 13 na série, mas cada vez são menores as chances dela voltar para a equipe. E como ela não tem a mesma força que os antigos pupilos têm… não sei o que vai acontecer.
Mas de uma coisa eu sei: a queima do formulário ao fim do episódio mostrou que ainda há esperança para Foreman. E, mais do que nunca, The Tyrant mostrou que a série não depende de episódios atípicos para se consolidar. Mesmo com a mesma fórmula batida de sempre, House mantém a excelente qualidade. E, definitivamente, mantém a minha expectativa para o próximo episódio.














