
Se a FOX e os produtores estavam procurando uma forma de fazer de Fringe uma série do tipo “caso da semana”, mas sem ter que abandonar sua fantástica mitologia, eles estão no caminho certo.
Spoilers abaixo:
Já são três episódios seguidos em que nos aprofundamos na mitologia fringiana! Além do caso da semana estar intimamente ligado às experiências feitas com o Cortexiphan feitas pelo Walter, é claro, foi possível resgatar os acontecimentos do último capítulo de forma excelente.
Sam Weiss é um personagem realmente muito intrigante. Fico feliz em ver que a Olivia aceitou que o cara é, de alguma forma, “especial”. Ele adivinhar o motivo da visita de Olivia nem foi tão impressionante, mas foi durante a partida de Detetive que as coisas começam a ficar interessantes. A sensibilidade dele para as necessidades da agente são impressionantes para alguém que ele não via há algum tempo. Como ele sabia que ela precisava de companhia? Pode parecer bobagem mas, para mim, ele foi lá para ela aprender um pouco mais sobre ele. Quando ele disse que é “mais alto do que aparenta” e “mais velho do que parece” a primeira coisa que me veio a mente foi: “Ele é da outra dimensão!!”. Não fiquei pensando demais ou analisando suas outras aparições para ver se faz sentido, mas a possibilidade é boa! Além disso, fiquei assustado quando ele reparou que a Olivia não usa cores primárias e ao dizer que ela é um “soldado”. Não se esqueçam que a guerra está próxima!
Você sabe que um ator é bom quando uma única expressão facial, que dura segundos, consegue passar tudo que o personagem está sentindo e pensando: John Noble, genial como sempre, em seu primeiro encontro com a Olivia após o fim do último episódio, prestem atenção na cara de “não estou confortável ao seu lado nesse momento, apesar de gostar você”. A emoção ao falar sobre o que fazer com o filho também é passada de forma sincera e sua decisão de abrir a caixa de pandora e contar a verdade pro Peter deve gerar conflitos avassaladores.
Nada me deixou mais feliz, no entanto, do que ver que o romance Peter-Olivia não deve engrenar, pelo menos não tão cedo. Foi legal comentarem sobre o quase-beijo, já que seria bem estranho se isso passasse batido, mas o Peter expressou muito bem: eles são uma família! Se começarem com um romancezinho vai-e-volta, não haverá mais confiança na equipe, o que seria realmente lamentável.
A Anna Torv tem crescido bastante como atriz e fez um ótimo trabalho em “Olivia. In the Lab. With the Revolver”. Me assusta pensar no que Nina Sharp pode ter dito que a fez quebrar seu código moral de conduta. Veja bem, quando ela diz que “se fosse o contrário, eu gostaria que ele me contasse”, é possível enxergá-la dizendo isso de coração, com convicção, mas “do nada” ela vira para o Walter e diz que não vai dizer nada? Muito suspeito. Pelo menos foi assim que nosso cientista maluco finalmente virou homem para assumir a responsabilidade de seus atos.
O caso do dia também foi interessante. Somente em sua última aparição que James Heath me convenceu de tudo que estava passando. Matar duas pessoas acidentalmente realmente deve mexer com a cabeça da pessoa, especialmente se uma delas é sua irmã. Então, por mais maluco que possa parecer a vontade dele de ganhar mais alguns dias de vida às custas de outros, dá pra entender seu sofrimento. Lembrando que esse é o segundo paciente do Walter que foi ativado pelo Intrepus (pra quem não lembra, o mesmo aconteceu no episódio “The Cure“), agora é questão de tempo até a vez da Olivia.













