Para quem estava sentindo falta, review dupla de Community. Divirtam-se.
Spoilers Abaixo:
2×07 – Aerodynamics of Gender
Confesso que tinha lido que algumas pessoas não haviam gostado do episódio, então fui vê-lo não esperando muita coisa. Mas ao fim do capítulo eu me perguntava: como alguém pode não ter gostado disso?
Para começar o review, nada melhor do que com o trio de homens de Greendale. E começo com o mais velho da turma, Pierce. Adorei ele sempre querendo imitar os outros dois e sempre se ferrando, ainda mais porque ele sempre tentava os superar e no fim acabava apenas rastejando para a próxima atividade dos dois. Mas o melhor mesmo foi ele se tornar um tipo de super vilão. A cena dele descobrindo e invadindo o “paraíso”, foi excelente. Ele chegando com aquele jeito obsessivo e irritadiço dele foi o contraste perfeito.
Sobre o “paraíso”, adorei que tudo era mais colorido e lento naquele lugar. E o trampolim foi só a cereja no bolo de tudo. Mas ela já serviu para o seu propósito por ter feito o Pierce sair voando para a lixeira e principalmente, por ter feito a provável cena mais engraçada do episódio: Jeff começando a sentir os prazeres deste novo mundo enquanto pula, diz que apenas naqueles 30 segundos já estava experimentando as sensações… Mas Troy o corrige, “se passaram uma hora”. Foi tão bizarramente engraçada a cena que aí o episódio me conquistou.
Só uma menção ao Donald Glover, ele estava ótimo aqui. E também pra dizer que o flashback da verdade, mostrando o zelador com a suástica ficou muito bem feito.
Já falei muito, mas nem falei ainda da parte Robocop/Meninas Malvadas. Antes falemos da Hilary Duff, que pra mim é lindíssima e como não comprometeu o andamento do capítulo, ficou de bom tamanho a participação dela. Adorei a cena final dela dizendo todas aquelas coisas para o Abed, mas o mérito foi dele.
Já que citei o rei, continuemos nele. O quão legal foi vê-lo perseguindo cada garota da escola e citando seus defeitos? Pra melhorar, só se tivesse posto do Mr. Chang no meio… Ops, fizeram isso. E o ex-professor consegue se destacar mesmo nestas pequenas participações e eu meio que gosto mais dele assim.
Foi interessante ver as garotas tentando fazer algo com apenas elas. E adorei ainda mais elas sendo seduzidas pelo poder do seu companheiro de grupo e meio que passando para o outro lado. As melhores cenas são de quando o Abed já esta agindo profissionalmente a lá Robocop e escolhendo suas vitimas e as executando. E o quão poético não foi ele restabelecendo a ordem natural das coisas?
2×08 – Cooperative Calligraphy
Para quem ainda não sabe, este foi um ‘Bottle Episode‘. Mas claro que é impossível você não saber isso, pois o Abed ficou repetindo a cada cinco segundos no inicio do episódio. Podemos considerar esta metalinguagem jogada na nossa cara como o único ponto negativo aqui. E nem foi nada demais. Sobre o significado da palavra, seria algo como um ‘capítulo de baixo orçamento’. Todos os atores em uma mesmo local, apenas um cenário e coisas assim.
Gostamos de Community e todas as suas referências e episódios temáticos, gostamos de ver Zumbis e cenários de guerra em meio à faculdade. Claro que um episódio homenageando Apolo 13 nos agrada bem, assim como a máfia do frango. Gostamos de tudo isso. E claro que não poderíamos estar mais ansiosos pelo episódio em stop motion. Mas às vezes apenas os personagens já nos são o bastante.
Alias, tudo isso que falei e vimos na série até hoje é tão bom somente porque nos importamos com estas pessoas, porque criamos um vínculo. Teste rever os primeiros episódios e perceba que desta vez terá gostado mais deles. Pois hoje Abed, Annie, Jeff e cia fazem parte de nossas vidas. E notamos em cenas simples, como o silêncio do Troy aqui, que ele ficou meio apreensivo de saber que a Shirley pode estar grávida do Mr. Chang. Assim como nós ficamos.
Então um episódio como esse, em que temos apenas este grupo de pessoas totalmente diferentes uma das outras que se juntou meio por acaso, serve para mostrar a força da série. A força por trás de todas as referências, o motor que a faz funcionar, mas que nem sempre está aparente. Vimos a força bruta que move a série, apenas personagens interagindo entre si, apenas diálogos. E não poderia ter sido melhor do que isso.
O capítulo estava meio se estranhando comigo no inicio, então o grito da Annie impedindo que todos saiam da sala de estudos, meio que me chamou a atenção também. E quando o Jeff surtou e começou a colocar a sala de cabeça para baixo, foi quando eu notei que estava diante de algo foda. Sinceramente? Os melhores episódios são os que vão crescendo, como este.
Um dos melhores momentos foi o discurso do Jeff sobre o fantasma ter roubado a caneta. E tudo ficou ainda mais bonito quando o Troy começa a contar sua história delusional. Confesso que amei a cena. E com isso eles escolhem acreditar que nenhuma pessoa dali faria algo daquele jeito, que não teria motivo algum para isso. E essas eram as mesmas pessoas que passaram o episódio inteiro acusando um ao outro. Incluindo ai o Abed e suas anotações sobre suas colegas. Mas é o que torna tudo mais adorável, divertido e acreditável.
Enfim, feliz com a volta do macaquinho do episódio da Máfia e mais que feliz com estes dois episódios.












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