Jessica Jones chega ao fim de sua terceira temporada e com isso põe fim na parceria de quatro anos entre a Marvel e a Netflix. Uma parceria que rendeu muitos altos e baixos, mas acredito que a maioria dos fãs aprovou o que essas duas empresas fizeram com Demolidor e Jessica Jones. Tanto a série sobre o vigilante cego e a investigadora da Alias tinham algo de especial, que poderia durar alguns anos ainda.
Infelizmente, não foi isso que aconteceu. Com o final dessa poderosa parceria demos adeus – pelo menos, por enquanto – a alguns personagens queridos e ficamos com alguns finais em aberto. Eu fico feliz em dizer que os fãs desses dois Defensores podem dormir tranquilos sabendo que a terceira temporada de ambas as séries deu pelo menos um final a elas. Algumas coisas ficaram em aberto, mas eu terminei a jornada de Jessica sentindo que o principal havia sido respondido.
No terceiro ano da série da showrunner Melissa Rosenberg, vemos Jessica tendo que enfrentar um novo tipo de vilão ao mesmo tempo que sua relação com Trish Walker alcança níveis impensáveis.
Preciso parabenizar Melissa e o resto da equipe de roteiristas pelo trabalho impecável na relação dessas duas irmãs. Acredito que ninguém imaginaria o desenrolar dessa amizade depois de ter visto apenas a primeira temporada. Foi algo surpreendente e conduzido de maneira tão natural que foi impossível tirar os olhos da tela. Isso mostra como Jessica Jones foi mais do que tudo sobre batalhas emocionais do que chutes e socos. Algo um tanto quanto diferente numa série de heróis, mas acho que esse foi o diferencial que fez muitos maratonarem num fim de semana a primeira temporada.
Em contrapartida, não tem como não mencionar a primeira temporada e não falar do problema que as últimas duas temporadas tiveram em comum, que é a falta de um bom vilão. Quando Jessica matou Kilgrave no final do primeiro ano, eu estava com medo de que os produtores não conseguissem trazer um vilão a altura do que David Tennant fez. Infelizmente, eu estava mais do que certo. Gregory Salinger, a nova ameaça, deixou a desejar em momentos que você tinha certeza de que algo interessante podia acontecer.
No entanto, depois de terminar a temporada, começo a pensar que a falta de desenvolvimento de Salinger teve um proposito. Ele não era o verdadeiro foco da história, principalmente o que seria o coração dessa última temporada. Acredito que muitos também gostariam de tê-lo visto sendo explorado de maneira mais satisfatória, pois havia um grande potencial escondido naquela atuação. No entanto, os roteiristas compensaram esse problema com Trish e Jessica. O desenrolar dessa relação vai deixar muitos querendo mais uma temporada.
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Ainda acho que veremos Jessica Jones mais uma vez. Não tão cedo, e talvez com uma atriz diferente, mas mesmo que esse adeus dure muitos anos não me arrependo de ter começado essa jornada. A showrunner Melissa Rosenberg e a atriz Krysten Ritter nos deram algo gostosos de se acompanhar ao longo desses anos. Eu com certeza ficarei atento com futuras produções dessa equipe.













