
Redenção. Esse é o título do quinto volume que deu início a quarta temporada de Heroes. Mas será que os heróis poderão ser salvos? Se depender da qualidade dessa season premiere, a chances são muito boas.
Spoilers Abaixo:
Se por um lado esse episódio duplo foi um dos melhores inícios de temporada de toda série, do outro, temos o grave problema da audiência americana. Ao que parece a debanda dos fãs gringos foi maciça e comparado com a estréia da temporada passada Heroes teve uma queda de 46%. Ou seja, quase metade do público americano que conferiu o inicio da terceira temporada não compareceu para o início da quarta.
Não sou fã de episódios duplos. Acho muito difícil e arriscado uma série conseguir desenvolver tramas e manter um bom ritmo durante tanto tempo. Esse talvez tenha sido o maior problema para a audiência americana ter sido tão baixa, mas para mim, como disse antes, essa estréia foi uma das melhores. Só pelo fato de Mohinder não ter aparecido e pelo intrigante grupo do parque de diversões, o episódio já caiu na minha graça.
Robert Knepper (o T-Bag de Prison Break) é um ótimo ator e ficou muito bem na pele do líder o parque. Ainda não entendi muito bem como funciona seus poderes, mas é exatamente por isso que usei a palavra “intrigante”. Não apenas ele, mas também o assassino ligeirinho que matou Danko, o velho que assim como Hiro também é um viajante do tempo e a mulher das tatuagens.
Hiro e Ando no Japão parecem que nem estão na série. Lógico que o roteiro vai dar um jeito de ligar os dois aos eventos principais (Samuel já mostrou ser esse link no momento em que fez Hiro mudar o passado), mas ainda sinto que o lado infantil da storyline de Hiro e Ando é muito dominante. Quero muito mais ver a jornada de Hiro nos “momentos finais da sua vida” do que acompanhar “as aventuras muito loucas da dupla de Dial a Hero” (ler com entonação do narrador da Sessão da Tarde).
Sem dúvida as melhores cenas e as melhores possibilidades ficaram os irmãos Petrelli. Peter está vivendo o auge do seu complexo de Superman e Nathan está duelando sem saber pelo corpo de Sylar. É uma questão de tempo para que leão enjaulado se liberte e nem mesmo todo o esforça da mamãe Petrelli vai conseguir segurar Sylar.
Enquanto Sylar e Nathan estão nessa luta interna, Parkman está tendo que lidar com o fantasma de Sylar (sou daqueles que quanto mais Sylar melhor) e ao que parece quando Parkman transformou o vilão em Nathan na temporada passada, parte da consciência de Sylar ficou na mente dele. O coitado do detetive não poderia estar em piores lençóis. Em pouco tempo Sylar conseguiu bagunçar seu trabalho e o casamento.
A história de Claire na faculdade não está das melhores. Talvez se Gretchen for uma espiã de Samuel ou algo parecido as coisas possam ser interessantes, mas entre partidas de Guitar Hero e colega de quarto suicida, prefiro muito mais o povo do parque de diversões.
Pensamentos finais:
– Esse romance do nada de Noah e Tracy me pareceu muito forçado e repentino.
– Eu achava que Danko iria morrer no último episódio da temporada passada, então nem fiquei chocado quando ele foi fatiado pelo ligeirinho.
– Quem não se lembrou de Jack Sparrow e Piratas do Caribe com aquela bússola?
– Eu gostava mais dos efeitos especiais de super velocidade de Daphane do que esse novo.
Espero que a tentativa de redenção de Heroes não tenha começado tarde de mais, pois as possibilidades para essa temporada são ótimas.













