A tortura, a volta dos que não foram, as verdades não ditas e as escolhas ainda não feitas tecem as possibilidades para reta final de 12 Monkeys.

Hoje começarei falando de Ramse. Exatamente porque li em alguns comentários a respeito da minha “implicância” para com o personagem. Bem, eu não tenho ranço pelo personagem. Ao contrário, tenho raiva do modo como os roteiristas o utilizam na série. Desde o início, ele sempre quis salvar Sam. Até aí, tudo bem. Porém, ficar nesse plot repetitivo, quase um Loop, por duas temporadas é algo cansativo e extremamente chato. Ramse, é um personagem bem mais complexo do que isso. Não cabe torna-lo um personagem estático, raso, pobre, repetitivo; passível quanto ao seu comportamento, infenso à evolução. O personagem nunca surpreende (claro, se ele for a testemunha ganhará alguns pontinhos); ele nada mais é, por enquanto, que uma muleta de ação. Espero, que neste desfecho de temporada Ramse surpreenda ao se tornar um personagem tridimensional e abra mão dessa bilateralidade entre o bem e o mal. Afinal, personagens carecem de evolução. Fica a dica senhores roteiristas.

O guardião foi a peça que faltava para descobrirmos o porquê de Ramse e Cassie tanto se odiarem.

Existe muitos finais, mas o correto, é aquele que você escolhe

– James Cole

ESCOLHA. O que é escolha? Afinal, por que a série sempre se pauta no poder da escolha dos personagens? Para Cole, principalmente, a escolha sempre é um caminho bifurcado rumo a um único objetivo, salvar a humanidade. Ramse e Cassie estão sendo bem mesquinhos. Cole não precisa, por enquanto, escolher entre os dois. Mais uma hora ou outra ele terá que fazer a escolha entre a amizade segura, sólida, compreensiva, faceira e companheira de Ramse ao amor sincero, sensível, carinhoso e abrasivo de Cassie. Duas pessoas igualmente importantes para ele. Escolher o amor ou amizade? Poxa! Cole sempre se sacrificou por ambos, sempre mostrou ser capaz de tudo pelo bem-estar de todos. Para ele, é inadmissível escolher um final para si com apenas um deles. A escolha de Cole não está vinculada ao da possibilidade, pois ele não ver Cassie e Ramse como possibilidades. Ele os vê como a única escolha. O final certo de uma história que ambos ajudaram a conquistar. A pergunta que fica é: Será que ele realmente poderá escolher entre os dois, definitivamente? Ou, alguém se sacrificará o isentando de tamanha escolha? Veremos!

A dinamicidade entre Cole e Jennifer é algo que já foi trabalhado com bastante êxito. Desta vez não foi diferente. Como sempre, Jennifer foi bastante enigmática ao falar com Cole em 2044. Achei estranho ela dizer: A filha dela (Jones-Hannah), a minha filha (Jennifer-Zeit)… Houve um tempo em que você acertaria”. Posso soar como presunçoso. Mas, Jennifer “batizar” a filha de Jones como Zeit “tempo” em alemão é algo no mínimo questionável. Afinal, desde o início da série, Jeniffer nunca foi aleatória. Nada que ela fez, disse ou não disse era asneira. Todas as peças sempre se encaixaram perfeitamente no quebra-cabeça do tempo. Da mesma forma, Hannah estranhamente diz: “Gosto mais da história do cisne, lá ninguém morre. A ciência matou o mundo. Agora a sua máquina vai acabar com o que restou de nós”. Essa frase seria algo que você diria para a mãe que você acabará de conhecer? Provavelmente não. Ela sempre é fria com Jones e isso é muito frustrante. Ela não vê a mãe a 24 anos!! Talvez seja implicância minha, mas ela me deixou com uma pulga atrás da orelha. Por certo, Hannah se junta a outros personagens como sendo a possível testemunha.

JENIFFER e sua Hienas maluquetes. Acabo até sendo repetitivo quando falo sobre ela. ELA É ÓTIMA! Não é à toa que ela é a melhor e a mais complexa personagem da série. Ela traz consigo um frescor, uma eloquente psicopatia sorridente (com direito a pulinhos no ar). De fato, Jeniffer tem o poder do frisson. Ela faz o telespectador olhar fixamente para a Tv. É algo fascinante e que poucos personagens conseguem. Eu, enquanto telespectador, sorrio, de forma involuntária, toda vez que a câmera dava um close nela sorrindo. Lá na sequência inicial da clínica psiquiátrica J.D. Peoples. Claro, todo o contexto na qual ela estava inserida ajudou bastante. Dou ênfase para a trilha sonora. Principalmente, para a música que acompanha todo o monólogo de Jennifer (não encontrei o nome da música).

Dessa forma, “Hyena” equilibrou as várias histórias não intercaladas e reafirmou que o grande predador da cadeia alimentar é o homem. Macacos, hienas e até a tartaruga Tommy de Jennifer sempre serão a caça. Vão em frente e compartilhem suas opiniões nos comentários abaixo. Semana que vem tem o episódio “Fatherland”. Até lá!!!

Monkey 01: Meu palpite para o terceiro primordial: Lilian (Madeleine Stowe).

Monkey 02: Não vou mentir. Nem lembrava mais do Dr. Peters e do Dr. Jones. É fato comprovado: a família Jones é o apocalipse. Afinal, Elliot criou a máquina do tempo e agora está ligado ao projeto Titan. Katarina fez acontecer as viagens no tempo-espaço; Já Hannah é suspeita a ser a testemunha. WTF!!

Monkey 03: O vírus ainda existe entre nós. Era óbvio. Afinal, ele já devastou uma boa parte da humanidade em 2044.

Monkey 04: Whitley apareceu para dar um “oi” para o telespectador. Coitado!! Sempre é esquecido.

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