
Uma tempestade se formando.
Spoilers Abaixo:
Scabs foi mais um passo acertado de Hell on Wheels, intensificando a tensão (que já dera o ar da graça no episódio anterior). No meio do caminho da ferrovia, estão os Sioux. Um território sagrado desta tribo está no caminho traçado para a construção da rota. E eles não estão para brincadeira, haja visto a tortura que eles fazem com o sentinela Fleming.
Bohannon segue aqui, no melhor estilo herói. Seja partindo para cima sozinho dos índios (e os expulsando, de uma forma “surpreendente”), seja sendo inflexível ao discutir com Durant e reafirmar que para construir a maldita ferrovia ele precisa de carta branca, autoridade total. E na verdade, esta é mesmo a única alternativa que Durant tem, dada a sua total inabilidade de comandar de fato seus homens. Na hora que a turba ensandecida levava-“o” para ser malhado – no melhor estilo Judas –m só faltou ele sentar e chorar.
O nosso protagonista é também firme com Lily – na discussão sobre desviar ou não o caminho da ferrovia da terra sagrada Sioux – e com Elam, mais uma vez, colocando-o no seu lugar. Coisa que, aliás, é o que ele mais vem precisando: um lugar para se situar.
Toda essa mudança brusca no seu status ali naquele mundo colocaram o personagem em um não-lugar. Como bem descreveram Toole e Psalms, respectivamente, ele está “um covarde” (que não consegue nem assumir a mulher que ama) e ele “não é nem negro nem branco” – no sentido em que não mais pertence a nenhum destes polos na estrutura da Hell on Wheels. Agora, há um fato novo: a gravidez de Eva. É claro que Elam a ama, mas ainda há algo muito estranho neste triângulo. Espantou-me tanto a reação completamente fria de Elam (a clássica pergunta: “Como você sabe que é meu?), a sinceridade total de Eva com Toole e principalmente, a atitude acolhedora dele. Aquele tiro que ele levou – lá na primeira temporada – afetou alguma área cerebral dele. Não é possível essa passividade toda do cara. Nem uma eventual paixão pela – belíssima – Eva explica isso!
Após o confronto com os Sioux, sentindo-se inseguros, os homens de Toole param o trabalho, reivindicando mais segurança (condições de trabalho, na nomenclatura trabalhista moderna). Os negros libertos, por sua vez, querem trabalhar, com a condição de receberem armas para se defenderem: o que os imigrantes brancos e Durant negam. Por fim, todo mundo entra em greve. Bohannon não só salva a pátria com a força e o poder, mas com astúcia e habilidade (a mesma que tanto falta a Durant), trazendo trabalhadores substitutos (o exército de reserva de mão de obra, da teoria marxista =P). Resultado: porradaria geral, fim da greve e os negros conseguiram as armas que queriam!!! Interessante notar como essas armas são importantes para eles. Escravos não tinham armas e agora, eles são homens livres. Na lógica em que eles estão, isso é um importante passo para eles enquanto indivíduos e grupo.
PS-1: Sueco e o Rev. Cole – os dois personagens que amargam a decadência e o ostracismo – juntos. Enquanto este não deixa de estar constantemente ébrio, aquele não estava nada morto; pelo contrário, constantemente atento ao jogo das forças ali. Além do que, com a guerra (e as mortes), realmente não faltará trabalho para eles!
PS-2: A trama foi bem dinâmica esta semana, mas – depois do que tivemos em Slaughterhouse, senti falta da continuidade da história dos irmãos McGiness e de Black Noon e Ruth…
PS-3: Impossível mencionar a homérica briga entre Psalms e Elam no meio da l-a-m-a! Briga com direitos a vários golpes baixos e escabrosos, como mordida, soco no saco, finalizando com um soco bem no meio da fronte, mas daqueles de ter que anotar a placa do caminhão que atropelou. Ele bem que tava merecendo!













![Hell on Wheels 5×01/2: Chinatown/Mei Mei [Season Premiere]](https://seriemaniacos.tv/wp-content/uploads/2015/08/Hell-on-Wheels-5X01-218x150.jpg)
