Houve um tempo que Hell on Wheels era recheado de drama, talvez pelo fato de que havia muitos personagens na trama. Alguns morreram, outros foram embora sem mais nem menos, e o restante, os que sobreviveram ao chamado ‘inferno sobre rodas’, presenciam de perto a transformação da história americana. Há quatro temporadas a série vem sendo fiel ao seu enredo, história ou ‘plano de negócio’. A construção da ferrovia foi um baita empreendedorismo naquela época. Apesar de nós, telespectadores, não atuarmos na história, sofremos com as dificuldades encontradas na mesma. Desde mudanças climáticas à uma epidemia mortal. Desde guerras entre índios e trabalhadores à falta de água bem tratada. Apesar das incertezas, e depois de muitos contratempos, a Ferrovia Transcontinental vai avançando aos poucos, e graças a uma única pessoa. Cullen Bohannon.
A lealdade, ou melhor, o comprometimento que Bohannon tem com a ferrovia é impressionante. Ele ignorou completamente a presença de John Campbell no comando de Cheyenne, focando apenas em terminar a ferrovia. Todos nós sabemos, assim como Durant também sabe, que Cullen é o único ali capaz de fazer isso.
O ‘ciúme’ de Delaney em relação ao prestígio que Cullen tem em Cheyenne pode desencadear situações futuras, como por exemplo, as que O Sueco gostava de fazer com Bohannon. Ainda acho que Delaney não viverá muito, mas antes de partir, prejudicará muito Bohannon. Assim como o engenheiro-chefe, Campbell também vai dar muito trabalho, mas apesar de suas leis impostas e seu desejo implícito pelo poder da cidade, ou do estado, pode ajudar de alguma forma o desenvolvimento da ferrovia.
Algumas semanas atrás eu destaquei aqui o tipo de pessoas que Mickey tinha se tornado. Ele e seu irmão eram um dos personagens que eu mais gostava na primeira temporada. Como disse Bohannon, quando chegou a Hell on Wheels, ele não tinha nada além de coisas baratas e histórias de casa. Agora, Mickey havia transformado tudo em Bordel e Cassino. O diálogo de ambos para mim foi o ponto forte do episódio. Cullen abriu e muito os olhos de Mickey, tanto é que citou a amizade dele com Durant, a qual poderia levá-lo ao inferno, assim como aconteceu com seu irmão. Estou realmente ansioso para saber como o irlandês vai reagir agora que perdeu tudo para Campbell.
A infelicidade de Naomi desde sua chegada a Cheyenne me incomoda bastante, mas não a culpo. O maior culpado é Bohannon, que não se deixa levar pelo amor, ou pelo menos pelo desejo sexual. É sempre assim com os machões das séries atuais. John Reese, Jack Bauer… todos são farinha do mesmo saco. Não estou dizendo que eles deveriam ser como o Damien Scott de Strick Back, mas é chato às vezes você não presenciar o emocional de um personagem que você gosta. Assim como a infelicidade de Naomi, que é até compreensível, não agüento mais ver Ruth, apesar de sua cena com Naomi, onde falaram sobre os mórmons. Outra que não ando suportando é Eva, que por mais que tenha me arrancado uma gargalhada quando se ofereceu para punhetar Durant, não está representando nada para a série até agora.
Por outro lado, Salmos está suprindo muito bem a ausência de Elam. Estou gostando muito de sua participação, assim como também gostei da cena dos negros ‘rezando’. Quanto ao Sueco, seu futuro ainda é uma dúvida. Se ele não morrer no próximo episódio, não creio que morrerá nessa temporada.
Considerações finais
– O diálogo entre Naomi e Ruth é um dos fatores que fazem a série ser interessante, historicamente falando. Segundo o Wikipédia, o apelido mórmons foi criado por pessoas que não pertenciam à Igreja para se referirem aos membros (a princípio) de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias restaurada em 6 de Abril de 1830. Relata-se que a Igreja foi restaurada por intermédio do “Profeta” Joseph Smith Jr., sendo a mesma igreja que Jesus Cristo fundara em seu ministério na terra há 1830 anos. Em uma manhã da primavera de 1820, em dúvida sobre qual igreja estava certa, Joseph teria decidido orar ao Senhor Deus, depois de ler Tiago 1:5 na Bíblia, que diz: e se algum de vós tem falta de sabedoria, peça a Deus que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto e ser-lhe-á dada. E então em um bosque perto de sua casa, Joseph teria orado perguntando e pedindo por sabedoria, qual era a igreja verdadeira. E então o próprio Joseph Smith relata: “Vi um pilar de luz acima de minha cabeça, mais brilhante que o sol, que descia gradualmente sobre mim. Quando a luz pousou sobre mim, vi dois Personagens cujo esplendor e glória desafiam qualquer descrição, pairando no ar, acima de mim. Um deles falou-me, chamando-me pelo nome, e disse, apontando para o outro: Este é Meu Filho Amado. Ouve-O!“. E Jesus Cristo, o salvador e redentor do mundo, revelou que nenhuma das crenças no mundo eram verdadeiras, e que ele (Joseph), deveria restaurar a igreja de Jesus Cristo exatamente como era antes, com doze apóstolos e um profeta.
– O Wikipédia também disse que Brigham Young (citado pelo Sueco) foi o primeiro governador do estado de Utah, pregador religioso e historiador americano. Foi também o segundo presidente d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, conhecida popularmente como mórmons.
– Peço desculpas pela Review atrasada a talvez mal detalhada. O tempo está curto, mas com o término de The Last Ship, outra série que cubro, terei mais tempo para caprichar nas reviews de HoW.













![Hell on Wheels 5×01/2: Chinatown/Mei Mei [Season Premiere]](https://seriemaniacos.tv/wp-content/uploads/2015/08/Hell-on-Wheels-5X01-218x150.jpg)
