Começo afirmando que a trama de A Breaking Point me surpreendeu bastante, mas cá entre nós, vocês sabem por que esse episódio foi tão bom? Porque não foi um episódio sobre a 6º temporada de Chicago Fire, que ultimamente só tem tratado de plots vazios e sem sentido. Casey tentando lidar com as burocracias que vêm com o cargo importante que conquistou; Otis, Herman e Mouch decidindo o que fazer com o mascote, isso sim é Chicago Fire, embora me doa dizer isso. A história apresentada nesta semana em A Breaking Point diz respeito a um fato totalmente isolado, bem diferente das histórias em que os roteiristas estão apostando; por isso o episódio foi ótimo.
Alguns de vocês devem ter acompanhado a review de CF da semana passada, na qual eu afirmei que esse episódio foi uma espécie de readaptação do 5×04- “Nobody else is diyng today”, só relembrando, em que Casey fica preso numa sala com uma garota adolescente e seu pai, tentando juntos escapar de lá e recorrendo a todo tipo de estratégia para que o ácido sulfúrico em forma de gás, não adentrasse à sala onde estavam. Bom, devo dizer que fiquei satisfeito com essa readaptação e apesar de já termos visto Dawson antes sobre escombros em 2×20- “A dark day”. Foi ótimo relembrar como a nossa bombeira-paramédica preferida do 51 se sai numa situação extrema como essa. Vale salientar que a intenção dos roteiristas foi ótima. Funcionou para essa semana. Mas não abusem disso! A temporada ainda precisa de um plot central, como já havia dito antes. Ainda dá tempo, galera!

A ideia do acidente, apesar de um pouco batida, foi muito bem desenvolvida. A sensação que temos ao ver uma vítima morta logo de cara com um trauma na cabeça já foi bem agoniante e os empecilhos como o pilar ruindo, uma das sobreviventes ao desabamento criando problemas com os outros, a ausência de ferramentas, bem como meios para que se salvassem, conseguiu criar uma boa atmosfera de suspense que CF sabe bem como fazer (quando quer).
Mesmo o episódio sendo bom, o mesmo apresentou um furo terrível. Se era uma surpresa que Dawson havia combinado com Cindy, por que ela contou tudo a Casey de última hora? A única justificativa para estragar a surpresa é se Cindy soubesse que Dawson estava sob os escombros, mas não foi isso o que aconteceu, senão ela teria avisado, não teria deixado os bombeiros do 51 tirarem essa conclusão sozinhos. Foi uma forma muito forçada de o 51 ficar sabendo que a paramédica deles corria perigo. Muito mais pertinente que o carro de Dawson fosse notado pelos bombeiros no noticiário em frente ao acidente e então, Casey tentasse ligar. Como naturalmente ela não atenderia, aí sim, todos iriam conferir o que se passava. Já posso ser roteirista? 🙂
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Casey se arriscando para salvar Dawson foi um ato heroico e digno de um Capitão. Para nós, telespectadores, tudo pareceu como uma espécie de um “5×22- My miracle” invertido: Casey conseguindo fazer por ela o que Dawson não conseguiu, invadindo o local do acidente e salvando-a ele mesmo. O alívio que seu semblante demonstrou quando conseguiu sair da garagem e abraçar Casey foi muito reconfortante, assim como a troca de homenagens entre os dois, na cerimônia de promoção a Capitão. Isso mostra como aqueles dois sempre conseguem superar seus fardos e seguir em frente.

Esse episódio é a prova viva de que CF precisa, urgentemente, renovar suas histórias e seus personagens. Poxa, a relação hostil entre algumas das vítimas dos escombros me pareceu mais instigante do que as tramas do próprio pessoal da série. O que foi feito nesse episódio me pareceu uma tentativa certeira e foi bastante proveitoso! Despeço-me dessa review com a esperança de que o próximo episódio conserve o nível deste último.
Ressalvas sobre A Breaking Point:
- Após saber do rumor do roubo envolvendo Hope, eu esperava que Brett tivesse a atitude de investigar a fundo essa história. Mas a personagem continua em sua inércia e pelo visto, caberá à Stella a função de desenterrar tudo e desmascarar Hope;
- Não entendi porque quando a garota estava presa no elevador, Dawson delegou que o cara que ocupava o caixa do banco falasse com ela… Como paramédica, não seria ela a mais experiente em tratar de vítimas no estado em que a garota se encontrava?
– Dan Feuerriegel, o ator que interpretou o Sargento Will Tucker foi o mesmo que interpretou “Agron”, na série Spartacus. Como sou fã da série, não podia deixar passar em branco. Vocês lembram dele?















