Hora de focar nos nerds.
Estes dois últimos episódio serviram principalmente para melhorar a linearidade da narrativa, sendo os dois focados nos membros até então mais subestimados da equipe, mesmo que com focos totalmente diferentes. Normalmente eu defendo a série, pois sinceramente gosto do que ela me apresenta, mas ainda assim devo dizer que este The Hub sofreu uma leve queda de qualidade, principalmente em relação ao anterior.
Concordo com Diego Antunes quando ele diz que F.Z.Z.T foi o melhor episódio até aqui. Na tentativa do roteiro de continuar dando importância não apenas aos personagens Fitz-Simmons, mas também ao relacionamento entre eles, ele peca ao dar maior tempo de tela para o que acontecia no interior do Hub. O drama sofrido pela doutora no episódio passado foi muito mais convincente (e comovente, mesmo já sabendo como iria terminar), e embora Ward e Fitz tenham tido alguns momentos muito bons, a trama deles poderia ter sido melhor explorada.
Um ponto positivo que devemos reconhecer foi o fato de mostrar a habilidade de ambos em campo, sem dar maior importância para um ou para outro. Apesar disso, eu ainda estava esperando mais da primeira incursão do nerd em campo. Não que eu esperasse que ele fosse quebrar a cara de algum bandido, até porque isso seria totalmente oposto ao personagem, mas ainda assim, fiquei com uma sensação de… não sei. Esperava mais, só sei disso.
Por outro lado, apesar de desnecessário tanto tempo de tela, alguns acontecimentos no interior do Hub foram necessários. Já vimos, por exemplo, que com um pouquinho de esforço, Skye pode burlar o sistema da pulseirinha fashion, de modo que ela estar com ela não seja uma garantia de que ela não vá aprontar das suas. Também ficou muito mais claro como funciona a agência vista de dentro, com todas as suas regras e protocolos, mas principalmente, a questão da hierarquia. Já tinha ficado bem claro para mim desde o piloto que havia essa questão de diferenças de níveis dentro da organização, mas eu não tinha percebido que mesmo os membros do time não estavam no mesmo nível. Não sei se eu que sou tapado demais ou se realmente o roteiro não tinha deixado claro até então, mas eu estava feliz e faceiro achando que todos que voavam no jatinho do Coulson era nível 7. Quantos níveis será que existe? Até agora foram mostrados oito, mas aposto que tem mais, e quem sabe isso não vira trama mais para a frente.
Outro ponto bastante discutido no episódio é a lealdade dentro do time, e como Phil mudou e não omite mais informações e não deixa mais nenhum membro no escuro e não manda nenhum agente para a morte e moverá céus e terra para salvá-los e… ufa! Acho que já deu para entender. O fato é que tudo isso vem para compor um pedacinho do quebra-cabeças de o que realmente aconteceu a ele ao ser morto pelo Loki. Skye disse que Phil estava agindo como uma versão robô dele mesmo. Claro que no contexto e nas circunstâncias ditas, trata-se de uma piada, mas me pergunto se não é uma forma sacana de nos darem uma pista quanto à verdade. Outro ponto que ficou aberto foi o arco da família de Skye. Como sempre acontece em início de temporada, parecia que teríamos algumas respostas, mas só ficamos com mais perguntas e mais mistérios, principalmente ao final do episódio.
Uma cena que eu particularmente gostei foi da Simmons tentando hackear o painel. Tudo bem que ela serviu, antes de tudo, como um alívio cômico, mas foi bem trabalhada, não traiu a lógica da personagem, e foi super engraçado vê-la indo do desespero ao desespero absoluto, tentando seduzir o agente superior aleatório, acabando atirando nele. Outra cena cômica que merece destaque é da Lucy Liu fake à lá Shifu e o monólogo desesperado do Phil.
O episódio resgatou em sua narrativa os acontecimentos do episódio passado, mas serviu principalmente para desenvolver seus arcos principais, e para dar uma maior importância ao casal nerd que vinha sendo bem pouco aproveitados. A “cena pós crédito” do episódio mostra que Phil continua com a pulga atrás da orelha quanto à sua ressureição. As tramas ao pouco de desenrola e cresce, mas a um ritmo bem lento, como é de praxe em séries deste formato. O lado positivo é que isso deixa claro que embora, visivelmente, uma das funções da série como um todo seja funcionar como uma ponte entre os filmes, ou pelo menos trabalhar arcos destes, não está restrito a apenas isso, demonstrando que ela está em busca de uma trama própria, que se sustente sem precisar dos longas de Hollywood.
Em tempo 1: Falando em pontes, filmes, etc, como muitos já devem ter visto aqui mesmo no site, o próximo episódio é intitulado The Well, e promete dar continuidade a um arco visto no recém lançado Thor – O Mundo Sombrio.
Em tempo 2: Eu ri muito da cena do Fitz com o carrinho e a porta no Hub. Totalmente pastelão, mas eu gosto deste tipo de humor.
Em tempo 3: Achei desnecessário aquele tempo de conversa entre Ward e Fitz sobre o plano de extração ser mentira. O principal objetivo é provar para o público que Fitz conseguiria desarmar a arma mesmo com essa pressão sobre ele, e nem um pouco surpreendentemente, ele conseguiu! Já que não gerou o impacto esperado, e todos sabíamos que ele conseguiria de um jeito ou de outro, para que isso?
Em tempo 4: “Mais ação, menos conversa, agente Ward. O tempo não está do nosso lado”. Fitz se sentindo James Bond.
Em tempo 5: “Praticamente o salvei de um bando de bandidos russos, e chutei algumas cabeças”. Fitz tentando ganhar Simmons.
Em tempo 6: “Eu atirei no peito de um oficial superior”. Simmons deixando Fitz com cara impagável de tacho.
Em tempo 7: Ok, demorou um pouco, mas depois destes dois últimos episódios, eu estou shippando eles.















