
Britanny: o unicórnio solitário que sempre salva Glee.
Spoilers Abaixo:
Gênia. Não tem como descrever Britanny com outra palavra, porque ela é exatamente isso. Uma figura genial que aparece e nos lembra porque ainda assistimos Glee toda semana, já que outra grande coisa que nos prendia (a parte musical) está fora dos trilhos.
Sou muito fã dessa personagem crocante e inusitada. Não importa o quanto eu saiba da capacidade de Britanny em dizer frases maravilhosas, ela sempre consegue ir além e me surpreender. Todo o lance dos unicórnios (It’s so fluffy I’m gonna die!) foi excelente. Bem humorado e utilizado em momentos chave para levantar o episódio, já que, desculpem a honestidade, todo o resto foi bem chato.
Sem Britanny dizendo que “caca de unicórnio é algodão doce” e que “unicórnios pretos viram zebras” quando a mágica acaba e o chifre cai, esse episódio teria sido um completo tédio, pelo menos, para mim. Aposto bastante nessa ideia de que Britanny será eleita presidente da classe e já torço por ela na presidência dos Estados Unidos. Se Obama chegou lá, Britanny representa a camada mulher e loira da população.
Tirando isso, eu dispensaria boa parte do episódio dessa semana, especialmente os musicais. Vou bater na mesma tecla e sinto muito se vão me achar inculta por não agüentar mais esse festival de canções provindas de musicais famosos. Eu não aguento mais e ponto final. Respeito quem gosta, afinal, há espaço para todos os estilos, mas Glee, ultimamente, resolveu que vai promover a arte da forma mais chata possível.
Lógico que Rachel cantou lindamente com Shelby. Lógico que Blaine foi bem nos vocais. Óbvio que Kurt provou ser bom de gogó. Só que nada disso, nenhuma dessas qualidades quer dizer que eu tenha gostado dos longos e longos minutos de musicais clássicos, só aponta fatos sobre a capacidade dos atores e cantores. O engraçado é que, da última vez que eu chequei, Glee ainda era uma série feita para (majoritariamente) adolescentes. Duvido muito que 90% desse público esteja interessado em ouvir Barbra Streisand em todos os episódios.
À parte de meu desgosto pelas escolhas da trilha sonora, deixo meu elogio para a dinâmica de Kurt no palco. Achei o trecho muito bem coreografado, apesar de um pouco longo, sendo, provavelmente, o melhor número apresentado.
Também gostei do retorno de Shelby e do isso significa em termos de trama. Ela tem interação com Rachel e ainda foi bacana ver uma motivação para Quinn e Puck na temporada. Essa briga pela guarda de Beth vai ser boa. Além do mais, Shelby vem como treinadora de OUTRO Glee dentro da McKinley High, prolongando a história da chatíssima Sugar Motta, que eu jurava que não passaria da Premiere.
Outra coisa que merece elogios é o espaço dado à coach Beiste, uma mulher que come um frango inteiro a cada refeição. Não sei por que, mas ri muito dessa fala específica. Will e Emma até que formam um bom trio calafrio com ela, todos unidos contra a megaevil Sue Sylvester.
Falando nisso, ainda parabenizo Clarinha Evil. Tirou onda da cara de Quinn (que não decorou as falas) e ainda foi ousada e abusada, completamente FIERCE ao falar o que todo mundo pensa: Will Schuester está muito SEXY. (-Not).
Músicas no episódio:
- “Something’s Coming” – West Side Story: Blaine (Darren Criss)
- “I’m The Greatest Star” – Funny Girl: Kurt (Chris Colfer)
- “Somewhere” – West Side Story: Shelby (Idina Menzel) e Rachel (Lea Michele)













