Um desses episódios de meio de temporada. É assim que eu descreveria simplesmente essa semana em Grey’s Anatomy, onde tudo foi balanceado e sem grandes estouros de emoção. É sempre importante lembrar que os episódios “recheio” são um veículo condutor para os momentos essenciais da temporada e nesse, especificamente, ficamos com algumas dicas do que vem por aí no que diz respeito às pesquisas e ao prêmio conduzido por Party Kepner, assim como encerramos, ao que tudo indica, o assunto “Benjamim Bombeiro”.
Foi importante a reflexão de Warren sobre sua troca de profissão. De fato, ele tomou a decisão de se juntar aos bombeiros e nunca pensou sobre o que estava deixando para trás. A presença de Herrera foi bem interessante – a integração entre ela e Meredith foi bem bacana de acompanhar – e ajudou Ben a entender o motivo de sua mudança na área de atuação. Pensando no perfil dele como médico, ele é um cara muito mais do imediato do que de planejamento. Age bem sob pressão, pensa rápido, resolve com o que e como pode e isso é bem importante para quem está na linha de frente de salvamento.
O caso dos dois irmãos acidentados durante uma aula de química caseira nos levou para duas salas de cirurgia e levantou dois assuntos. O primeiro foi a volta de Bailey à ativa. Firme, mas cuidadosa com a própria saúde. O segundo é Meredith e sua nova técnica cirúrgica sci-fi. Parece que ela vai criar algo revolucionário mais uma vez, mas a concorrência será pesada. Aqui ainda poderíamos ver um terceiro ângulo, ao pensarmos na mãe dos garotos. Foi uma pequena participação, mas ela trouxe à tona uma culpa muito feminina e muito comum. Uma mulher que se divide entre maternidade e trabalho, encara como culpa um acidente. Foi bem importante essa colocação e é certo que muitas fãs da série vão se identificar com essa questão, que nos lembra que não somos capazes de controlar tudo o tempo todo.
Sobre a visita de Tom Koracick: DISPENSÁVEL. Não é um personagem engraçado como eles acham que é e só causa ranço. “Ai, mas ele descobriu que precisam mirar de vários pontos para destruir o tumor”. É. Deveriam ter deixado essa descoberta sob as asas de Amelia, sinceramente. Ah, fiquei em dúvida sobre aquele olhar de peixe morto dela para Karev no final do episódio. Não sei vocês, mas senti aquela vibração de paixonite fora de lugar.
Enquanto isso, Maggie namora Clive, Jackson faz ciuminho com alguém de nome Pria e Arizona defende Party-Kepner até ver de perto a situação. Honestamente, não sei bem o que pensar desse caminho para o qual estão levando a personagem. Só sei que é obviamente temporário e que, em perspectiva, essa reação continua sendo extremamente idiota e até vazia. Minha impressão é a de que Kepner, ao longo dos anos e das tragédias que viveu, saiu sempre fortalecida, apesar de sempre ter precisado de tempo (como qualquer ser humano normal) para se recuperar. Então vou dar mais tempo à Party-Kepner. O que ela está fazendo parece bobo, mas talvez seja um processo de cura legítimo, em algum nível, pelo menos.














