Depois de um episódio mais morno semana passada, eu esperava que teríamos algo na mesma linha em Not So Grand Jury, com Maia descobrindo que o pai a enganou e somente isso, enquanto dividíamos a atenção com algum caso da semana. Mas que sensação boa é essa de estar completamente enganado.

Ao invés de cozinhar a situação da firma com Kresteva até os últimos episódios da temporada, The Good Fight não guardou nada e entregou o ápice de um jogo de xadrez sendo lindamente jogado por todos os envolvidos. Se de um lado Kresteva conseguiu descobrir o blefe de Elsbeth, ela deu a volta por cima e conseguiu atrasar os planos dele ao usar o “race card” durante os depoimentos de Adrian e Barbara.

Toda essa troca de estratégia, com um lado ficando acima do outro a cada momento só deram mais emoção para Not So Grand Jury, que também se beneficiou do fato de não estarmos em um season finale. Como ainda teremos mais três episódios pela frente, não necessariamente as coisas terminariam bem esta semana, ou seja, tudo poderia acontecer. Mike teve algumas jogadas amadoras, como deixar alguém saber do júri antes dele acontecer, mas fez um movimento importante ao chegar nos investidores, que acabaram entregando Diane. Mas o melhor foi ver tudo ruir pelo fato de que Henry ia se safar ter ido a público, enfurecendo os poderosos que foram suas vítimas.

No meio de tudo isso, temos um episódio decisivo para “O que diabos está acontecendo com os Rindell?”, com nossa família disfuncional favorita tendo que encarar certas verdades. Agora que Maia sabe que o pai estava a usando e Henry sabendo que a filha também estava o usando de volta, todas as cartas e gravadores estavam literalmente na mesa, o que finalmente nos deu alguma luz sobre a quantas ia o caso de Henry.

Acredito sim quando ele afirma que aceitou se juntar a Kresteva para ajudar a esposa e a filha (e a si mesmo), e isso implica que alguma culpa ele tem para entregar os pontos desse jeito, ainda mais considerando que ele estava disposto a jogar Diane pros lobos para assegurar o acordo. Ainda bem que alguém nessa família tem juízo e Maia não estava disposta a ferrar com ninguém.

The Good Fight 1x07: Not So Grand Jury
The Good Fight 1×07: Not So Grand Jury

Falando em Diane, ela teve bons momentos ao lado de Adrian quando se viu encurralada, mas creio que está faltando um pouco mais de protagonismo para ela. Christine Baranski tem todas as condições de entregar muito mais do que vem sendo exigido dela e, com o caso Rindell ainda não solucionado e com seu nome ligado à Schtup List, talvez tenhamos mais Diane nos próximos episódios.

Por outro lado, Lucca assumiu o centro do palco e rendeu ótimos momentos com Colin. O relacionamento deles finalmente veio a público para alguém e a única sugestão é para que eles acabem e mesmo assim eles não dão a mínima e continuam na mesma e ainda conseguem manter a postura e o profissionalismo no tribunal. É de se admirar também a falta de enrolação no plot dos dois, em sete episódios já ganharam intimidade, viraram casal e isso já virou um problema ignorado pelos dois. Em séries normais isso demoraria uma temporada e meia para acontecer.

Ao encerrar o caso com Kresteva de uma maneira tão repentina, porém bastante satisfatória, The Good Fight mostra que não pode ser considerada previsível e, com o Caso Rindell sem solução por conta do fim do acordo de Mike, temos Diane e Maia correndo riscos sérios de sofrerem consequências dos esquemas alheios, com Colin também podendo se ferrar por conta de seu relacionamento com Lucca. Kresteva avisou que não acabou ainda. Ninguém está a salvo e isso é muito bom!

> Punho de Ferro, Crítica em Vídeo Sem Spoilers!

Notas de um julgamento:

– Adrian e Bárbara ótimos respondendo às perguntas e focando na questão racial.

– Já pode chamar o carinha que entrega as intimações pra ser recorrente?

– Elsbeth e Aida, que dupla maravilhosa.

– Marissa ajudou bastante, mas ainda precisa de mais destaque.

REVISÃO GERAL
Nota:
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good-fight-1x07-not-grand-juryAo encerrar o caso com Kresteva de uma maneira tão repentina, porém bastante satisfatória, The Good Fight mostra que não pode ser considerada previsível e, com o Caso Rindell sem solução por conta do fim do acordo de Mike, temos Diane e Maia correndo riscos sérios de sofrerem consequências dos esquemas alheios.