
O início do sexto ano de Desperate Housewives foi tão satisfatório que já era possível esperar por uma temporada impecável, pena que não demorou para a série entregar um dos episódios mais esquecíveis de sua longa história.
Spoilers Abaixo:
Mesmo que seja uma série constante em relação à sua qualidade, de vez em quando Desperate Housewives entrega alguns episódios tão esquecíveis que realmente não há muito o que comentar em relação a eles. Geralmente são capítulos que não fariam a mínima falta dentro da temporada, a não ser por uma ou outra surpresa que geralmente salva a trama da total falta de personalidade. Everybody Ought to Have a Maid não apenas quebrou o ótimo ritmo desse sexto ano, como também pode ser considerado um dos episódios mais fracos já vistos na série.
Para iniciar, nenhuma das personagens teve uma história decente, a começar por Bree que enfrentou a realidade de sua traição após receber uma lição da empregada do hotel que ela frequenta para dar suas “escapadas” com Karl. Até certo ponto a última cena entre as duas conseguiu emocionar (em especial pelo desempenho da Marcia Cross), mas o episódio acabou e Bree continuou seu caso da mesma maneira que antes – ou seja, para que diabos adiantou tudo aquilo? Só para fazer a personagem se sentir culpada com algo que (ao meu ver) a deixa feliz? Realmente ela não precisava daquela lição de moral (muito menos nós).
Já Lynette ajudou a sra. McCluskey ao contratar seu namorado para fazer pequenos serviços na casa, não imaginando que ele tinha uma visão muito antiquada sobre quem deveria ordenar o seu trabalho. A única coisa de boa que saiu disso foi aquela cena em que Tom explica ao velhinho o motivo pelo qual deixa ser “controlado” pela esposa – e, nesse sentido, vale destacar a atuação do sempre competente Doug Savant, que ao contrário do peso-morto Orson, sempre tem algo interessante a oferecer.
Por sua vez, Susan começou a ter sérios problemas com Katherine, especialmente quando esta parece investir cada vez mais na ideia de reconquistar Mike. Trama completamente desnecessária, mas não tão ridícula quanto aquela que Gaby teve nessa semana. É óbvio que algo iria dar errado naquela festa que fez para filha, mas precisava ser com aquele macaco? Foi algo que beirou o amadorismo, lembrando o pior tipo de comédia pastelão (algo que a série faz com frequência, porém aqui simplesmente funcionou como um insulto à inteligência dos espectadores).
A “surpresa” ao final foi o tiro que Susan deu em Katherine de forma inadvertida, o que pode causar alguns problemas para ela em breve. Contudo, isso não conseguiu salvar o episódio, nem mesmo a briguinha boba entre Danny e o pai. É inegável que Everybody Ought to Have a Maid teve um ou outro momento divertido, mas realmente não há como tolerar esse tipo de episódio cansativo e que nada acrescenta à trama.













