
Pegando carona no sucesso de High School Musical, os britânicos resolveram criar essa série, do mesmo estilo só que pior. Você que, ao contrário de mim, preza o seu tempo, passe longe dessa criação. Continue lendo o post para encontrar os motivos que levariam alguém a assistir e o que, de fato, acontece em vários aspectos da trama.
Spoilers abaixo!
Motivação: Eu adoro musicais!
Desmotivação: As músicas, junto com a dança, são o maior problema da série. Imaginem Kelly Key meets Latino, é mais ou menos por aí. Letras toscas e infantis, fora as vozes que ficam tão artificiais que nem dá pra perceber que são dos atores.
Motivação: Eu adoro dança!
Desmotivação: Quem me conhece um pouquinho sabe que eu também sou apaixonado com dança, mas aqui dá até vergonha de assumir. As coreografias mais simplistas, tiveram um mínimo de consultoria, e, dos “dançarinos” só dois iriam pra Vegas em “So You Think You Can Dance”, o resto não passaria nem da primeira fase.
Motivação: Os personagens devem ser bons, tem até o Maxxie de Skins!!
Desmotivação: Doce ilusão. Eu caí na mesma pegadinha e fui assistir o primeiro episódio em homenagem ao Maxxie. Vou comentar rapidamente cada um dos seis protagonistas.
- Danny – o galã: Típico pegador meio bobo, vive indeciso entre Lauren e Claudine. No segundo episódio é diagnosticado com dislexia, o que poderia dar uma profundidade ao personagem, mas o assunto nunca mais retornou.
- Lauren – a insegura: Ela entrou na escola (Britannia High) sem fazer nenhum tipo de teste e, por esse motivo, foi discriminada o primeiro episódio inteiro, já que todo mundo “provou” que é bom pra entrar. Pelo mesmo motivo ela vive questionando sua qualidade como cantora/dançarina. No finzinho da temporada ela espera a resposta pra ver se tem uma doença mortal, mas nem isso ela tinha pra ficar interessante.
- Lola – a bobinha: Se alguém disser “Eu tenho a cara do meu pai”, ela responde com a maior “inocência” idiota: “Ué, mas e seu pai, ficou sem cara?” Acho que ela devia ser a parte cômica da série, mas suas falas só a deixam mais e mais tosca. É apaixonada por um professor que acaba saindo da escola só pra ficar com ela no final. Brega.
- Jez – o gay: É aquele personagem que existe só pra mostrar que o preconceito acabou. Bonitão e rico, tem problemas com o pai que o quer como empresário. O pai descobre que ele está em uma escola de artes, vai em uma de suas apresentações, chora e ainda o quer fora do lugar. Já viu isso antes? Pois é…
- Claudine – a vilã: Morre de amores pelo Danny e faz de tudo para o separar da Lauren. O grande problema dela é esse meio termo de sou legal, sou mala. Na mesma cena em que aparece quebrando o pau com alguém, ela sai dançando de mãos dadas com a mesma pessoa, sem resolver o problema. Não dá. Seus problemas da infância não serviram pra nada, já que a atriz não conseguiu passar nenhuma emoção.
O último episódio, um “especial” de uma hora de duração, ainda traz o diretor da escola, Mr. Nugent, numa atuação de causar vergonha alheia, apresentando as apresentações de encerramento do ano. O problema é que, na maior falta de criatividade da história, as (mais de 10) apresentações são, na verdade, re-apresentações de quase todas as músicas que eles fizeram durante toda a temporada.
Aí alguem pergunta:
– Daniel, por que você viu isso até o final?
E eu respondo:
– Não sei. =/











