
No momento em que mais queríamos a mitologia, ela se esconde e nos deixa chupando o dedo.
Spoilers Abaixo:
É absurdo o salto de qualidade que Fringe teve entre as suas duas temporadas, e isso é bastante perceptível, principalmente nas investigações, agora elaboradas e inteligentes. Mais o que os roteiristas ainda não perceberam – talvez pela pressa em recuperar a audiência – é que o diferencial da série é a sua criatividade ao abordar eventos sobrenaturais sobre um ponto de vista científico, e usar de uma forte história de fundo para isso. E Quando uma dessas partes não funciona em conjunto com a outra, o buraco começa a ser tapado com a fórmula que pode condenar o programa de vez. Sei que é um costume de sucesso da televisão americana usar casos da semana para atrair telespectadores desavisados, mas nenhum fã de Fringe vê a série por isso. Nós vemos a série por causa do Observador, do William Bell, do Padrão, das realidades alternativas… Casos bons são essenciais, e eu os apoio, desde que não funcionem como rotina, e sim como uma pausa no ritmo acelerado que a trama deveria estar tendo
Contudo, algumas referências ao passado foram interessantes em ‘Of Human Action’ e chego a afirmar que o Walter acabou salvando o episódio. Ver ele triste e feliz ao mesmo tempo enquanto encarava o império do parceiro Bell foi de quebrar o coração, sem falar que os laços com Nina Sharp foram reafirmados. Cedo demais para reacender as teorias de que ela se envolveu muito com os cientistas nos eventos anteriores a morte da assistente de laboratório? Ou até ajudando um deles a recuperar algo perdido? Não sei, mas certamente tem algo aí.
Assim, com isso dito, fico sem pensamentos restantes sobre esse episódio. Poderia preencher as próximas línguas com abobrinhas, mas isso não é útil e quando não se tem nada útil a falar, o silêncio é a melhor saída. E é por aí que eu saio. Até semana que vem.













