Nolan estava errado: Stahma não é a única serpente em Defiance.

Spoilers Abaixo:

Era uma vez um lugarzinho no meio do nada, que poderia muito bem passar despercebido, sem incomodar ninguém, onde os habitantes viveriam na mais perfeita paz e sossego, cantando em torno de fogueiras e assando marshmallows, colhendo flores no campo e bebendo água da fonte… Só que não.

É incrível a quantidade de pessoas que querem acabar com Defiance, ou com a Amanda, ou com os Tarr, ou com os McCawley ou com qualquer outra pessoa que viva naquele lugar. Gente pra quê tanto ódio acumulado? Vamos viver em paz, afinal os bons são a maioria. Tudo bem, eu sei que essas coisas existem para que a série se desenvolva, mas realmente não tem como não pensar no(s) motivo(s) que levam tanta gente a querer acabar com o lugar.

Deixando esses motivos de lado, e que com certeza serão trabalhados ao longo dos episódios que virão, vamos falar sobre esse último que foi exibido. Bem, não posso reclamar do tratamento dado para a Irisa, já que desde que comecei a ver Defiance, estou querendo saber mais sobre o passado dela e como eu já havia dito na review do episódio “The Devil In The Dark”, Irisa tem muito mais a mostrar do que parece. Descobrimos que Irisa possui a habilidade chamada “the sight” por que ela é (ou tem potencial para ser) uma espécie de Messias, a Escolhida e que, pelo o que entendi, trará a destruição assim que todo o ritual for completado. Não sei o porquê, mas acredito que de alguma maneira Irisa está ligada com aquelas pinturas da parede da mina que vimos no episódio anterior.

Não podemos nos esquecer do plot do Nolan, envolvendo o transporte de Rynn para a prisão, onde encontramos mais uma serpente da série: a embaixadora da República da Terra. Quando finalmente estávamos tendo a sensação que conseguiríamos ver um pouco mais do mundo, além das paredes de Defiance, somos levados para uma espécie de deserto, onde assaltantes querem se apoderar das maletas de dinheiro que estão sendo transportadas com nossos heróis (um pouco parecido demais com histórias de faroeste americano, não acham?).  Depois que todos os assaltantes morrem, a embaixadora se revela a verdadeira mente por trás do crime e isso me surpreende ainda mais, não pelo fato de ela ser uma criminosa, mas sim pelo fato de quê quase todos os planos arquitetados na série possuem uma mente feminina por trás deles.

E quando tudo parecia perdido, onde nem mesmo Nolan, nosso guardião poderia achar um jeito de se livrar dos problemas, eis que Rynn, que possui uma habilidade incrível para abrir algemas, aparece e salva o dia de todos, conseguindo também se livrar da prisão e levando de bônus o marido da embaixadora. Anotem aí: essa não foi a última aparição de Rynn, ela vai voltar.

Só para expressar minha preferência o plot da Irisa foi muito mais interessante e construtivo para a série, do quê a sequência do assalto no deserto. Acho que nossa “Little Wolf” será de grande importância para o season finale, mas ainda temos mais oito episódios até lá, então é melhor não querer apressar as coisas..

PS: Senti muito a falta de Stahma no episódio, poderiam ter, ao menos, a colocado como figurante por 3s, que eu já estaria feliz.

PS²: E o que dizer da cara de safado do Nolan, quando ele e Amanda conversavam sobre casamento compartilhado?

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