
É justamente por episódios como esse que eu me tornei fã da série. Agora pergunto a você que não a assiste: por que não começou ainda?
Spoilers “Bizarros” Abaixo:
Este episódio conseguiu ser estranho, tenso e engraçado; foi tudo isso e ao mesmo tempo brilhante. Mais mistérios foram lançados ao público, enquanto um deles, ao menos, já foi desvendado: a identidade do Guardião/Super Hoodie. Irei tratar disso mais a frente no review.
Eu tinha visto o preview no episódio anterior e, portanto, sabia que o Nathan iria “se tornar” um gay, o que tirou parte da minha surpresa com essa transformação. O ator Robert Sheehan é incrível. A cada episódio ele só mostra o nível de brilhantismo que ele conferiu ao seu personagem, que ao lado do Simon é o meu favorito na série. A versão homossexual dele (e hétero também) rendeu, como sempre, os melhores momentos cômicos.
O “vilão da semana”, um tatuador que é apaixonado por Kelly, tinha um dos poderes mais bizarros da série até aqui. Sua capacidade de controlar pessoas e feri-las por meio de tatuagens, que ele fazia com o poder de sua mente, foi bem legal e incomum. Essa originalidade é até uma excelente qualidade em Misfits. Toda semana temos alguém com um poder nenhum pouco convencional para infernizar a vida do grupo.
Mesmo com um vilão tão curioso, a trama que chamou mesmo minha atenção (e aposto que da grande maioria também) foi a do Super Hoodie com a Alisha. Eu fiquei olhando para a tela feito um babaca enquanto percebia que o cara peladão no banheiro era nada mais nada menos do que o Simon. Não o nosso Simon claro, mas a versão dele do futuro; Mas minha mente mesmo quase entrou em colapso quando ele revelou a Alisha que os dois iriam ficar juntos em um futuro próximo. As revelações dadas trouxeram várias explicações, como o significado dos relógios na parede, além de também algumas informações que prometem uma grande carga dramática a série, como a insinuação do Simon de que a Alishia irá morrer (Ele prometeu impedir isso, veremos).
Um detalhe que reparei foi o corte no braço que o Simon do futuro ostenta (aquele que ele conseguiu no episódio anterior salvando o Nathan). Esse cuidado com os detalhes só mostra o quão a série tem não apenas um roteiro muito bom, além de grandes atores, como um cuidado especial com essas pequenas particularidades.
O Simon do futuro pode até ser o fodão e tal, mas eu fiquei com um pé atrás em relação a história que ele contou. Digo, ele veio do futuro para garantir que certos acontecimentos se dêem da forma como elas deveriam ocorrer; acontece que essas interferências dele já devem fazer parte da linha natural do tempo. Para confirmar isso, pense na forma como o tatuador foi derrotado: se o Simon do presente não estivesse com aquele pacote de amendoins tostados dados pelo Simon do futuro, bem provavelmente ele e o Curtis teriam sido mortos ali. Ou seja, garantir que os eventos ocorram da forma que devem ocorrer não vai alterar absolutamente nada no futuro catastrófico que supostamente aguardam todos eles, já que foi isso que o Super Hoodie/Simon deu a entender nos diálogos com a Alisha.
Como se não bastasse a duas tramas acima, ainda tivemos o Curtis querendo conhecer mais sobre a tal garota que ele conheceu em sua viagem ao futuro. Ela tem uma personalidade bem forte, assim como a Alisha, mas em compensação é bastante doente. Fiquei curioso agora para descobrir como ela será curada, já que segundo ela própria, o problema só poderia ser resolvido com um novo coração. Ou seja, ou o Curtis vai dar um jeito de curá-la o que fará com que os dois se envolvam ou algum acontecimento bizarro vai consertar tudo. De qualquer forma, mesmo sendo das três a trama menos elaborada e com menos foco, ela não deixa de ter sua importância para o futuro desta temporada.
Mais mistérios e revelações dados aos pingos vão ditando o rumo desta temporada fantástica de Misfits. E, infelizmente, é ruim lembrar que já chegamos a metade dela.
Algumas observações:
1) Quem aqui soltou um “WTF?” quando o Simon do futuro apareceu, pode pôr a tag #WTF em seu comentário.
2) Por mais estranho que tenha sido no começo, eu gostei bastante da atuação do Iwan Rheon neste episódio em especial. Os dois Simons dele tinham lá suas semelhanças, mas dava para notar nitidamente, inclusive na postura, uma diferença grande entre eles. Ator bom tem que ser capaz disso.
3) Depois de chover tanto no molhado, a Kelly terminou cortando o barato do Nathan decidindo que eles seriam apenas colegas. Em compensação, os dois tiveram o diálogo mais engraçado do episódio (de 41:03 a 42:50).
Se quiser trocar mais algumas idéias sobre o episódio e a série, você me encontra no Twitter em: @Adriel_SS
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