Go get it, girl! Desde que percebi que o episódio dessa semana seria focado na Janet, minha expectativa foi ao alto e aguardei ansiosamente as loucuras que estavam por vir. E em relação à personagem, obtive tudo o que esperava e mais um pouco.
Janet é a melhor personagem da série. Totalmente adaptável, espontânea, engraçada e onipresente nos plots da série, o que acredito fazer dela alguém praticamente impossível de não gostar em grande parte dos momentos. Constantemente reiniciada, Janet muitas vezes nos representa nas loucuras do Good Place, pois apesar de ter conhecimentos advindos de todos os outros personagens, ainda fica perdida em muitas situações, apenas seguindo o baile. Dessa forma, ainda que não tenha sido muito crível a possibilidade de Michael autodestruir sua best friend forever, imaginar sua saída, embora outra “igual” surgisse, me fez perceber o quão bem interpretada Janet está sendo, graças ao talento grandioso de D’Arcy Carden, e como os não-humanos da série estão cada vez mais presos e enrolados nessa mistura de sentimentos e complicações que nós somos.

A humanidade é como o ranço por aquela pessoa detestável, aparece sem ser chamada, domina o seu ser e não há nada que se possa fazer. Michael e Janet ao longo dessa montanha russa aprenderam com seus erros, evoluíram e ainda que não tenham tido a intenção, adquiriram aspectos daqueles que eram suas cobaias, seus objetos a serem torturados ou ajudados. Totalmente diferente, mas ainda assim possível de se fazer analogia, quando viajamos e ficamos rodeados de pessoas que possuam sotaque diferente, por muito tempo, voltamos para casa muitas vezes falando de forma parecida.
Eleanor não errou ao dizer no último episódio que era possível Chidi ensinar a ética humana, apenas demandando um maior tempo. Não é necessariamente devido à criação de Michael que ele será incapaz de aprender e melhorar, e em um mundo onde a inteligência artificial está cada dia mais perto e avançada, acreditar que Janet está apaixonada por Jason é incrível e totalmente aceitável. De pouco em pouco nossos imortais estão caminhando para um mar de sentimentos maravilhosos e horríveis, o que poderá realmente resultar na ida de todos para o verdadeiro Good Place, porém a questão que fica é, quando? A série até o momento vem apresentando episódios engraçados, reflexivos e criativos, entretanto soa um pouco presa ao simples fato de melhorar o Team Cockroach, apenas mencionando às vezes o que Vicky está fazendo, o que acho um tremendo desperdício, e demorando muito para mostrar um desenvolvimento concreto tanto na possibilidade de Shawn descobrir o que ocorreu, quanto na possibilidade de fugirem para o Good Place.
Assistir Michael e Janet se declararem, fazerem testes mirabolantes, reproduzirem nossas reações com Jason e Tahani e procurarem Eleanor para resolver a situação foi com certeza hilário e rendeu boas risadas, não obstante, espero que The Good Place dê um pulo para frente e volte a ter um plot contínuo como na 1° temporada, pois até agora, tudo parece um pouco solto e se prendendo a fios.
“Good” points:
– Se até Michael e Janet estão sofrendo por amor, quem somos nós? Peguem seus sorvetes no pote, uma colher e vamos dar as mãos.
– Quero ganhar um sanduíche desse cada vez que eu minto.

– “Nós fomos roubados! Eles levaram as paredes, o chão. Nós estávamos parados bema aqui! Esses caras são muito bons.”. “Vocês estão dormindo juntos? Só depois que transamos.” Jason está cada dia melhor, quem diria.
> THE WALKING DEAD 8ª temporada!
– Adorei o The Dark Side of the Rainbow a la Janet. Essa série faz umas referências brilhantes.















