Charlie resolve fazer piada de bêbado… Só que sem bebida. E essa, no geral, é a vida de Anger Management: reciclar Two and a Half Men, tentando não utilizar toda a aura de Two and a half Men. Dá certo?

Spoilers Abaixo:


Por enquanto, não muito. Como bem a paciente gostosa ressaltou no início do episódio, para arrancar a verdade de alguém você não tira o sono do dito cujo – você dá bebida pra ele. Mas usar o artifício álcool logo na segunda semana seria Charlie Harper demais, então os escritores resolveram deixar todo mundo sem dormir por dois dias para fazer uma sessão. Não que isso tenha sido lá muito engraçado, mas teve seus momentos.

Por enquanto, a melhor coisa desse seriado tem sido o Ed. Suas tiradas rápidas têm sido bem escritas e dá pra rir um pouco com ele ainda, mas tirando o coroa, não tem muito o que se salvar naquele grupo. Nolan e Patrick ainda estão sem dizer para que vieram (espero que mais pra frente eles ganhem mais atenção), e a gostosa por enquanto também não me fez rir muito. Mas o caso dela talvez nem seja esse, afinal das contas.

Antes de tentar olhar pra qualquer personagem secundário, eu e você sabemos que a gente só está aqui por causa da curiosidade monstra em saber o que vai ser “a nova série do Charlie Sheen”. E, querendo ou não, o bom e velho Charlie é aquele que a gente acostumou a ver nos tempos áureos do Harper. Como resolver isso, se é uma série nova, é o grande desafio. Por enquanto, a tentativa de ficar “em cima do muro” (mudar um pouco, e manter uma parte) ainda não trouxe muitos resultados. Não dá pra saber se eu espero uma atitude mulherenga ou um pai de família responsável ainda. Enquanto a série não definir quem é Charlie Goodson, todo o resto vai ficar em standby.

Por último, vale a menção ao fato de que claramente a outra psicóloga estava morrendo de rir enquanto dava tapas no Charlie. Seja por atuação ruim (provavelmente) ou proposital, o legal é que isso de fato me fez rir. Da mesma forma que eu dou risada com piada mal feita na TV brasileira, é verdade, mas o importante é que fez rir. E por enquanto é disso que Anger Management tem sido sinônimo: uma piada legal aqui, outra ali, mas muita coisa no meio que faz você ter vontade de falar mal. Assim como uma série dessas da TV brasileira.

Isso faz a gente pensar um pouco…

(Em tempo, não confundam: a partir da semana que vem, o ‘Tiago’ que cuidará de Anger Management não serei mais eu, e sim o Pereira. Por motivos particulares me despeço por aqui dos reviews desta série. Mas fiquem tranquilos, pois vocês ficaram com um redator excelente)

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