
“Blood is God.”
Spoilers Abaixo:
Passamos da metade desta temporada de HoW e podemos constatar que após um início meio vacilante, a série evoluiu bastante. É o terceiro episódio seguido que é repleto de boa e envolvente, sem, contudo, abandonar o lado dramático de seus personagens.
Purged Away With Blood dá sequência aos eventos da semana passada, mostrando que de fato o Sueco tinha um plano que envolvia armar os índios para que eles atacassem a ferrovia e que este plano envolvia a participação do Rev. Cole (mais despirocado do que nunca). Não posso deixar de mencionar que de primeira, nem reconheci de cara o Reverendo, todo arrumado e de cara lisa [ou, segundo o leitor Renan na review passada, a cara do Leleco, pai do Tufão! =)].
O trem que levava Thomas (acompanhando de Doc, o médico que lutou na guerra ao lado de Bohannon e seu amigo, e de Eva, como enfermeira) para Chicago sofre um atentado comandado por Cole, junto com alguns índios. O Reverendo mantém todos como refém, ameaçando matar a todos e exigindo que um manifesto contra a ferrovia possuir terras indígenas seja telegrafado para publicação em um jornal de Nova York. Paralelamente, o Sueco empreende sua vingança ao denunciar para a polícia que Doc (fugitivo) estava no trem.
De fora do trem, temos Bohannon, Elam e Lily; cada um sofrendo pelo perigo que, respectivamente, Doc, Eva e Thomas estão correndo. Novamente temos Bohannon e Lily discordando quanto à estratégia de ação (invadir ou não o trem) e novamente, vemos a solução de Bohannon dar certo e “salvar o dia”: desta vez, com a participação fundamental de Joseph. Sem deixar de creditar também a astúcia de Thomas ao telegrafar para a ferrovia.
O Reverendo Cole foi desde o início, um personagem muito doido, essa é a verdade. Seja como pregador do arrependimento dos pecados, mas misturando sempre a fé com uma dose de embriaguez [com trocadilho, por favor! =P] e delírio. Do pregador beberrão e defensor dos índios ao marido/pai violento, ele sempre esteve “fora da casinha”: principalmente, após perder a igreja e se aliar ao Sueco, que evidentemente – e com objetivos ainda muito obscuros – o manipulou em um plano insano. O que o move? É somente vingança contra Thomas e os demais? E aquela história de se achar/se dizer o white spirit?
Ao menos, toda esta tensão parece ter servido para Elam enfim demonstrar algum apreço pelo bebê, que certamente vai ser o estopim de muitos embates por sua condição mestiça; além de ser filho de ex-escravo e ex-prostituta!
Belíssimas as cenas em que Bohannon cede ao pedido do amigo que prefere partir desta vida justamente por meio de “mãos amigas” e o pedido derradeiro de perdão de Cole para Ruth. Esta cena é bela nem tanto pelo tardio arrependimento do pai, mas pela força da filha, que, de fato, se tornou uma mulher bela e forte e principalmente, capaz de perdoar o pai. Mas como somente o sangue é capaz de expiar nossos crimes mais horríveis, não restava outra saída para o Reverendo!
Até a próxima, pessoal!













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