
Reunião Anual dos Filhos Postiços de Richard Webber.
Spoilers Abaixo:
Muito embora só Meredith e Avery tenham comparecido a essa grande festa, sinto que o número de convidados para esse maravilhoso evento deveria ser ainda maior. Depois que deixou de comandar o Seattle Grace Mercy Death, Richard ganhou muito mais tempo para investir em relacionamentos e, verdade seja dita, toda a interação dele, envolta em sexualidade senil, faz o episódio de Grey’s Anatomy ficar um pouco mais engraçado.
Essa é a grande pegada da semana: humor. Funcionou bem, em todos os momentos, inclusive aqueles em que a série faz piada com a falta total de graça que existe nas falas de Bailey. Até os roteiristas sabem que, apesar de forçarem a barra, ela não funciona nessa função. Bailey continua apenas flutuando entre situações no que é uma metáfora para o momento da personagem. Meio perdida, meio sem rumo, mas perto de encontrar alguma história que seja bacana de acompanhar. Pelo menos é isso que espero, porque Bailey sempre foi uma das minhas favoritas e detesto vê-la desperdiçada, tentando emplacar piadas ruins sobre testículos.
Aliás, o número de piadas escrotas (literalmente) foi grande, mas a situação pedia. Nem Karev conseguia lidar com o fato daquele rapaz ter bolas gigantes entre as pernas e fiquei esperando até que nos mostrassem a coisa em si. Não rolou. No meio disso tudo, a visita de Catherine Avery agita bastante as coisas, apesar de eu sentir imenso desconforto com aqueles olhares lascivos entre ela e Richard. Não é de espantar que Avery também fique incomodado, porque é além do limite de qualquer um.
Para Kepner, que está dando mais que chuchu na serra (nunca entendi essa expressão, mas uso mesmo assim) a presença da amada sogrinha também é um terror. Imaginem se Catherine soubesse que Avery e Kepner estão praticando “a última vez” adoidado e nem assim a menina deixa de ser chata e toda esquisita em qualquer situação social? Aposto que iria querer ensinar o filho a dar um orgasmo para uma mulher, já que para Catherine orgasmos deixam qualquer uma mais soltinha.
Gosto muito de ver Meredith e Derek sem maiores dramas familiares. Ele é exatamente o contrário de Arizona e está lidando com o pós-acidente super bem, aceitando sua condição como professor e levando o progresso de Meredith numa boa. Não acho que ele esteja conformado com o problema em sua mão. Nada disso. Mas Derek vive o momento e é feliz com o que tem agora, esperando que um dia, talvez, ele possa ser o mesmo profissional de antes.
Arizona, embora ainda carrancuda e escandalosa, dá sinais de que vai melhorar. Colocar a prótese vai ensiná-la que nada disso é pior do que perder a vida, mas tudo faz parte de um processo. Espero apenas que não seja muito longo, porque não aguento mais ver Callie sofrer e levar patadas à toa. Ainda nesse círculo, acho bem estranho que Karev não diga a verdade sobre a amputação, mas deve ser medo. Arizona já falou poucas e boas para ele por causa desse acidente.
Quem se saiu super bem emplacando comentários jocosos foi Cristina e simplesmente adorei que ela está do lado do médico Matusalém (mais velho que o Grand Canion!). Acho que nem comentei aqui, mas eu estava sentindo um climão entre ela e o Dr.Parker. Ainda bem que acabou por questões éticas. Lá no fundo eu ainda torço por Cristina e Owen. Fico com pena dele (apesar da traição), bebendo, usando gravatas feias e sozinho naquela cabana, esperando para ser comido por ursos. Não sei se esse casal ainda tem futuro, mas uma coisa é certa. Cristina vai voltar apara Seattle rapidamente, agora que desafiou o próprio chefe.













