Domingo é dia de tranquilidade, descanso, jogar conversa fora, não é? Errado!

Spoilers Abaixo:

A uma semana do final da temporada, tivemos em Hell on Wheels um domingo repleto de intrigas, planos e agitação.

Sobre agitação, a maior delas foi o súbito retorno de Thomas – não tanto pela rápida recuperação (?), mas principalmente por trazer consigo Hannah, a Sra. Durant. Não sei se por inferir/descobrir que o marido dormia com Lily ou se ela de fato já teria uma personalidade caracteristicamente forte, mas fato é que a mulher chegou dando as cartas e mostrando quem manda. Quanto a isso, nada mais emblemático do que despejar Lily do vagão “melhorzinho” que ela ocupava. Além disso, ela está de olho no dinheiro (ou na falta dele) da ferrovia; tanto que mandou o Sueco fuçar nos livros e tentou também se aliar com Bohannon e tirar Lily do comando das decisões.

Outra agitação que mobiliza a todos na ferrovia (a ponto de gerar aposta entre os desocupados) é saber qual será a cor do bebê de Eva. Este é um fator muito importante para os envolvidos na história, já que disto depende a atitude de Toole com a criança. Por mais corno manso compreensivo e acolhedor que ele seja, é evidente que (ainda mais para um homem que uma temporada atrás era bastante racista) ele não assumirá uma criança que nasça negra ou mulata.

Elam segue em busca do seu pedaço de chão. Porém, ficamos sabendo que Sean lhe passou a perna bonito, negociando uma escritura falsificada, pois aquela terra ainda pertence a Thomas. Interessante ver a personalidade mesquinha e furtiva de Thomas: quanto alguém fala mais grosso que ele, aí ele baixa a crista e muda de tática – deixa a força e passa para a negociação/chantagem. Exatamente isto que aconteceu aqui com Elam, o qual ouviu o pedido de um serviço sujo para ser feito. Pelo drama da cena final, fiquei com a impressão – posso muito bem estar enganado – de que o serviço seria matar Bohannon [não tem jeito; só semana que vem saberemos].

Eu me surpreendi com Joseph voltando à sua cultura nativa. Se Elam é um homem em procura de sua identidade entre o mundo dos brancos e o dos ricos, assim também Joseph/Black Noon: um homem que abandonou seu povo, abraçando a cultura e religião do “colonizador” e defrontando-se com os problemas desta escolha e da posição de mediador entre dois mundos. Como lembrado, na busca por uma “justiça” ou coisa que o valha, ele matou tanto o seu irmão quanto seu mestre, o Reverendo, e pai da mulher que ele gosta.

Por sua vez, o Sueco demonstra-se cada vez mais ardiloso, ao sabotar a máquina-a-vapor (aquela que é o grande símbolo da Revolução Industrial), causando um acidente [que eu pensei que seria mais sério, tendo inclusive mortos, pelo grande número de caídos de uma altura que parecia bem grande]. Mais um obstáculo na construção da ferrovia! Mas o perigo maior é o que o Sueco (trasvestido de Espírito Branco) será capaz de fazer entre os índios!!!

Com todos estes embates dos personagens, o terreno está preparado para um grande confronto com os índios. Até aqui a série vai muito bem, obrigado! Até a finale dupla da semana que vem!

PS: Toda a história da ponte sobre o desfiladeiro, a sabotagem e o acidente me fizeram lembrar a ponte mais famosa do cinema =) :

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