O nome desse episódio de Grey’s Anatomy é Civil War (Guerra Civil), mas todos nós sabemos que a verdadeira tradução para o que estamos vivenciando é Casos de Família e isso não é nada bom. Não vou nem tentar dizer que tem algo bacana nisso tudo. Não há. E o problema é um velho conhecido nosso e da série e chama-se: não saber a hora de parar.
Quando trouxeram Minnick para a trama, sabíamos que a ideia era apimentar, ter um novo conflito, mexer conosco ao colocar em xeque um dos mais queridos personagens (no caso, Richard). Um cara cuja figura de pai e professor é tão forte e inabalável que teríamos que questionar muito essas mudanças no hospital e realmente pensar nesse momento da série.
São 13 anos. A proposta parece ótima em teoria, mas na prática perdeu-se. A verdade é que já faz um tempo que a questão não é mais ensinar novos e competentes médicos, a questão é a briga de egos entre um trio que está cada vez mais insuportável, Catherine, April e Avery. Deixei Avery por último porque ele até seguia seu rumo sem ser um tremendo babaca, mas alcançamos esse ponto em Civil War, senhoras e senhores. No balaio (ou barraco) Richard ainda é o mais são. Apesar de ofendido e de questionar alguns pontos, ele ainda age com mais maturidade, mas claro, não vou livrá-lo de toda a culpa, pois uma parcela é dele.
O que vimos em Civil War foi um grande barraco familiar numa sala de cirurgia. E a cada diálogo, um mais chato e idiota que o outro, eu morria um pouco por dentro. Se o paciente atingido pela fritadeira de peru não morreu de tédio foi por estar realmente desacordado. Aquela cena me fez pensar em looping que eu “preferia star morta”.
Catherine é uma bruxa. Mulher do mal mesmo, sociopata, digo isso sempre. Manipula sim, April para mexer com os brios de Avery e os dois caem DIREITINHO. Ela também tenta demitir o maridão e acha que ele vai dormir com ela de boa, no hard feelings. Olhem essa maluquice. No meio da cirurgia, vemos o clássico meninos contra meninas e nada de bom sai dali. Está todo mundo errado, menos Warren, que é o único em cena que está agindo feito médico.

Reparem que o motivo da briga – Minnick – não é mais o motivo da briga. E faz tempo. O motivo da briga é mostrar quem tem mais razão, quem manda mais. Minnick está fora do eixo e só fica querendo pegar Arizona e fazer comidinha para ela. Minnick segue cuidando da própria vida. Parabéns para ela.
Aí temos uma antipatia de Karev por Riggs que surge do nada. Campeonato de mijo à distância para ver quem mata o bebê doente primeiro. Foi essa minha sensação. E Karev ainda vai atrás de Meredita dizer que ela tinha razão, que Riggs não é legal mesmo e blá, blá, blá. Eu ri, mas foi de nervoso. Convenhamos que Meredita e Riggs também saiu do nada e segue para lugar nenhum. Fica esse vai não vai e nenhum roteirista gasta dois minutos pensando que precisam construir essa relação. Não pode ser um monte de “eu sei que você tá afins, gata” jogado no vento. Cadê emoção, expectativa, romance? E talvez esse seja o começo real de um Karev que está mesmo interessado na melhor amiga. Poderia ser e vejo com bons olhos, mas façam direito.
> Só tem Spin-off e Revival na TV!
Façam direito porque Maggie tá jogada. Stephanie tá jogada. Wilson tá jogada. Bailey e Warren? Jogados. Owen e Amelia, nós adoraríamos que estivessem jogados num canto escuro duma caixa preta de avião perdida no oceano. Nunca quis tanto um avião nessa série. Um que caísse. De novo. Estamos precisando mesmo, já que não tem o menor sentido essa crise eterna de Amelia que acha que vai brigar com Owen pelo que, mesmo? NEM MOTIVO TEM. Esse homem ainda quer ficar casado com ela e eu fico abismada. Que fase estamos vivendo, meus amigos, que fase! E ainda temos muitos episódios pela frente. Se continuar assim, estamos perdidos. Chamem a Cristina Rocha para nos defender.















