A volta dos que não foram em World Enough and Time.
Caros amigos, tudo indica que estávamos presos na proximidade de um buraco negro e do lado onde o tempo passa mais rápido, pois já estamos na primeira parte do finale dessa temporada. O caminho não foi tão lindo como era de se esperar, nós tivemos alguns pequenos percalços, mas também fomos surpreendidos. E o episódio dessa semana já começa com uma cena pela qual não estávamos esperando. Todo mundo sabe que o Doctor vai se regenerar nessa temporada, mas cena de regeneração já no primeiro minuto? Como assim? Cadê o Nardole? Cadê a Bill? Por que está nevando tão forte? Alguém explica esse cabelo!!!
Mas vamos ficar calmos, pois isso ainda não aconteceu e para acalmar os ânimos exaltados nós somos levados a acompanhar um teste da rehab da Missy com seus companheiros/ lanches/dispensáveis. Eu gostei muito dessa dinâmica. Ver a Missy zombando dos métodos de trabalho do Doctor foi muito bom. Claro que o Moffat poderia ter sido mais econômico ao citar “Doctor Who” nessa cena. Eu gosto quando esse tipo de citação acontece, mas de forma mais natural. Foi bom? Foi. Mas depois de tantas repetições parece que Moffat queria apenas criar um auto fanservice. Eu consigo ver o Moffat sentado em uma poltrona, rindo freneticamente dessa cena e pensando: “Vai ter Doctor Who, sim!! E se reclamarem eu volto na próxima temporada e coloco muito mais!”.

E se colocar uma regeneração surpresa já não fosse o bastante, eles decidiram “matar” a Bill. O Doctor é inteiramente responsável por essa morte. Se não fosse a necessidade de provar que a Missy pode ser uma boa pessoa isso não teria acontecido. Ele poderia achar um jeito mais rápido de evitar a tragédia, mas preferiu agir de outra maneira para provar o seu ponto e isso levou Bill a encontrar o seu triste destino. Bill estava certa quando disse que isso era uma má ideia, pois Missy não é digna de confiança e poderia trai-los a qualquer momento, mas notem como existe uma ironia enorme nisso. Quem trai a garota não é a Missy em si, mas a sua encarnação anterior, o Master, que conseguiu cativá-la durante o tempo em que ela ficou presa no hospital.
A encarnação do Master interpretado por John Simm é uma das minhas favoritas e eu estava ansioso para vê-lo novamente. Mas não posso deixar de dizer que a revelação no fim do episódio seria muito mais impactante se não soubéssemos que ele estaria de volta. Desde que sua participação foi confirmada eu acredito que todos nós ficamos esperando por sua aparição em cada um dos episódios dessa temporada. Até cogitamos que fosse ele a pessoa que estava preso no cofre. Logo não demorou muito tempo para perceber que ele e Razer eram a mesma pessoa, só precisávamos saber quando a revelação seria feita.

Da mesma forma que a aparição do Master já era esperada por causa da divulgação excessiva, a conversão da Bill em um Cyberman não é tão chocante, embora continue sendo extremamente difícil de aceitar. É um destino triste para uma pessoa tão adorável e que com o tempo aprendemos a admirar. Quando sabemos que todas as pessoas no hospital serão convertidas em Cybermen e que são eles que a levaram para lá só nos resta aguardar para que esse momento aconteça. A BBC poderia ser mais econômica no material que é divulgado, não entregando tudo nos meses que antecedem a exibição e assim conseguir um resultado muito mais eficiente dentro da série.
Ainda assim trazer os Cybermen de Mondas é algo muito corajoso e fascinante. O design desses Cybermen é muito mais perturbador e assustador que as outras versões, mas também pode causar uma estranheza para quem está só acostumado com as versões mais recentes e modernas. Para quem já assistiu a Série Clássica a volta desses Cybermen deve trazer a mesma nostalgia e alegria causadas pela a aparição de Alpha Centauri em “Empress of Mars”, mas para quem só acompanha a nova série eles não possuem o mesmo efeito, embora possam despertar a curiosidade e funcionar como um convite para conhecer o passado da série.
> American Gods, Sexo, Sangue e Deuses!
E como todo o finale de duas partes as respostas para todas as questões desse episódio só serão respondidas na próxima semana. Bill conseguirá ser salva? Qual o impacto dessa conversão sobre o Doctor? O Master impedirá que o seu eu futuro se torne bom? Missy se voltou contra o Doctor ou isso é apenas um movimento estratégico? E a pergunta mais importante de todas: Moffat conseguirá criar uma finale digna sem decair na qualidade?














