
A essa altura do campeonato acredito que já podemos batizar a quinta temporada de Dexter como a mais devagar até agora. Obviamente que com um dos melhores roteiros e protagonista da televisão, essa marcha lenta não é necessariamente um problema, mas só Deus sabe como sinto falta de mais vítimas em sua mesa.
Spoilers Abaixo:
Não apenas essa temporada é a mais lenta até agora como também é a com mais participações especiais. A participação de Jonny Lee Miller (Eli Stone), já era esperada desde que vimos sua foto no CD que Boyd tanto escutava. Jordan Chase, o palestrante motivacional que aparentemente lidera uma turma de estupradores assassinos, é um personagem que me agradou logo de cara. Estou muito curioso para entender o motivo de um palestrante e escritor de sucesso estar envolvido em crimes bizarros com seus amiguinhos de infância. Outro personagem novo que apareceu essa semana foi Cole (Chris Vance, Prison Break), o segurança particular de Jordan Chase e um dos poucos a pegar Dexter desprevenido. Gostei bastante dessas novas adições ao elenco da temporada e espero que ambos os novos personagens tenham mais destaque nos próximos episódios.
Por outro lado tenho que salientar meu desgosto pela vergonhosa atuação de Julia Stiles. Até então a sua má atuação não me incomodava muito devido ao fato de achar Lumen uma personagem bastante interessante, mas depois desse episódio – e de toda aquela falação de “nós”, “parceiros” e “ela está soando como Dexter” – comecei a ficar preocupado e sofrendo por antecipação com a possibilidade de Julia Stiles ir além dessa temporada e se tornar uma personagem fixa da série. Não é apenas pelo fato de eu não gostar da atuação dela, mas também já começa a me incomodar toda essa atenção que Lumen está recebendo. A série chama-se “Dexter” e não “Dexter e Lumen”. Gostei da ideia de Dexter ter uma pupila ou uma parceira no começo, mas agora já estou sentindo como se Lumen fosse a prioridade da temporada. Acho que esse caso poderia ter sido tratado como algo mais paralelo e em segundo plano.
O caso da Santa Morte, que tinha tudo para ser algo bastante promissor durante a temporada, acabou tendo sua meia resolução como uma sequência de cenas muito estranhas. Me senti como se estivesse assistindo outra série. Vamos ver se entendi direito o que aconteceu na boate: os irmão Fuentes entraram despercebidos na boate da polícia por uma entrada secreta, foram para a área vip, LaGuerta mandou uma civil como isca para os irmãos, a policial latina que estava disfarçada é convidada para área vip, um dos irmão encontra uma arma entre as pernas dela, o outro irmão mata a civil por engano e durante o tiroteio o segundo irmão caminha para a porta da frente da boate, onde encontra Deb e é morto depois de tentar usar uma pessoa inocente como escudo humano… Sério mesmo? Quantos furos podemos encontrar nessas cenas? Juro que não acreditei que estava assistindo a Dexter.
Fiquei ainda mais convencido de que Quinn pode realmente acabar descobrindo a verdade sobre Dexter. Mas depois de vê-lo hesitar a ouvir as mais novas informações que o RoboCop tinha sobre Dex, acho que ele deve guardar o segredo por amor a Deb. Aliás, tenho que admitir que eles possuem ótima química juntos.
Outra teoria furada que me passou pela cabeça depois desse episódio foi sobre a babá de Harrison. Fiquei imaginando a possibilidade de ela seqüestrar o garoto por achar Dex um pai muito ausente. Isso seria meio que copiar o final da segunda temporada de Sons of Anarchy, mas não duvido nada.
Enfim, esse episódio obviamente não foi dos meus favoritos, mas acho que meu desgosto foi maximizado pela questão pessoal sobre a atuação de Julia Stiles. Acredito que Jordan Chase vai acrescentar bastante e logo mais Cole estará na mesa de Dexter.
PS – Melhor frase da Deb de todos os tempos usando “fuck”: “Shit a brick and fuck me with it”. Fiquei dando risada uns bons 10 min.














