Como se não houvessem assassinos suficientes em Miami, essa semana Dexter investiga um cold case.

Spoilers Abaixo:

Não é a primeira vez que vimos Dexter contemplando seu futuro e seu legado. O tema já foi abordado na 4ª temporada com Arthur Mitchell/Trinity, mas essa semana presenciamos um ídolo de infância de Dex vivendo seus dias finais em amargura e frustração. O assassino conhecido como “Fada dos Dentes” é um lembrete claro de que Dex não terá um final feliz. Ou ele suprime seu Dark Passenger de alguma forma ou o futuro nada promissor é inevitável.

Embora a trama principal da temporada tenha sido pouco explorada essa semana, o episódio serviu para destacar o desenvolvimento de personagens secundários, principalmente da nossa querida Deb e seu novo cargo de Tenente. Era óbvio que Deb encontraria milhões de problemas nesse início, mas estou gostando de ver que ela está seguindo seu próprio caminho. É importante notarmos que mesmo depois de tantos anos, Deb não consegue ser 100% funcional sem desabafar e absorver conselhos de Dexter. Claro que mesmo assim, isso não a impede de dar a melhor reposta de todos os tempos que um chefe já deu para um pedido de aumento: “Fuck off and die!”. #rialto

Fico um pouco preocupado com dois personagens secundários que agora parecem estar muito avulsos: LaGuerta e Quinn. LaGuerta já está sobrando por pelo menos umas três temporadas, mas essa nova “função” de ficar micro-gerenciado Deb, embora esperado, é totalmente desgastante por ser óbvio. Já Quinn, a sensação que tenho é de frustração, pois o personagem possui potencial e torço para abordarem o fato de ele saber que Dexter matou o Robocop na temporada passada. Só tenho medo de os roteiristas perderem o timing em aprofundar esse ângulo, ou pior ainda, nunca mais mencionar.

A dupla de religiosos fanáticos continua bastante misteriosa e quero aproveitar para abordar a teoria que circula por aí sobre o personagem de Edward James Olmos ser apenas fruto da mente do personagem de Colin Hanks, assim como Harry é para Dexter. Embora esse episódio tenha fortalecido essa teoria, preciso admitir que vou ficar muito decepcionado com o roteiro da série caso isso seja realmente verdade. No episódio passado, o personagem de James Olmos segura a cabeça do manequim que estava sendo transportado para dentro da igreja. Harry nunca teve esse tipo de interação com o mundo real. Gosto muito da ideia de outro assassino com “outro Harry”, mas essa cena do manequim descarta a possibilidade completamente.

Pensamentos finais:

– O melhor elogio que Masuka já recebeu na vida: “Dependendo da iluminação, até que você é bonitinho”.

– Só pela stag do Masuka ser fã do ITK, eu já sou fã dela. Por sinal, qual é a dela?

– Queria ter visto mais do Irmão Sam. Aliás, essa igreja dele está ficando mais atraente… Batismo com churrasco na praia? Aí sim.

– É impressão minha ou a vítima do “Fada dos Dentes” que foi encontrada no começo episódio respirou? Prestem atenção na região do estômago dela. Baita furo da direção.

– Se eu estivesse de férias em Miami e visse Os Cavaleiros do Apocalipse galopando no meio da Ocean Drive, juro que pegava o primeiro avião de volta para casa.

– Todos pensamos a mesma coisa sobre o novo detetive, certo?: Doakes 2.0. Isso é racismo! Brincadeira.

– Imagino o desespero de Dexter ao derrubar suas lâminas com sangue. Ele é completamente metódico e perfeccionista.

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