Eu não sei se sobrevivo à 6ª temporada de Doctor Who, só de pensar que o que vimos até aqui é literalmente só o começo…

Spoilers Abaixo:

E foi um começo frenético.  Do momento em que vimos Amy correr pelo deserto até o Doutor estalar os dedos e abrir a porta da TARDIS (dentro da suposta mais segura prisão já construída) aconteceu mais coisas do que em muitos episódios inteiros. Adorei a River mergulhando na piscina, quase repetindo suas ações em The Time of Angels. O mais legal da cena é que ela mostra, mais uma vez, a confiança absurda que a River tem no Doutor.

Os diálogos entre Alex Kingston e Matt Smith foram, mais uma vez, sensacionais. A química entre os dois é perfeita e talvez por isso a cena do beijo não me incomodou at all, até porque eu não acredito que ela vá mudar muita coisa na dinâmica entre os dois. Acho a ideia dos personagens sempre se encontrarem em ordem reversa absolutamente fascinante e mais uma vez o Moffat soube explorar isso muito bem.

O genial de a River perceber que aquele é o último beijo para ela está não só na cena em si, que foi excelente, diga-se de passagem, mas no fato de que ela mais uma vez explica a mudança no comportamento da personagem. É notável que a cada aparição  ela parece mais a vontade com o Doutor. Se você comparar, a River do último episódio em pouco lembra a que nós conhecemos em Silence in the Library. Achei incrível como o Moffat conseguiu explicar essas mudanças de comportamento com dois últimos episódios, primeiro com a coisa do dia negro em que o Doutor não vai lembrar mais dela e agora com o último beijo.

As cenas do orfanato foram uma agradável surpresa. Em meio a toda a escala épica de invasão alienígena, Nixon, área 51 (!!!) e tudo mais, eu não esperava encontrar uma mansão mal assombrada.  Foi muito legal a forma como ao mesmo tempo em que essas cenas estão em um tom diferente do restante do episódio, elas conseguem se encaixar sem problema algum na trama. A sequência da Amy andando sozinha pela casa foi impecável e conseguiu sucesso na difícil tarefa de nos colocar na perspectiva da personagem.

O que nos leva aos Silence.

Continuo achando o conceito por trás do vilão sensacional, principalmente pelas possibilidades que ele traz para a trama. A própria aparência dos Silence faz alusão à imagem padrão que nós temos de aliens – quem viu o Confidential sabe que ela lembra também o quadro “O Grito” – e passa a ideia de que em algum nível nosso subconsciente lembra o que viu. Adorei a ideia de que os Silence estão entre nós exercendo sua influência sob a raça humana desde sempre, e gostei da forma como o Doutor resolveu a situação temporariamente. Quem não viu o Armstrong pisar na Lua milhões de vezes? A ideia da mensagem subliminar e de que nós declaramos guerra aos Silence, mas só lembramos quando encontramos um deles é simples, inteligente e levemente boba, basicamente o que se espera do Doutor.

Quanto à cena final, sinceramente não faço ideia do que pensar. Quem é a menina, qual era (ou é) o plano dos Silence e o que foi aquela mulher de tapa-olho são perguntas que certamente vão, junto com a morte do Doutor, nos consumir por grande parte ou toda a temporada. De qualquer forma, eu continuo achando que a menina não é filha da Amy, ou que pelo menos não é uma gravidez simples e natural e estou convencida de que ela só disse estar grávida porque foi influenciada pelos Silence.

Como disse, não sei se sobrevivo a essa temporada, só de pensar que tem um hiato no meio…

PS. Alguém mais vai sentir saudade do Canton Delaware III? Acho que ele é o meu personagem favorito do Mark Sheppard, bem que o Moffat podia trazê-lo de volta no futuro.

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